:: 13/jan/2026 . 11:04
Farra das Consultorias: Prefeitura de Itagi Gasta Fortunas com Advogados enquanto Serviços Básicos Sobrevivem de Puxadinhos
A análise dos atos oficiais da Prefeitura Municipal de Itagi revela uma distorção administrativa que beira o descaso com o patrimônio público e com a inteligência do contribuinte.
Enquanto o município se vê obrigado a alugar imóveis de terceiros para abrigar órgãos vitais como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Conselho Tutelar, a gestão municipal não economiza recursos quando o assunto é a contratação de bancas de advocacia externas.
Essa política de “puxadinhos” em prédios locados, que não deixam qualquer legado patrimonial para a cidade, contrasta violentamente com o fluxo de centenas de milhares de reais destinados a diversos escritórios de advocacia por meio de processos de inexigibilidade de licitação, evidenciando que a prioridade governamental está longe de ser a estruturação de uma rede de serviços públicos própria, sólida e eficiente.
A pulverização de contratos de consultoria jurídica é um dos pontos mais críticos, sugerindo que a administração prefere drenar o erário com assessorias especializadas para funções que deveriam ser exercidas por uma Procuradoria Municipal robusta e concursada.
Escritórios como Ricardo Maracajá Sociedade Individual de Advocacia e outros nomes que figuram no Diário Oficial recebem vultosos pagamentos para lidar com questões que vão desde a gestão pública até a recuperação de créditos tributários.
Essa dependência crônica de entes privados para gerir a máquina jurídica da prefeitura não apenas encarece o custo da governança, mas também cria uma zona de sombra na fiscalização, uma vez que a multiplicidade de contratos dificulta o rastreio da real eficácia e necessidade de tantos braços jurídicos externos pagos com o dinheiro do povo.
Além da questão jurídica, o documento oficial expõe uma inversão de valores alarmante quando comparamos os gastos com festividades e os investimentos em manutenção básica.
Outro ponto real é a prefeitura destinar 160 mil reais para apenas dois dias de apresentações artísticas em um festival de forró, enquanto aditivos contratuais para serviços de limpeza e conservação de edifícios públicos são assinados a conta-gotas para evitar o colapso total.
Esse modelo de gestão “vitrine”, que prioriza o brilho efêmero dos palcos e a remuneração generosa de consultores jurídicos em detrimento da construção de sedes próprias para as secretarias e projetos sociais, revela um governo que prefere o custeio de luxos e conveniências ao investimento em uma infraestrutura pública que pertença verdadeiramente à população de Itagi.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Ibirataia: Prefeitura realiza recuperação de calçamento e conserto de esgotos em bairros do município

A gestão municipal de Ibirataia, por intermédio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, tem mobilizado equipes para a execução de frentes de trabalho em diversas localidades da cidade.
O foco principal das ações atuais está na recuperação do calçamento em trechos que apresentavam desgaste natural ou danos estruturais, além de intervenções críticas no sistema de esgotamento sanitário.
Essas medidas visam solucionar problemas crônicos de drenagem e garantir que o fluxo de veículos e pedestres ocorra com total segurança e conforto para a população local.
O processo operacional envolve a remoção cuidadosa das pedras e materiais danificados, seguida pela regularização do solo e o reassentamento do pavimento, assegurando uma vida útil maior para as vias públicas.
Paralelamente, os reparos nas redes de esgoto buscam prevenir vazamentos e o mau cheiro, questões que impactam diretamente na saúde pública e no bem-estar dos moradores.
De acordo com o cronograma estabelecido pela secretaria, as equipes estão distribuídas de forma estratégica para atender aos bairros com maior urgência de intervenção técnica neste momento.
A Prefeitura de Ibirataia reforça que essas atividades não são isoladas, mas fazem parte de um planejamento contínuo e rigoroso de zeladoria urbana.
O objetivo central é manter a infraestrutura da cidade em condições adequadas, evitando que pequenos danos se transformem em grandes problemas logísticos para o município.
A gestão afirma que o monitoramento das vias será constante, permitindo que o sistema de drenagem e a pavimentação recebam os cuidados necessários conforme a demanda técnica e o surgimento de novas necessidades nos bairros.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Diferença Alarmante entre Gastos com Festas e Diárias Frente ao Descaso com Piso dos Professores em Una
Enquanto a educação de Una clama por investimentos básicos e pelo cumprimento da lei, a gestão municipal parece priorizar gastos que levantam sérios questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos.
Documentos revelam que a prefeitura tem investido montantes significativos em eventos e diárias, ao mesmo tempo em que alega falta de verbas para pagar o reajuste salarial de 14,95% aos professores da rede municipal.
Essa disparidade orçamentária gera uma crise que afeta diretamente o tempo de permanência dos alunos em sala de aula, com relatos de redução de carga horária devido à falta de acordo com o magistério.
A contradição nos gastos públicos fica evidente quando observamos que apenas para os festejos juninos no distrito de Colônia, o orçamento superou os R$ 230 mil reais, sem contar despesas extras com segurança e infraestrutura.
Em contrapartida, os salários oferecidos em processos seletivos da educação variam entre R$ 1.412,00 e R$ 2.290,28, valores que pouco condizem com a responsabilidade dos profissionais que formam a base da sociedade.
O contraste entre a resistência em negociar com os docentes e a facilidade em liberar recursos para diárias e festas milionárias coloca em xeque a prioridade da gestão.
Além das festividades, a política de diárias no setor educacional precisa de uma fiscalização rigorosa, especialmente em um cenário onde profissionais contratados via REDA são demitidos para “enxugar a folha”.
O uso excessivo dessas verbas de indenização pode ocultar uma forma de privilegiar grupos específicos em detrimento de melhorias estruturais nas escolas ou do pagamento justo dos servidores.
É urgente que o Ministério Público e o Tribunal de Contas acompanhem de perto esses fluxos financeiros para garantir que o dinheiro da educação seja, de fato, usado em benefício dos estudantes e de quem trabalha no chão da escola.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Polícia Federal desarticula grupo criminoso que atacou agências da Caixa em Vitória da Conquista, Poções e outras 4 cidades
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Furvus, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em furtos qualificados contra terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal.
As investigações detalham que o grupo realizou ataques estratégicos em diversas agências, com destaque para as ações ocorridas nos municípios de Vitória da Conquista e Poções, no interior da Bahia.
Além dessas localidades baianas, a quadrilha também estendeu sua atuação para Curitiba, Camaçari, Lauro de Freitas e Feira de Santana, demonstrando uma organização logística capaz de operar em diferentes regiões do país em um curto intervalo de tempo, utilizando-se de técnicas sofisticadas para burlar o sistema de segurança dos bancos.
O grupo investigado tinha sua base operacional no estado de São Paulo e viajava especificamente para executar os crimes, utilizando um dispositivo conhecido como “jacaré” para pescar envelopes de depósitos de dentro dos caixas eletrônicos.
Em Vitória da Conquista e Poções, a atuação dos criminosos seguiu o padrão de simular depósitos para forçar a abertura mecânica dos módulos dos terminais, permitindo a subtração de dinheiro e cheques.
Embora o prejuízo imediato apurado seja de R$ 24.702,00, a Polícia Federal ressalta que os envolvidos são criminosos contumazes, com passagens anteriores por delitos idênticos, o que indica que o impacto financeiro acumulado por suas atividades ao longo dos anos é significativamente maior do que o registrado nesta operação específica.
As medidas judiciais, que incluem mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, foram expedidas pela Justiça Federal de Vitória da Conquista e estão sendo cumpridas em São Paulo com o suporte da Superintendência Regional local.
A ofensiva policial também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de valores dos investigados, visando garantir a reparação dos danos causados ao patrimônio público.
A identificação das ocorrências em Vitória da Conquista e Poções foi fundamental para traçar o rastro da associação criminosa e compreender o deslocamento dos suspeitos, que agora enfrentam acusações de associação criminosa e furto qualificado, cujas penas somadas podem ultrapassar o patamar de dez anos de reclusão em regime fechado.
A desarticulação desta quadrilha representa um passo importante na segurança pública da região sudoeste da Bahia, uma vez que a habitualidade dos criminosos trazia riscos constantes às agências de cidades como Vitória da Conquista e Poções.
Com o cumprimento dos mandados e a análise dos materiais apreendidos em São Paulo, as autoridades esperam encerrar o ciclo de ataques desse grupo e identificar possíveis novos integrantes ou outras vítimas da fraude do dispositivo “jacaré”.
A continuidade das investigações reforça o compromisso da Polícia Federal em proteger as instituições financeiras federais e garantir que crimes contra o sistema bancário não fiquem impunes, independentemente da distância percorrida pelos criminosos para cometer os delitos.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
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