A decisão do Ministério de Minas e Energia de renovar por mais 30 anos a concessão da Neoenergia Coelba, controlada pela espanhola Iberdrola, reacendeu críticas sobre a qualidade do serviço prestado na Bahia.

Relatório da Assembleia Legislativa da Bahia havia recomendado a não renovação do contrato e a abertura de uma nova licitação, apontando problemas estruturais na atuação da empresa.

Entre as falhas citadas estão quedas frequentes de energia, alto número de reclamações, mais de 44 mil ações judiciais, dificuldades no atendimento a regiões produtivas e aumento das tarifas.

A renovação sem concorrência também é questionada por reduzir possíveis incentivos à melhoria dos serviços. Há ainda preocupação com impactos em setores como agricultura, comércio e indústria, que dependem de fornecimento estável de energia elétrica.

Com a medida, a concessão, que venceria em 2027, será estendida até 2057. A empresa terá até 60 dias para formalizar o novo contrato e prevê investir cerca de R$ 16 bilhões na rede elétrica.

O deputado Robinson Almeida, que acompanha o contrato na AL-BA, defendeu maior fiscalização e afirmou que falhas recorrentes da concessionária afetam diretamente a população e o desenvolvimento econômico do estado.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver