A morte de uma adolescente grávida de 16 anos, moradora do distrito de Tapiraji, em Itagibá, gerou comoção e motivou denúncia de possível negligência médica, o caso foi exposto pela irmã da jovem, Maria Luíza dos Santos Barbosa, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo Maria Luíza, a adolescente, identificada como Iara dos Santos Barbosa, estava no nono mês de gestação e vinha sentindo dores há alguns dias, ela teria buscado atendimento duas vezes em uma unidade de saúde em Itagibá e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital Geral de Ipiaú, na última terça-feira (7), onde foi atendida e liberada.

Ainda conforme o relato da família, na manhã desta quinta-feira (9), Iara voltou a sentir dores do parto e foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, no entanto, a jovem não resistiu e morreu durante o percurso para o Hospital Geral de Ipiaú.

Maria Luíza afirma que a irmã possuía problemas de saúde, incluindo transtornos cognitivos, diabetes e epilepsia, e que havia recomendação médica para que o parto fosse realizado por cesariana, além de autorização para laqueadura, segundo ela, o procedimento teria sido negado pelo médico Carlos Antônio durante atendimento no HGI, a irmã da gestante atribui a morte da adolescente e do bebê à conduta adotada durante o atendimento, “ele apenas passou uma receita e disse que ela tinha condições de ter parto normal”, relatou ao se referir ao médico plantonista citado por ela, Iara deixa um filho de 1 ano, até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

A reportagem entrou em contato com a direção do Hospital Geral de Ipiaú, que informou, por meio de nota, que lamenta o ocorrido e que será instaurado um processo interno de investigação para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades, a redação também buscou contato com o médico citado por Maria Luíza, porém a direção do HGI informou que não está autorizada a fornecer o telefone do profissional, o espaço segue aberto para manifestação do médico.

Fonte: jornalista Mateus Olive