O Brasil deve continuar liderando a produção mundial de café em 2026, com estimativa de safra de 3,848 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mantendo o protagonismo no cenário internacional da cafeicultura

Na Bahia, a produção prevista é de 227,9 mil toneladas, o que coloca o estado na quarta posição entre os maiores produtores do país, com participação de 5,9% no total nacional, mesmo diante de uma expectativa de retração em relação ao ano anterior

A projeção indica uma queda de 12,9% na safra baiana em comparação com 2025, quando foram colhidas 261,6 mil toneladas, ainda assim o estado segue atrás apenas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, mantendo relevância no ranking nacional

A produção no estado é dividida principalmente entre dois tipos de grãos, com predominância do café canephora, responsável por mais da metade da safra estimada, enquanto o café arábica também possui participação significativa no volume total

A atividade cafeeira segue concentrada em municípios do sul e sudoeste baiano, com destaque para cidades que tradicionalmente lideram a produção e contribuem diretamente para o desempenho do setor agrícola estadual

Além da importância produtiva, o café também possui forte impacto econômico, tendo movimentado mais de R$ 4 bilhões em 2024, consolidando-se como uma das principais culturas agrícolas da Bahia e registrando crescimento expressivo nos últimos anos

O aumento no valor do produto, impulsionado pela valorização no mercado, refletiu diretamente no bolso do consumidor, com altas expressivas registradas nos preços nos últimos dois anos, especialmente na Região Metropolitana de Salvador

Apesar disso, o início de 2026 apresentou leve recuo nos preços, interrompendo a sequência de aumentos, o que pode indicar um momento de ajuste no mercado após períodos consecutivos de alta

Fonte: Jornalista Mateus Oliver