Isolamento de Zé Cocá no interior pressiona projeto eleitoral de ACM Neto
A articulação política no interior da Bahia tem imposto desafios relevantes à estratégia da oposição para as eleições estaduais outrora que no centro desse cenário está o prefeito de Jequié, Zé Cocá, cuja capacidade de mobilização tem sido alvo de avaliações mais críticas nos bastidores.
Aliados de ACM Neto apontam que havia a expectativa de que Zé Cocá se consolidasse como um dos principais articuladores políticos no interior, especialmente na região do Médio Rio de Contas e a escolha de seu nome para compor o projeto oposicionista foi baseada, em grande parte, na leitura de que ele teria influência suficiente para atrair prefeitos e fortalecer a base regional.
No entanto, até o momento, essa expectativa não se confirmou na prática; pois Zé Cocá ainda não conseguiu transformar sua posição política em adesões concretas de lideranças municipais, o que tem gerado preocupação dentro do próprio grupo oposicionista.
Levantamentos e articulações recentes indicam que o alcance político do gestor permanece restrito e entre os possíveis apoios identificados, destaca-se apenas o município de Lafaiete Coutinho, administrado por um aliado direto de seu núcleo familiar, o que reforça a percepção de limitação na expansão de sua base.
A ausência de um movimento mais amplo de adesões tem levado analistas a avaliar que o desempenho político de Zé Cocá está abaixo do esperado dentro da estratégia da oposição.
Em um cenário onde o apoio de prefeitos é considerado determinante, a dificuldade de ampliar alianças no interior passa a ser vista como um fator de pressão sobre o projeto eleitoral.
Nos bastidores, a leitura predominante é de que há um descompasso entre a expectativa depositada em sua liderança e a capacidade efetiva de mobilização regional apresentada até agora, pois enquanto a oposição enfrenta dificuldades para consolidar sua base, o governador Jerônimo Rodrigues tem ampliado sua presença política no interior e fortalecido alianças com gestores municipais.
O avanço do grupo governista ocorre, inclusive, em municípios considerados estratégicos, muitos dos quais eram vistos como áreas potenciais de crescimento para a oposição e com peso determinante nas eleições estaduais, o interior da Bahia segue como principal campo de disputa política.
A capacidade de articulação, presença constante e formação de alianças sólidas tende a ser decisiva para o desempenho dos grupos políticos, o que diante desse contexto, deixa claro que o desafio para a oposição passa por transformar expectativa em apoio concreto.
No caso de Zé Cocá, analistas avaliam que será necessário ampliar de forma consistente sua capacidade de articulação para sustentar o papel estratégico que lhe foi atribuído dentro do projeto liderado por ACM Neto.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver













