FOTO: ASCOM FPC/SECULT

A capital baiana se prepara para um evento de grande magnitude cultural com a realização do Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória, que acontece entre os dias 27 e 29 de abril.

Sediado na Biblioteca Central do Estado da Bahia, localizada no bairro dos Barris, o encontro celebra o quadragésimo aniversário da Fundação Pedro Calmon através de uma programação robusta e diversificada.

O Governo do Estado organiza esta iniciativa com o objetivo de integrar diferentes expressões artísticas e intelectuais, oferecendo ao público baiano e aos visitantes uma oportunidade única de imersão gratuita em debates, oficinas formativas e espetáculos musicais de alta qualidade técnica e artística.

A abertura oficial do evento ocorre na segunda-feira, dia 27 de abril, transformando o ambiente da biblioteca em um palco de sofisticação e tradição popular a partir das dezoito horas.

A recepção inicial será conduzida pela Camerata da Orquestra Sinfônica da Bahia, contando com o talento de solistas renomados como Laís Guimarães e Ítalo Nogueira, que trazem o tom erudito necessário para uma efeméride institucional tão significativa.

Logo após os protocolos de solenidade, a atmosfera transita para o entusiasmo do forró com a apresentação de Adelmário Coelho, garantindo que o início das comemorações una o clássico e o regional de forma harmônica e festiva.

No segundo dia de atividades, a programação se volta para o campo da reflexão crítica e do protagonismo acadêmico e literário com a mesa redonda intitulada Falas Inspiradoras.

Durante a manhã de terça-feira, figuras de peso como os doutores Arivaldo Sacramento, Wlamyra Albuquerque e Henriette Gomes, além do jornalista e escritor Ricardo Ishmael, debaterão temas centrais para a memória e o fomento à leitura no estado.

O turno vespertino será dedicado à prática educativa com oficinas formativas, enquanto o encerramento do dia promete grande emoção com as vozes potentes de Satyra Carvalho e do icônico Lazzo Matumbi, reforçando a identidade musical da Bahia.

O encerramento do encontro, previsto para a quarta-feira, dia 29 de abril, foca na preservação das raízes identitárias e na construção de um legado para as futuras gerações.

As atividades começam cedo com a intervenção artística de Beatriz Tuxá, que traz a perspectiva fundamental dos povos indígenas para o centro do debate cultural contemporâneo.

Após uma série de encontros setoriais e mostras artísticas, o evento será formalmente finalizado com a leitura simbólica das Cartas FPC para o Futuro, um ato que busca projetar os próximos passos da fundação e consolidar sua importância na preservação da memória documental e literária do povo baiano.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver