PT de Ipiaú e Juventude pela Democracia promovem ato em apoio a Lula nesta sexta-feira
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Ipiaú, em parceria com o movimento Juventude pela Democracia, promove nesta sexta-feira (9) um ato político em apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno das eleições presidenciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), em uma mobilização voltada à participação da juventude e ao fortalecimento das atividades partidárias no município.
A iniciativa integra o movimento de reorganização das forças políticas ligadas ao presidente após o primeiro turno realizado no último domingo (4), quando os brasileiros definiram os dois candidatos que seguem na disputa pela Presidência da República, cuja votação decisiva está marcada para o próximo dia 25 de outubro.
Com a participação do movimento Juventude pela Democracia, a mobilização também coloca em evidência o envolvimento dos jovens nas discussões sobre o futuro político do país, ampliando os espaços de participação e diálogo sobre propostas, políticas públicas, educação, oportunidades e outras questões relacionadas à população brasileira.
Em Ipiaú, o Partido dos Trabalhadores mantém uma presença histórica na política municipal e integra a base de apoio ao governo estadual, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), que conquistou a reeleição no primeiro turno, enquanto o cenário nacional exige uma nova etapa de articulação entre partidos, movimentos sociais e lideranças políticas que apoiam a continuidade do governo Lula.
O ato promovido nesta sexta-feira representa mais uma atividade da mobilização política no município durante o segundo turno, período em que apoiadores das duas candidaturas presidenciais intensificam suas ações para apresentar propostas, defender posicionamentos e ampliar o diálogo com os eleitores.
Fonte: jornalista Mateus Oliver.
Laryssa Dias reúne aliados em Ipiaú nesta sexta-feira e inicia mobilização pela reeleição de Lula no segundo turno
A prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias, reuniu aliados políticos nesta sexta-feira (9) para alinhar as próximas ações da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, dando continuidade às articulações políticas no município após o encerramento das disputas estaduais.
O encontro marcou o início de uma nova etapa de mobilização do grupo político liderado pela prefeita, que utilizou suas redes sociais para reafirmar seu posicionamento e destacar a organização das próximas atividades em apoio à candidatura presidencial petista.
“Vamos ao segundo turno! A nossa caminhada continua, e agora temos uma nova missão: defender o Brasil que queremos e acreditar no futuro que podemos construir juntos. Iniciamos nosso alinhamento das próximas ações para eleger Lula nosso presidente”, declarou Laryssa Dias.
A movimentação ocorre após a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e as vitórias de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) para o Senado Federal, resultados que encerraram as principais disputas estaduais e direcionaram as atenções das lideranças governistas para a eleição presidencial.
Em Ipiaú, Lula conquistou 14.346 votos no primeiro turno, correspondentes a 60,27% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 8.128 votos, equivalentes a 34,15%, números que representam o desempenho dos candidatos no município durante a votação realizada em 4 de outubro.
Com a reunião desta sexta-feira, Laryssa Dias sinaliza a continuidade da participação de seu grupo na campanha presidencial, embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre o calendário das próximas atividades, incluindo possíveis caminhadas, encontros públicos e outras mobilizações políticas.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver, com informações divulgadas pela prefeita Laryssa Dias.
Sandro Futuca se junta a Wagner, Rui e Jerônimo para fortalecer campanha de Lula no segundo turno
O prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca (MDB), se soma ao grupo político formado pelo governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e pelos senadores eleitos Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), na mobilização pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrenta Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Aliado das principais lideranças petistas na Bahia, Futuca já havia demonstrado seu alinhamento político durante o primeiro turno, quando participou de eventos e mobilizações em apoio às candidaturas de Lula, Jerônimo, Wagner e Rui, incluindo a convenção realizada em Salvador, que reuniu representantes de diferentes partidos da base governista.
Com a reeleição de Jerônimo Rodrigues e as vitórias de Wagner e Rui Costa na disputa pelo Senado, o grupo político passou a concentrar esforços na eleição presidencial, enquanto a campanha de Lula busca ampliar a participação de lideranças estaduais e municipais na mobilização dos eleitores.
Em Ibirataia, o posicionamento de Sandro Futuca mantém o município inserido nas articulações políticas do grupo governista baiano, embora ainda não tenha sido divulgada uma agenda específica de atividades do prefeito voltadas exclusivamente ao segundo turno presidencial.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver.
INSS muda regras de biometria e Carteira de Identidade Nacional será obrigatória a partir de 2028
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estabeleceu novas regras para a identificação biométrica de cidadãos que solicitam benefícios previdenciários e assistenciais, com a implantação gradual da Carteira de Identidade Nacional (CIN) como principal documento de validação, medida que pretende ampliar a segurança dos cadastros, prevenir fraudes e padronizar a identificação dos beneficiários em todo o país.
Até 31 de dezembro de 2026, os cidadãos poderão utilizar registros biométricos existentes em bases oficiais do Governo Federal, incluindo dados da Justiça Eleitoral, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do passaporte, permitindo que pessoas já cadastradas nesses sistemas continuem utilizando suas informações durante a transição.
A partir de janeiro de 2027, a emissão da Carteira de Identidade Nacional passará a ser exigida dos cidadãos que não possuírem biometria registrada nas bases oficiais aceitas, enquanto dezembro do mesmo ano marcará o encerramento do período de aproveitamento dos registros antigos, conforme o cronograma divulgado.
Já em janeiro de 2028, a previsão é que a identificação biométrica seja centralizada na base da CIN, tornando o novo documento a principal referência para validação de dados relacionados aos benefícios previdenciários e assistenciais.
Apesar das mudanças, o RG tradicional continuará válido em território nacional até 28 de fevereiro de 2032, sendo importante diferenciar a validade do documento de identificação das exigências específicas de biometria estabelecidas para os serviços do INSS.
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita e utiliza o CPF como número único de identificação, podendo ser solicitada mediante agendamento no órgão estadual responsável, com apresentação da certidão de nascimento ou casamento e realização da coleta de impressões digitais e fotografia facial.
O INSS também alerta para a necessidade de cumprir as exigências de identificação nos novos requerimentos, uma vez que a ausência de regularização dentro dos prazos administrativos poderá resultar no encerramento do pedido, conforme as regras aplicáveis a cada situação.
Fonte: jornalista Mateus Oliver, com informações divulgadas sobre as novas regras de identificação biométrica do INSS.
Mendonça muda de posição, e TSE derruba posts de Flávio que associam Lula a crime organizado
Embora tenha ressaltado que críticas políticas severas fazem parte do debate democrático, Mendonça reconheceu que o entendimento predominante na Justiça Eleitoral estabelece limites para conteúdos que associam adversários a organizações criminosas sem fundamentação factual suficiente, especialmente durante disputas eleitorais.
Com a decisão, Flávio Bolsonaro deverá retirar as três publicações no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária, além de ficar impedido de republicar os mesmos materiais ou conteúdos substancialmente idênticos, conforme determinação divulgada oficialmente pelo TSE.
O julgamento ocorre em meio à campanha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro, e reforça o debate sobre os limites da liberdade de expressão, o uso de inteligência artificial e a responsabilidade dos candidatos pela divulgação de informações nas redes sociais.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
O Fascismo depois do Fascismo: Democracia e autoritarismo no Brasil contemporâneo

Por Williem da Silva Barreto Júnior; Doutor e Mestre em Direito; Advogado e Professor Universitário.
Há palavras que, de tanto utilizadas, terminam por perder parte do seu significado; fascismo é uma delas. Nas disputas políticas contemporâneas, tornou-se comum empregá-la como simples insulto, dirigido a qualquer adversário mais autoritário, conservador ou intolerante. O resultado dessa banalização é paradoxal: quanto mais se chama tudo de fascismo, menos se compreende o fascismo quando os seus traços efetivamente reaparecem.
E eles reaparecem, embora não necessariamente trajando camisas negras, organizando marchas sobre capitais ou reproduzindo, de maneira caricatural, os regimes totalitários da primeira metade do século XX. O fascismo não precisa retornar exatamente como nasceu, pois os fenômenos políticos não atravessam um século preservados em formol; eles mudam a linguagem, os instrumentos de comunicação, os inimigos escolhidos e, sobretudo, as formas pelas quais buscam legitimação.
Uma sociedade que conhece, mesmo superficialmente, os horrores produzidos pelos fascismos históricos, dificilmente receberia com naturalidade um partido que anunciasse, em seu programa, a destruição das liberdades públicas, a perseguição das minorias e a eliminação da democracia. A erosão institucional, por isso, costuma percorrer caminhos menos ostensivos: fala em nome do povo, invoca a liberdade para atacar direitos, transforma adversários em inimigos e apresenta a submissão das instituições ao líder como restauração de uma ordem que teria sido roubada por elites, juízes, intelectuais, minorias, estrangeiros ou quaisquer outros grupos escolhidos para representar a decadência nacional.
Compreender o fascismo exige, inicialmente, abandonar a confortável ideia de que ele constitui acidente histórico definitivamente encerrado em 1945, pois a derrota militar dos regimes fascistas europeus não eliminou as condições sociais e políticas capazes de produzir formas autoritárias aparentadas. Tampouco suprimiu o fascínio exercido pelo chefe providencial, a sedução da força, o medo da diferença ou a tentação de converter uma sociedade plural em comunidade imaginariamente homogênea. A democracia constitucional construiu barreiras contra essas pulsões, mas nenhuma Constituição possui, por si, a capacidade mágica de impedir que cidadãos democraticamente autorizem a destruição gradual das condições que tornam possível a própria democracia.
O fascismo começa a se tornar inteligível quando se observa a sua relação com a ideia de povo, já que, na democracia, o povo não é uma pessoa gigantesca que pensa, deseja e fala de maneira uníssona. Ele é uma pluralidade irredutível de indivíduos, grupos, classes, religiões, identidades, interesses e projetos de vida, cuja convivência somente se torna possível porque ninguém detém o direito de converter a sua particular visão do mundo em verdade obrigatória para todos. A democracia existe justamente porque há desacordo.
Eleições não eliminam essa diversidade; apenas definem, por período determinado e segundo regras previamente estabelecidas, quem exercerá determinadas funções de governo. A imaginação fascista opera em sentido diverso, pois, para ela, existe um povo verdadeiro, dotado de identidade essencial e de valores supostamente permanentes.
Quem não compartilha desses valores pode até possuir formalmente a nacionalidade, mas passa a ser tratado como corpo estranho, surgindo, então, operação política decisiva: a sociedade real, múltipla e conflitiva, é substituída pela ficção de uma comunidade orgânica. O povo deixa de designar todos os cidadãos e passa a significar apenas os bons cidadãos, aqueles reconhecidos pelo movimento como integrantes legítimos da nação.
Naturalmente, alguém precisa dizer quem pertence a esse povo e interpretar aquilo que ele deseja, sendo precisamente nesse ponto que aparece a figura do líder. O fascismo não cultua apenas uma autoridade administrativa, mas necessita de um chefe capaz de estabelecer ligação emocional com a comunidade imaginada, apresentando-se menos como representante submetido às instituições do que como intérprete autêntico de uma vontade popular que existiria antes e acima delas. Nessa lógica, o Parlamento que o contraria pode ser apresentado como traidor do povo, assim como os tribunais que limitam seus atos passam a afrontá-lo, a imprensa que revela fatos inconvenientes é acusada de conspirar contra ele e as universidades que contestam suas afirmações são convertidas em espaços capturados por seus inimigos.
Essa engrenagem ajuda a compreender por que o fascismo mantém relação tão difícil com a legalidade. Não significa que movimentos de feição fascista rejeitem todas as leis desde o primeiro momento; ao contrário, podem utilizá-las intensamente, disputar eleições e ocupar instituições. O problema surge quando a norma impede a realização da vontade atribuída ao chefe e à maioria que o acompanha. Nesse instante, a lei deixa de funcionar como limite legítimo ao poder e passa a ser descrita como obstáculo artificial, produzido por burocratas, magistrados, políticos profissionais ou forças ocultas.
A pergunta já não é se determinada ação está autorizada pela Constituição, mas se ela atende àquilo que o líder proclama como interesse da nação. O deslocamento é profundo, uma vez que o constitucionalismo democrático foi construído precisamente para impedir que maiorias circunstanciais façam tudo aquilo que desejam. Direitos fundamentais, separação de poderes, garantias judiciais e proteção das minorias existem porque a vitória eleitoral não confere ao vencedor propriedade sobre o Estado. Para a lógica fascista, contudo, esses freios parecem suspeitos, pois, se o chefe encarna o povo, limitá-lo equivaleria a limitar o próprio povo. Assim, o governo das leis cede, progressivamente, espaço ao governo dos homens.
Daí decorre outra característica conhecida: a necessidade permanente de inimigos, uma vez que regimes democráticos reconhecem adversários que podem vencer amanhã, participar do debate público, ocupar instituições e, ainda assim, continuar pertencendo à comunidade política, enquanto o fascismo necessitade alguém que possa ser neutralizado, expulso, silenciado ou derrotado de maneira definitiva. A diferença não é meramente vocabular, porque revela duas maneiras distintas de compreender o conflito político e os limites impostos ao exercício do poder.
A política deixa de ser espaço de mediação dos conflitos e converte-se numa batalha moral entre os que supostamente salvam a nação e aqueles acusados de destruí-la. A identidade do inimigo varia conforme o tempo e o lugar, podendo assumir a forma de comunistas, estrangeiros, imigrantes, professores, artistas, jornalistas, feministas, pessoas LGBT, integrantes de determinadas religiões ou membros de instituições que resistam à concentração do poder.
A precisão pouco importa, sendo, aliás, funcional certa indeterminação, pois um inimigo suficientemente elástico pode ser adaptado às necessidades políticas de cada momento: pode ser o Supremo Tribunal em determinada circunstância, uma universidade em outra, uma organização internacional ou uma minoria religiosa logo adiante. A mobilização depende menos da coerência na escolha desse inimigo do que da permanência do medo que sua presença é capaz de produzir.
O medo, entretanto, não trabalha sozinho se associando a ele uma narrativa de humilhação. A nação teria sido grande, ordeira, moralmente íntegra e respeitada, até que forças internas ou externas lhe retiraram a dignidade. O presente aparece então como decadência, enquanto um passado idealizado funciona como promessa de futuro, razão pela qual movimentos autoritários gostam tanto de expressões que anunciam restauração. Recuperar o país, devolver a pátria ao povo, restabelecer valores, salvar a família: o vocabulário varia, mas a estrutura permanece semelhante.
Não se propõe simplesmente uma política pública; promete-se uma redenção. Nesse ambiente, a tradição assume função peculiar, pois não se trata de conhecer criticamente o passado, com suas grandezas e misérias, mas de selecionar símbolos capazes de oferecer segurança a uma sociedade assustada com transformações econômicas, culturais e comportamentais.
A família é apresentada como instituição ameaçada; papéis de gênero são convertidos em ordem natural; diferenças sexuais e afetivas passam a ser percebidas como agressões à normalidade; a religião majoritária é frequentemente mobilizada como elemento constitutivo da identidade nacional. O que foge desse desenho deixa de ser apenas diferente e passa a representar perigo.
O machismo, por isso, não constitui elemento periférico, já que a concepção fascista de sociedade é fortemente hierarquizada. Homens e mulheres possuem lugares previamente definidos; autoridade, força e comando são associados ao masculino, enquanto cuidado, obediência e vida doméstica são apresentados como atributos femininos.
A emancipação das mulheres incomoda não apenas porque altera relações privadas, mas porque desorganiza uma representação política do mundo fundada na autoridade paterna, na disciplina e na obediência. Também não surpreende o fascínio pelas armas, pelos uniformes e pela linguagem militar; a política democrática é lenta, negociada, frequentemente frustrante, exige compromissos, procedimentos, contraditório e aceitação da derrota.
O imaginário militar oferece imagem oposta: comando, hierarquia, unidade, prontidão e eliminação da hesitação. Quando a sociedade passa a ser descrita como campo de batalha, a força deixa de ser último recurso e adquire valor moral e o homem armado transforma-se em símbolo de autonomia; o soldado, em modelo de cidadania; a disposição para o confronto, em prova de coragem.
Há, ainda, um culto à ação que despreza a reflexão, contexto no qual o intelectual se torna suspeito porque problematiza, o especialista incomoda ao introduzir complexidade e o jornalista que verifica fatos atrapalha ao romper a narrativa. A dúvida cede espaço à certeza, o argumento à palavra de ordem e a linguagem capaz de nomear nuances a um vocabulário reduzido, repetitivo e emocionalmente carregado, adequado a uma compreensão do mundo na qual a complexidade aparece menos como dado da realidade do que como obstáculo à mobilização.
A simplificação não é defeito acidental: quanto mais complexa a realidade, maior a utilidade política de uma linguagem que a reduza a algumas oposições elementares (patriotas e traidores, cidadãos de bem e criminosos, família e degeneração, Deus e seus inimigos). As novas tecnologias conferiram a essa velha estrutura possibilidades extraordinárias, pois o chefe já não necessita de uma grande emissora para falar diariamente às massas; carrega o palanque no bolso de cada seguidor.
Redes sociais permitem contornar mediações, desacreditar previamente qualquer fonte externa de informação e construir comunidades fechadas em que a repetição substitui a demonstração. Uma falsidade reproduzida milhares de vezes, acompanhada de imagens, indignação e sentimento de pertencimento, pode tornar-se politicamente mais eficaz do que um fato cuidadosamente apurado.
O problema não reside apenas na existência de notícias falsas, porque a desinformação autoritária é mais profunda e busca destruir a possibilidade de existência de um mundo factual compartilhado. Se toda informação desfavorável ao líder é mentira, toda decisão judicial contrária é perseguição, toda pesquisa inconveniente é fraude e toda eleição perdida é suspeita, desaparece o terreno comum no qual uma democracia pode administrar seus conflitos. Restam grupos que não discordam somente sobre o significado dos fatos, mas sobre a própria existência deles.
É precisamente nesse ponto que o fascismo deixa de ser apenas uma lembrança europeia e passa a funcionar como chave de leitura do presente, o que evidentemente não autoriza chamar de fascista qualquer eleitor conservador, pessoa religiosa ou cidadão de direita, operação que seria intelectualmente pobre e politicamente inútil. Conservadorismo, liberalismo, direita democrática e fascismo não são sinônimos, razão pela qual a questão relevante é outra: determinadas práticas, discursos e formas de mobilização da extrema direita contemporânea reproduzem componentes historicamente associados à gramática fascista?
No caso brasileiro, há razões concretas para que a pergunta seja levada a sério. O bolsonarismo consolidou-se explorando diversos desses elementos, pois, desde a sua ascensão, investiu na personalização extrema da representação política, na identificação do líder com o “cidadão de bem”, na fabricação de inimigos internos e na apresentação das instituições de controle como adversárias do povo.
O conflito com o Supremo Tribunal Federal, a hostilidade contra a imprensa, a desconfiança sistematicamente lançada sobre o processo eleitoral e a valorização política das Forças Armadas não foram episódios isolados, desconectados entre si. Formaram um ambiente no qual a legitimidade das instituições passou a depender de sua concordância com o projeto do líder.
A história posterior retirou dessa discussão parte do caráter especulativo. A contestação da confiabilidade das urnas, sem que fossem apresentadas provas capazes de demonstrar a fraude anunciada, a mobilização de seguidores após a derrota eleitoral de 2022, os acampamentos diante de quartéis e a invasão das sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023 compuseram uma sequência de acontecimentos que ultrapassou a retórica agressiva.
Anos depois, o Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro e integrantes do núcleo central da trama por crimes relacionados à tentativa de ruptura da ordem democrática. Pode-se discordar politicamente do tribunal, criticar fundamentos das suas decisões e discutir penas, como é próprio de uma sociedade livre. O que já não é razoável é tratar a existência de uma movimentação golpista como simples invenção retórica de adversários políticos.
Tal constatação não significa que o Brasil tenha vivido um regime fascista nos moldes da Itália de Mussolini. A afirmação seria historicamente imprecisa, pois as instituições resistiram, eleições continuaram competitivas, a oposição venceu o pleito presidencial e o poder foi transferido. Justamente por isso, talvez seja mais útil falar em práticas fascistizantes, tendências autoritárias e repertórios políticos que guardam parentesco com o fascismo, em vez de buscar uma identidade perfeita entre experiências separadas por um século.
Um dos sinais mais perturbadores dessa radicalização apareceu recentemente num terreno que parecia definitivamente conquistado pela democracia brasileira: o voto feminino. Noventa e quatro anos depois da incorporação das mulheres ao eleitorado nacional, figuras e influenciadores ligados à extrema direita voltaram a discutir publicamente a legitimidade dessa participação.
Paulo Figueiredo, personagem próximo à família Bolsonaro, afirmou que as mulheres “votam muito mal”, especialmente quando solteiras, associando o problema ao fato de tenderem a escolher a esquerda. Em ambiente semelhante, a influenciadora conservadora Pietra Bertolazzi declarou-se contrária ao voto feminino.
Seria desonesto transformar essas manifestações em posição oficial de todos os bolsonaristas ou de toda a direita brasileira, porque não o são; seria igualmente ingênuo, contudo, tratá-las como piadas sem importância, sobretudo porque direitos raramente desaparecem no instante em que alguém publica um decreto anunciando a sua extinção, precisando, antes disso, tornar-se discutíveis e perder, gradualmente, a condição de conquistas que pareciam incorporadas à própria normalidade democrática.
A primeira operação consiste em retirar de uma conquista democrática a condição de evidência civilizatória e devolvê-la ao mercado das opiniões: talvez mulheres não devam votar; talvez a democracia tenha ido longe demais; talvez determinados cidadãos escolham mal; talvez alguns votos prejudiquem a nação. A lógica é especialmente reveladora porque desnuda o caráter instrumental de certo discurso democrático.
O voto é celebrado enquanto produz o resultado esperado, mas, quando mulheres, pobres, minorias ou jovens escolhem de maneira inconveniente, passa-se a questionar a qualidade da sua participação.
A soberania popular, então, deixa de significar o direito igual de todos os cidadãos decidirem e passa a significar o direito de os cidadãos considerados corretos produzirem a decisão considerada correta, deslocamento por meio do qual uma democracia pode conservar eleições e, pouco a pouco, perder parte de sua substância.
A condição feminina também ajuda a compreender a aproximação entre extrema direita e determinadas formas de fundamentalismo religioso.
O problema evidentemente não é a religião, uma vez que a liberdade religiosa integra o núcleo das democracias constitucionais, e milhões de brasileiros conciliam sua fé com profundo respeito ao pluralismo, aos direitos fundamentais e à separação entre Igreja e Estado.
O problema nasce quando uma crença pretende abandonar o espaço legítimo da convicção e converter os seus mandamentos em programa obrigatório de organização da vida de quem não a professa. Nos últimos anos, o vocabulário religioso ocupou posição cada vez mais visível na política da extrema direita.
A disputa eleitoral passou a ser descrita, não raramente, como enfrentamento entre o bem e o mal; candidatos receberam unções simbólicas; projetos de poder foram associados à missão espiritual de reconquistar instituições; e correntes identificadas com a chamada teologia do domínio passaram a defender presença cristã organizada nas diversas esferas sociais, incluindo o Estado.
Em 2026, a própria campanha presidencial voltou a produzir controvérsia quando Flávio Bolsonaro afirmou que declararia o Brasil pertencente a Jesus Cristo, episódio que reacendeu discussões sobre a laicidade estatal e a instrumentalização eleitoral da fé. Novamente, a cautela é necessária, pois um político professar publicamente sua religião não viola, por si, a democracia.
A laicidade não exige governantes ateus, nem obriga pessoas religiosas a esconderem suas convicções. O limite aparece quando a legitimidade do poder político é apresentada como decorrência de mandato divino, ou quando direitos de terceiros passam a depender da conformidade com uma moral religiosa específica. Nesse momento, a cidadania corre o risco de ser dividida entre aqueles cuja vida coincide com a doutrina dominante e os demais, apenas tolerados enquanto não desafiam a ordem moral pretendida.
É difícil, nesse cenário, não recordar O conto da aia. A aproximação deve ser feita sem infantilizações, já que a República de Gilead, concebida por Margaret Atwood, é uma distopia, não uma descrição do Brasil contemporâneo. Mulheres brasileiras votam, ocupam cargos públicos, dirigem instituições, estudam, trabalham e dispõem de direitos que as personagens de Gilead perderam.
Utilizar a obra como se estivéssemos vivendo literalmente aquela realidade reduziria a força da comparação. O valor da distopia está em outro lugar, pois Gilead mostra que a supressão da liberdade pode ser moralmente apresentada como proteção; que a subordinação feminina pode ser revestida de linguagem familiar e religiosa; que textos sagrados podem ser selecionados para legitimar relações de poder; e que direitos antes considerados consolidados podem ser reinterpretados como excessos responsáveis pela decadência social.
A violência não começa necessariamente com o uniforme das aias, mas quando a autonomia deixa de ser considerada direito e passa a ser tratada como problema. Quando alguém afirma que mulheres votam mal e sugere que o voto masculino, especialmente o do marido, seria politicamente mais confiável, o que está em jogo ultrapassa uma grosseria machista.
Reaparece, assim, a velha concepção de que a família possui uma única vontade e de que o homem funciona como seu representante natural no espaço público, tornando redundante a cidadania feminina porque a esposa estaria politicamente contida no marido, formulação dificilmente compatível com a ideia democrática de igualdade jurídica.
Essa estrutura se conecta, ainda, à perseguição de outras diferenças. Se existe uma família natural, uma religião politicamente correta, um modelo legítimo de sexualidade e um povo verdadeiro, todos os que escapam dessas categorias passam a ocupar posição de suspeita.
O autoritarismo raramente distribui sua hostilidade de maneira aleatória, pois organiza hierarquias, identifica normalidades e converte a diferença em ameaça, razão pela qual ataques a mulheres autônomas, pessoas LGBT, religiões de matriz africana, intelectuais e movimentos sociais frequentemente aparecem no mesmo ecossistema discursivo.
O fascismo, em suma, não deve ser procurado apenas onde há uma cópia perfeita de Mussolini ou Hitler. Se essa for a exigência, ele somente poderá ser reconhecido depois de plenamente instalado, quando a identificação já terá perdido boa parte de sua utilidade.
O que a experiência histórica oferece são sinais: culto ao líder, fabricação de um povo homogêneo, hostilidade às instituições, transformação do adversário em inimigo, militarismo, machismo, nacionalismo ressentido, desprezo pela diferença, simplificação da linguagem, teorias conspiratórias e submissão dos fatos à necessidade política.
Nenhum desses elementos, isoladamente, basta para definir um movimento como fascista, embora sua combinação não possa ser ignorada, sem que seja necessário, por outro lado, que todos estejam presentes com igual intensidade.
O autoritarismo contemporâneo é adaptativo e pode aceitar eleições enquanto acredita vencê-las, defender a liberdade de expressão enquanto ela protege seus próprios discursos, invocar a Constituição enquanto esta serve aos seus objetivos e reivindicar direitos individuais ao mesmo tempo em que pretende restringi-los para grupos considerados indesejáveis.
Talvez resida aí a principal dificuldade de reconhecer o fascismo no século XXI, pois esperamos que ele anuncie previamente aquilo que pretende destruir, quando os movimentos autoritários aprenderam justamente a falar a linguagem da democracia.
Não precisam prometer o fim da liberdade se podem afirmar que a defendem contra seus inimigos, nem abolir eleições quando lhes basta desacreditar aquelas que perdem; do mesmo modo, podem selecionar quem verdadeiramente merece integrar o povo sem rejeitar abertamente a ideia de soberania popular e apresentar a intolerância não como intolerância, mas como defesa da tradição.
O Brasil recente demonstrou que instituições democráticas podem resistir, mas também revelou que nenhuma delas está imunizada contra a corrosão.
Milhares de pessoas foram capazes de acampar diante de quartéis pedindo intervenção militar depois de uma eleição; prédios dos três Poderes foram invadidos; a destruição material foi celebrada por setores que, contraditoriamente, diziam agir em nome da Constituição. A democracia sobreviveu, o que, contudo, não equivale a estar fora de perigo.
Há um erro confortável em imaginar que a barbárie pertence sempre ao passado ou a outros povos. Italianos não nasceram fascistas, alemães não nasceram nazistas e brasileiros não possuem qualquer imunidade antropológica contra o autoritarismo.
Democracias são construções políticas frágeis, dependentes de instituições, mas também de hábitos sociais: aceitar a derrota, reconhecer a legitimidade do adversário, admitir que nenhum grupo é dono da nação e compreender que direitos fundamentais existem, sobretudo, para proteger quem pensa, vive, crê ou ama de maneira diferente da maioria.
Por isso, a pergunta mais relevante talvez não seja se o Brasil é fascista, ou se todo bolsonarista pode receber essa classificação. Evidentemente não, pois a questão é saber quanto da gramática fascista estamos dispostos a normalizar antes de reconhecer o perigo.
Quando a intervenção militar se transforma em opinião política aceitável; quando a derrota eleitoral é automaticamente convertida em fraude; quando mulheres voltam a ouvir que talvez não devessem votar; quando uma religião pretende funcionar como senha de acesso privilegiado à cidadania; quando tribunais somente são legítimos se concordam com o líder; e quando adversários são descritos como inimigos que precisam ser extirpados, já não estamos diante de simples excentricidades do debate público.
A democracia não exige unanimidade, pureza moral ou ausência de radicalismos, mas algo simultaneamente mais modesto e mais difícil: que ninguém possa destruir a liberdade do outro alegando falar em nome de todos.
O fascismo começa justamente quando essa regra parece excessiva, quando o pluralismo passa a ser percebido como fraqueza e quando a força de uma maioria, real ou imaginada, reivindica o direito de não encontrar limites, momento em que o passado deixa de ser apenas memória e se transforma em advertência.
Coligação de Lula denuncia distribuição de criptomoedas em troca de publicações pró-Flávio Bolsonaro e pede investigação eleitoral
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou, nesta quinta-feira (8), à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), a abertura de investigação sobre a distribuição de criptomoedas em troca de publicações favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, durante a campanha do segundo turno das eleições de 2026, levantando suspeitas de propaganda eleitoral remunerada irregular e eventual compra de votos.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a representação tem como alvo os responsáveis pelo projeto Brasil 22 Token, que oferece unidades da criptomoeda B22 como recompensa pela divulgação da iniciativa nas redes sociais, incluindo um programa que promete distribuir 30 mil tokens para cada uma das primeiras mil pessoas que publiquem conteúdos no Instagram, X ou TikTok.
Um dos episódios apresentados pela coligação envolve o grupo infantil de dança HypersKids, de Uganda, que teria recebido 120 milhões de tokens na quarta-feira (7), valor equivalente a aproximadamente R$ 104,5 mil na cotação informada nesta quinta-feira, sendo que, apenas 11 minutos após a transferência, o perfil do grupo, com cerca de 12,9 milhões de seguidores, publicou um vídeo no qual crianças vestidas com camisetas da marca B22 aparecem incentivando o voto no número 22.
A publicação também mencionou Flávio Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o influenciador Pablo Marçal, enquanto a coligação de Lula sustenta que as recompensas oferecidas pelo projeto podem caracterizar uma forma irregular de financiamento de propaganda eleitoral, situação que deverá ser analisada pelas autoridades competentes.
Embora o site do Brasil 22 Token afirme que a distribuição das criptomoedas ocorre independentemente de voto, preferência política ou divulgação de propaganda eleitoral, os representantes da coligação argumentam que mensagens divulgadas em outros canais associariam os benefícios financeiros ao incentivo ao voto no candidato do PL.
Diante das suspeitas, a coligação solicitou a preservação de registros de perfis nas redes sociais, informações de um grupo no Telegram e dados de movimentações realizadas por meio da plataforma Binance, além de requerer a abertura de investigação criminal para esclarecer a origem dos recursos e identificar os responsáveis pelas transferências.
Até o momento relatado pela reportagem original, a Procuradoria-Geral Eleitoral ainda não havia analisado o pedido, sendo importante destacar que as suspeitas apresentadas pela coligação não representam comprovação de irregularidade eleitoral ou participação direta de Flávio Bolsonaro nas operações investigadas.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro após condenação a quatro anos e dois meses de prisão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início da execução da pena do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo, além de expedir a ordem de prisão para o cumprimento da sentença em regime inicial semiaberto.
A determinação foi assinada na quarta-feira (7), após a Secretaria Judiciária do STF certificar, em 5 de outubro, o trânsito em julgado da condenação, procedimento que confirma o encerramento das possibilidades de recurso no processo e permite o início da execução definitiva da pena.
Conforme as informações divulgadas, o esgotamento das etapas recursais ocorreu em 3 de outubro, enquanto a formalização posterior possibilitou a adoção das medidas necessárias ao cumprimento da decisão judicial.
O crime de coação no curso do processo está previsto no artigo 344 do Código Penal e envolve o uso de violência ou grave ameaça com a finalidade de favorecer interesse próprio ou de terceiros em procedimentos judiciais, policiais ou administrativos.
A expedição da ordem de prisão representa uma nova etapa do caso, embora a determinação judicial não signifique, por si só, que o ex-parlamentar já tenha sido preso, sendo necessário confirmar o efetivo cumprimento do mandado pelas autoridades competentes.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Uneb prorroga inscrições para Vestibular 2027 com mais de 5,4 mil vagas
A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) anunciou nesta quinta-feira (8) a prorrogação das inscrições para o Vestibular 2027. Os interessados terão até a próxima segunda-feira, 12 de outubro, para participar do processo seletivo, que oferece 5.497 vagas em cursos de graduação presenciais, distribuídas pelos 28 campi da instituição no estado.
Inicialmente, o prazo terminaria na quarta-feira (7). Com a mudança, os candidatos ganharam mais cinco dias para realizar a inscrição, que deve ser feita exclusivamente pela internet, no site oficial do vestibular. A taxa de inscrição é de R$ 95, e o pagamento poderá ser efetuado até o dia 13 de outubro.
Provas serão realizadas em dezembro
As provas do Vestibular 2027 estão previstas para os dias 13 e 14 de dezembro de 2026. No primeiro dia, os candidatos responderão questões de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Estrangeira e Ciências Humanas, além de produzir uma redação.
No segundo dia, serão aplicadas questões de Matemática e Ciências da Natureza. O resultado final está previsto para ser divulgado até 23 de fevereiro de 2027. A universidade também mantém sua política de ações afirmativas, com reserva de vagas para candidatos negros e oferta de vagas adicionais para indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e outros grupos contemplados pelo edital.
Como se inscrever
Os interessados devem acessar o portal oficial do Vestibular Uneb 2027, preencher o formulário eletrônico e escolher os cursos e turnos desejados. Também será necessário indicar a cidade onde pretendem realizar as provas.
A oportunidade é destinada a estudantes que desejam ingressar no ensino superior público em 2027, incluindo candidatos de Ipiaú e municípios da região. As inscrições e o edital completo estão disponíveis no site oficial do vestibular da Uneb.
Bahia convoca 2.384 universitários para estágio em órgãos públicos
O Governo da Bahia anunciou a convocação de 2.384 estudantes universitários para atuar em órgãos públicos estaduais por meio do programa Partiu Estágio. A lista dos selecionados foi divulgada nesta quarta-feira (7) pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb), contemplando oportunidades em Salvador, na Região Metropolitana e em municípios do interior baiano.
Esta é a primeira convocação do Edital nº 002/2026. Os estudantes selecionados irão atuar em 53 órgãos estaduais, distribuídos por 152 municípios. Do total de convocados, 1.191 foram destinados à capital e 1.193 à Região Metropolitana e ao interior da Bahia.
As oportunidades contemplam estudantes de 88 cursos de graduação. Administração lidera o número de selecionados, com 423 vagas, seguida por Pedagogia, com 245, e Direito, com 192.
Convocados devem ficar atentos ao prazo
Os universitários selecionados deverão entrar em contato com o setor de Recursos Humanos do órgão onde irão atuar entre os dias 13 e 23 de outubro, para receber orientações sobre a documentação necessária e os procedimentos para contratação.
De acordo com a Saeb, os convocados também receberão uma mensagem pelo WhatsApp informando a atualização de sua situação no portal BA.GOV.BR. Após a notificação, deverão acessar a plataforma para consultar as próximas etapas.
Quem pode participar do programa?
O Partiu Estágio é uma iniciativa do Governo da Bahia destinada a estudantes matriculados em instituições de ensino superior com sede ou polo no estado e que já tenham concluído pelo menos 50% da carga horária do curso.
O programa estabelece prioridade para universitários inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), além daqueles que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas ou como bolsistas integrais na rede privada. Também há reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência.
A iniciativa representa uma oportunidade de experiência profissional para universitários de diferentes regiões da Bahia, incluindo estudantes de Ipiaú e municípios vizinhos que participaram da seleção. A relação completa dos convocados pode ser consultada no portal oficial da Secretaria da Administração da Bahia.
As inscrições para esta edição foram encerradas em 2 de outubro. Portanto, a convocação atual é destinada aos candidatos que já participaram do processo seletivo.
Prefeito Sandro Futuca autoriza recuperação de ponte na zona rural de Ibirataia e obras já estão em andamento
O prefeito de Ibirataia, Sandro Futuca, autorizou a recuperação de uma ponte localizada na região de Santa Rita, na zona rural do município, com os serviços já em andamento para melhorar as condições de tráfego e proporcionar maior segurança às famílias e aos produtores rurais que utilizam diariamente o acesso.
A intervenção atende a uma demanda da comunidade e integra as ações da administração municipal voltadas à melhoria da infraestrutura rural, especialmente em localidades onde pontes e estradas vicinais são fundamentais para o deslocamento dos moradores, o transporte escolar e o escoamento da produção agrícola.
Com a execução dos trabalhos, a gestão de Sandro Futuca busca facilitar a ligação entre as comunidades rurais e a sede do município, reduzindo dificuldades enfrentadas pela população e proporcionando melhores condições de circulação para veículos e pedestres.
A recuperação da estrutura também representa um investimento na mobilidade rural, considerando a importância dos acessos para o desenvolvimento das atividades econômicas e para a rotina das famílias que vivem e trabalham no campo.
A expectativa é que, após a conclusão dos serviços, a ponte ofereça melhores condições de segurança e trafegabilidade, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura da região de Santa Rita e para a melhoria da qualidade de vida da população rural de Ibirataia.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Flávio Bolsonaro fará caminhada em Salvador no dia 16 de outubro ao lado de ACM Neto e aliados
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem uma caminhada prevista para o próximo dia 16 de outubro, sexta-feira, em Salvador, com concentração às 15h, em frente ao antigo Clube Espanhol, no bairro de Ondina, reunindo apoiadores e lideranças políticas que passaram a integrar sua campanha na Bahia.
A mobilização deverá contar com a participação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e de outros aliados, entre eles João Roma (PL), marcando uma nova etapa da articulação política do grupo de oposição ao governo estadual em favor da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
O percurso previsto deverá seguir pela orla de Salvador em direção ao Farol da Barra, utilizando parte do trajeto percorrido por Lula durante sua passagem pela capital baiana no final de setembro, enquanto a organização ainda não divulgou todos os detalhes da programação.
A caminhada será a primeira grande mobilização do candidato na Bahia após a oficialização do apoio de ACM Neto e Bruno Reis, anunciada durante encontros realizados em Brasília nesta semana, quando representantes da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP, confirmaram o alinhamento à candidatura do senador no segundo turno.
A visita também ocorre em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro de ampliar sua presença eleitoral no Nordeste, região considerada estratégica pelas duas campanhas, especialmente na Bahia, onde Lula mantém uma expressiva base de apoio político e eleitoral, enquanto os aliados do senador buscam mobilizar prefeitos, parlamentares e lideranças municipais para fortalecer sua votação na etapa decisiva da eleição.
A realização do ato em Salvador antecede o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, quando os brasileiros voltarão às urnas para escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro, em uma disputa que também movimenta as principais forças políticas da Bahia.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Lula critica proposta de cortes de R$ 250 bilhões atribuída a Flávio Bolsonaro e alerta para riscos aos programas sociais
Presidente questiona plano de ajuste fiscal associado ao adversário no segundo turno das eleições de 2026, enquanto candidato do PL nega intenção de prejudicar a população mais pobre e promete reajustes reais para aposentados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a proposta de ajuste fiscal de até R$ 250 bilhões atribuída ao seu adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), e manifestou preocupação com os possíveis impactos de uma redução expressiva das despesas públicas sobre programas sociais e políticas voltadas à população de baixa renda, ampliando o debate econômico durante a campanha para o segundo turno das eleições de 2026.
A discussão envolve diferentes estratégias para equilibrar as contas públicas, com Lula defendendo a preservação dos investimentos sociais e Flávio Bolsonaro sustentando que eventuais medidas de contenção de gastos não devem comprometer os benefícios destinados às famílias mais vulneráveis.
Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, a equipe econômica de Flávio Bolsonaro estuda mudanças nas regras de correção dos benefícios previdenciários, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e dos investimentos obrigatórios em saúde e educação, buscando uma economia equivalente a aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), embora a candidatura ressalte que essas discussões não representam propostas oficialmente assumidas.
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (8), Lula citou programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo, argumentando que essas políticas poderiam ser prejudicadas por medidas de contenção de despesas, além de questionar a possibilidade de mudanças na política de valorização do salário mínimo e dos benefícios pagos aos aposentados.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro rejeitou as acusações e afirmou que, caso seja eleito, manterá reajustes das aposentadorias acima da inflação, enquanto seu coordenador econômico, Adolfo Sachsida, declarou que a campanha pretende preservar os programas sociais e concentrar o ajuste fiscal na redução de despesas administrativas, defendendo também medidas de simplificação tributária e combate ao desperdício de recursos públicos.
O debate ocorre em meio à disputa pelo segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, e coloca no centro da campanha as diferentes propostas para controlar o crescimento da dívida pública, preservar benefícios sociais e garantir recursos para serviços essenciais, enquanto ainda não existe uma proposta legislativa formal que permita determinar quais alterações efetivamente seriam implementadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Prefeitura de Ipiaú realiza triagem oftalmológica gratuita nesta sexta-feira para moradores a partir de 10 anos
A Prefeitura de Ipiaú, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizará nesta sexta-feira (9), a partir das 8h, uma ação gratuita de triagem oftalmológica no Complexo Municipal de Saúde, antiga UPA, com o objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços de saúde ocular e identificar possíveis problemas de visão entre moradores do município.
A iniciativa foi anunciada pela prefeita Laryssa Dias, que destacou a importância da ação para fortalecer os cuidados preventivos com a saúde dos ipiauenses, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para conseguir avaliações oftalmológicas e acompanhamento especializado.
Durante o atendimento, serão oferecidos avaliação oftalmológica, testes de acuidade visual, refração completa, fundoscopia, avaliação de pterígio, ceratometria computadorizada, teste do olhinho, avaliação de catarata e procedimentos relacionados à limpeza de lentes por YAG, conforme a necessidade identificada pelos profissionais de saúde.
A triagem será destinada a pessoas a partir de 10 anos, sendo necessário apresentar cópias do RG, cartão do SUS, cartão da família e comprovante de residência para participar dos atendimentos.
A ação integra as iniciativas da administração municipal voltadas à ampliação dos serviços de saúde, enquanto a identificação precoce de alterações visuais pode contribuir para encaminhamentos adequados e prevenção de complicações que comprometem a qualidade de vida da população.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Primeira pesquisa do 2º turno aponta Flávio Bolsonaro com 53% e Lula com 47%
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente na disputa de segundo turno pela Presidência da República com 53% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula (PT) registra 47%. A eleição está marcada para 25 de outubro.
Esta é a primeira pesquisa divulgada pelo instituto PoderData, em parceria com o Aya Bancah, após a realização do primeiro turno. Na votação das urnas, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos) e Lula alcançou 45,16% (53.879.538 votos), resultando em uma diferença inicial de 1,87 ponto percentual em favor do parlamentar. Com o novo levantamento, a vantagem do senador ampliou-se para seis pontos percentuais.
A pesquisa, realizada entre os dias 5 e 7 de outubro, revela uma mudança no cenário eleitoral em relação à semana anterior. No período de sete dias, o percentual de Lula recuou três pontos percentuais, ao passo que a taxa de Flávio avançou na mesma proporção. A igualdade numérica registrada a dois dias do primeiro turno transformou-se na atual liderança de seis pontos do candidato do PL. O cálculo dos votos válidos atende à legislação brasileira, que desconsidera os votos brancos e nulos.
No quesito sobre a expectativa de vitória — pergunta que avalia a percepção de quem vencerá o pleito, e não a intenção de voto direta —, 54% dos entrevistados apontam que Flávio tem mais chances de vencer a eleição, contra 37% que apostam na vitória de Lula. Outros 9% não souberam responder. Em apenas uma semana, a expectativa de vitória de Flávio subiu nove pontos percentuais, enquanto a de Lula caiu 11 pontos. Na rodada anterior ao encerramento do primeiro turno, 48% esperavam a reeleição do atual presidente e 45% acreditavam no triunfo do senador.
O levantamento aponta ainda que a confiança na vitória varia entre as bases dos candidatos. Entre os eleitores que votaram em Flávio no primeiro turno, 92% afirmam confiar em sua eleição. Já no grupo de eleitores de Lula, o índice de confiança na vitória de seu candidato recua para 76%. Entre os eleitores que escolheram outros nomes na primeira etapa, Flávio é o mais citado como provável vencedor da disputa.
Na análise demográfica do eleitorado, Lula mantém a preferência nas intenções de voto entre as mulheres, registrando 50% contra 42% de Flávio. Em contrapartida, o senador apresenta melhor desempenho nas regiões Centro-Oeste (54%), Sudeste (51%) e Sul (58%), além de liderar entre os eleitores com ensino médio completo (55%).
A trajetória de crescimento de Flávio é acompanhada por uma redução em sua taxa de rejeição. Atualmente, 43% dos entrevistados afirmam que não votariam “de jeito nenhum” no senador, valor que representa um recuo de três pontos percentuais em sete dias. Já a taxa de rejeição a Lula oscilou um ponto percentual para baixo, passando de 47% para 46%.
A avaliação da gestão federal também apresenta números desfavoráveis ao Palácio do Planalto. A pouco mais de duas semanas do segundo turno, 49% dos eleitores desaprovam o trabalho pessoal de Lula, enquanto 44% aprovam e 7% não souberam responder. Na avaliação geral da administração do governo, 50% desaprovam e 44% aprovam, com 6% de indecisos. Quando solicitados a classificar a gestão, 37% dos entrevistados consideram o trabalho “ótimo” ou “bom”, 14% o avaliam como “regular” e 46% o classificam como “ruim” ou “péssimo”; 3% não responderam.
Desde a redemocratização do país, nenhuma eleição presidencial registrou a vitória no segundo turno do candidato que terminou a primeira etapa em segundo lugar. O quadro atual exige do atual presidente a busca por uma reversão de tendência nas duas semanas restantes de campanha.
O levantamento foi realizado pelo PoderData com recursos próprios e parceria de divulgação do Aya Bancah. Foram entrevistadas 3 mil pessoas por meio de ligações para telefones celulares e fixos, abrangendo 705 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. A sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08134/2026.
Zé Cocá aponta influência de Lula na reeleição de Jerônimo Rodrigues e cobra mais investimentos para a Bahia
O ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), avaliou o cenário político da Bahia após as eleições de 2026 e apontou a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no resultado da disputa estadual, destacando que a associação política entre Lula e o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) teve participação importante no comportamento do eleitorado baiano.
Na avaliação de Cocá, parte significativa dos eleitores optou pelo chamado voto casado, escolhendo candidatos alinhados nas disputas presidencial e estadual, situação que, segundo o ex-prefeito, contribuiu para o resultado favorável ao atual governador, embora tenha defendido que a Bahia precisa ampliar os debates sobre desenvolvimento econômico e atração de investimentos, especialmente nas áreas de indústria e turismo.
O ex-prefeito também rebateu críticas direcionadas ao comportamento dos baianos durante a campanha eleitoral e defendeu que a alegria característica da população não deve ser confundida com falta de responsabilidade, ressaltando a importância de respeitar a identidade cultural do estado independentemente das preferências políticas.
Ao abordar os desafios enfrentados pela Bahia, Zé Cocá apresentou críticas relacionadas à saúde, educação e segurança pública, defendendo melhorias nos serviços oferecidos à população e maior atenção às dificuldades enfrentadas pelos municípios do interior, especialmente na manutenção das estruturas públicas e na oferta de atendimento de qualidade.
Outro ponto levantado pelo ex-prefeito envolve suspeitas de irregularidades no uso de patrimônio público em Jequié, incluindo questionamentos sobre a utilização de um imóvel público por uma associação de pescadores e a possível destinação de máquinas e tratores públicos para finalidades eleitorais, denúncias que, segundo ele, já teriam sido encaminhadas ao Ministério Público.
As declarações de Cocá representam acusações que dependem de investigação e comprovação pelos órgãos competentes, não sendo possível afirmar, com base nas informações disponíveis, que houve irregularidades ou responsabilização de pessoas envolvidas.
A manifestação ocorre após a vitória de Jerônimo Rodrigues sobre ACM Neto nas eleições estaduais, resultado que garantiu a continuidade do Partido dos Trabalhadores no comando do Governo da Bahia, enquanto lideranças da oposição avaliam o desempenho eleitoral e discutem os próximos passos da política baiana.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Ibirataia prorroga inscrições da Lei Aldir Blanc até esta quinta-feira (8) e programa conta com investimentos do governo Lula
A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, prorrogou até esta quinta-feira (8 de outubro) o prazo de inscrições do Edital de Chamamento Público nº 003/2026, referente ao segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), iniciativa financiada pelo Governo Federal e executada por meio do Ministério da Cultura durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Inicialmente previstas para terminar na segunda-feira (5), as inscrições foram estendidas por mais três dias, oferecendo uma nova oportunidade para artistas, produtores culturais, grupos e demais interessados participarem do processo de seleção, que busca incentivar atividades culturais no município por meio de recursos federais.
Levantamento realizado pelo Mateus Oliver Repórter identificou que o governo Lula, por meio do Ministério da Cultura, estabeleceu uma previsão de R$ 164.181,02 para Ibirataia no primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc, conforme a Portaria MinC nº 80/2023, valor que integra a distribuição nacional de investimentos culturais e não corresponde necessariamente ao montante disponibilizado no edital atualmente aberto.
A continuidade da política cultural federal permite a realização de novos chamamentos públicos, enquanto cabe à administração municipal conduzir as inscrições, avaliar as propostas e selecionar os beneficiários conforme os critérios estabelecidos no edital, sendo importante destacar que os recursos têm origem no orçamento federal, embora sua aplicação local seja conduzida pela Prefeitura.
Os interessados devem realizar a inscrição por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ibirataia, cujo acesso também está disponível na biografia do perfil oficial da pasta no Instagram, observando as exigências e os documentos previstos no chamamento público.
O prazo termina nesta quinta-feira (8), enquanto o valor específico destinado ao Edital nº 003/2026 ainda depende de confirmação documental, informação importante para que artistas e moradores possam acompanhar a distribuição dos investimentos federais na cultura do município.
Fonte: Mateus Oliver Repórter
ACM Neto anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno e promete mobilizar aliados na Bahia
O ex-prefeito de Salvador, vice-presidente nacional do União Brasil e candidato ao Governo da Bahia nas eleições de 2026, ACM Neto, anunciou nesta quarta-feira (7), em Brasília, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno, marcado para 25 de outubro, e declarou que pretende mobilizar seu grupo político no estado para fortalecer a campanha do parlamentar.
Durante encontro ao lado de Flávio Bolsonaro, ACM Neto afirmou que o União Brasil decidiu apoiar a candidatura presidencial do PL e destacou a importância da Bahia no cenário eleitoral nacional, ressaltando que o estado possui o quarto maior colégio eleitoral do país e terá participação nas articulações políticas para a disputa.
“Todos nós do União Brasil fechamos questão em torno do apoio à candidatura de Flávio à Presidência. Falo também aqui em nome do quarto maior colégio eleitoral do Brasil, que é a Bahia”, declarou o ex-prefeito.
ACM Neto também anunciou que pretende envolver prefeitos aliados, deputados federais eleitos e candidatos que participaram do primeiro turno na mobilização eleitoral, afirmando que seu grupo político trabalhará para ampliar o apoio a Flávio Bolsonaro entre os eleitores baianos.
“Eu disse a ele que nós faremos todo o empenho na Bahia, eu e todo o meu grupo político, os prefeitos que me acompanharam, os deputados federais eleitos, os candidatos que disputaram o primeiro turno. Todos nós estaremos motivados, mobilizados e trabalhando a partir de hoje pela campanha de Flávio Bolsonaro para presidente”, afirmou.
Ao justificar a decisão, Neto defendeu uma mudança na condução política do país e demonstrou confiança no resultado das urnas, declarando que a aliança representa um compromisso de seu grupo com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O anúncio formaliza o posicionamento de ACM Neto na disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto a campanha entra na fase decisiva do segundo turno, com as duas candidaturas buscando ampliar seus apoios políticos e eleitorais na Bahia e nos demais estados brasileiros.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Suspeito de envolvimento em ataques a tiros no bairro Aparecida é preso pela Polícia Militar
Um jovem identificado pelo prenome Cailon foi preso pela Polícia Militar por volta das 16h30 desta quarta-feira (7), no bairro da Conceição, em Ipiaú, após ser apontado como principal suspeito de envolvimento em ataques a tiros registrados no bairro Aparecida, incluindo uma ocorrência registrada horas antes na Rua das Flores, localidade conhecida como Ruinha.
Segundo informações preliminares repassadas pela Polícia Militar ao GIRO, um homem encapuzado invadiu uma residência por volta do meio-dia desta quarta-feira, efetuou disparos de arma de fogo e fugiu na garupa de uma motocicleta, sendo que o mesmo imóvel já havia sido alvo de outra ação criminosa na madrugada do último domingo (4), quando Carlos Daniel, de 20 anos, foi atingido por tiros na perna e no pé direito.
Ainda conforme a PM, os dois ataques teriam como alvo um jovem identificado como João, irmão de Carlos Daniel, que não foi localizado pelo autor dos disparos em nenhuma das ocasiões, enquanto informações levantadas durante as diligências apontam uma possível rivalidade entre o suspeito detido e o suposto alvo dos atentados.
Após buscas realizadas em diferentes pontos da cidade, equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) e do 1º Pelotão localizaram Cailon em uma residência no bairro da Conceição, sendo constatado, segundo a corporação, que ele já utilizava tornozeleira eletrônica.
Durante a operação, os policiais também realizaram buscas em um imóvel ligado ao investigado, situado na Rua da Pedreira, onde teriam encontrado munições de pistola calibre .380, drogas e outros materiais considerados suspeitos, que foram recolhidos para os procedimentos legais.
O jovem, os materiais apreendidos e outras pessoas relacionadas às ocorrências foram apresentados na Delegacia Territorial de Ipiaú, onde a Polícia Civil ficará responsável pela continuidade das investigações para esclarecer a autoria dos disparos, a motivação dos ataques e a possível participação de outros envolvidos.
Até o momento, as informações sobre a participação de Cailon nos ataques são preliminares e dependem da apuração policial, não havendo confirmação de conclusão do inquérito ou de responsabilização criminal pelos fatos investigados.
Fonte: jornalista Mateus Oliver
Motocicleta com chassi adulterado e motor registrado no Maranhão é apreendida pela PRE em Jitaúna
Uma motocicleta com irregularidades nos sinais de identificação foi apreendida pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE), por volta das 10h30, no perímetro urbano de Jitaúna, no Médio Rio de Contas, após policiais identificarem divergências entre a placa, a numeração do motor e o chassi do veículo durante uma abordagem realizada às margens da BR-330.
De acordo com as informações da ocorrência, a guarnição seguia em direção à BA-647 quando avistou a motocicleta e decidiu realizar uma fiscalização, constatando que o Número de Identificação do Veículo (NIV), conhecido como número do chassi, estava completamente suprimido, impossibilitando sua identificação por meio da gravação original.
Durante a inspeção, os policiais verificaram que a placa instalada pertencia originalmente a uma Honda NXR 150 Bros ESD, de cor vermelha, enquanto a consulta à numeração do motor apontou que o componente estava vinculado a outra motocicleta, uma Honda NXR 150 Bros ES, de cor preta, registrada no município de São Luís, no Maranhão.
Diante das irregularidades, a motocicleta foi apreendida e encaminhada, juntamente com o condutor, à Delegacia Territorial de Jitaúna, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis, enquanto a Polícia Civil deverá investigar a procedência do veículo e esclarecer as circunstâncias das alterações identificadas.
A ocorrência também chama a atenção para a importância da fiscalização dos sinais identificadores de veículos, procedimento que contribui para identificar possíveis adulterações e investigar a origem de motocicletas que circulam com informações incompatíveis com os registros oficiais.
Fonte: jornalista Mateus Oliver










