“Não foi só a pandemia”, diz pesquisadora sobre 6 em cada 10 baianos sofrerem de insegurança alimentar
A pesquisadora Sandra Chaves, coordenadora da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) na Bahia, afirmou em entrevista à Rádio Metropole que o motivo para a crise da insegurança alimentar no estado e no país não se resume à pandemia da Covid-19.
Seis em cada dez pessoas na Bahia sofrem em algum grau para conseguir se alimentar, segundo dados do Inquérito Nacional Sobre Insegurança Alimentar, da Rede Penssan. A primeira fase da pesquisa apontou que 33 milhões de brasileiros enfrentam a fome.
Desde os primeiros estudos feitos pela rede, em 2004, foi percebido que a renda média da família é um fator preponderante para a insegurança alimentar, além da questão do domicilio ser urbano ou rural, que em domicílios em que a pessoa de referência tem escolaridade baixa aumenta o risco de insegurança, assim como em domicílios que têm desempregados, ou chefiados por mulheres, principalmente quando são negras.
A escala da insegurança alimentar pode apresentar quatro resultados: segurança alimentar, que é quando não há qualquer preocupação de que falte dinheiro para comprar comida e manter o padrão alimentar da família; insegurança alimentar leve, quando o entrevistado diz que tem alguma incerteza sobre a condição de alimentar a família no futuro e isso provoca alguma alteração qualitativa na dieta; insegurança moderada, quando já há alteração quantitativa e qualitativa — mais do que preocupação, há o corte; e insegurança alimentar grave, que é a mais identificada com a fome, quando a família não sabe quando poderá voltar a comer.
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