O indivíduo de prenome, identificado pelo vulgo “Gabriel”, que até então era considerado possivelmente desaparecido, compareceu à Polícia Civil e foi ouvido no âmbito das investigações que apuram o desaparecimento do empresário Jerinaldo, conhecido como “Ramon Sushi”, ocorrido desde o dia 2 de abril em Barra Grande, no município de Maraú, o depoimento é tratado como peça-chave para o avanço do caso, embora o conteúdo das declarações não tenha sido divulgado pelas autoridades.

Gabriel passou a ser citado nas investigações após criminosos rivais ao Comando Vermelho tomarem posse de seu celular enquanto ele estava em uma barbearia, o que teria revelado um suposto vínculo com a organização criminosa, a partir disso, os suspeitos teriam se deslocado até a residência de Ramon na mesma noite, em busca do jovem, ampliando as suspeitas sobre o contexto do desaparecimento.

No dia seguinte ao ocorrido, Ramon estava almoçando em um restaurante com um funcionário quando recebeu uma ligação solicitando que se dirigisse a um ponto da região para tratar de assuntos relacionados a Gabriel com supostos criminosos, conforme apurado pelo jornalista Mateus Oliver, o empresário chegou a convidar o funcionário para acompanhá-lo, mas o mesmo recusou por receio, testemunhas relatam que Ramon deixou o local visivelmente abalado e chorando, sendo esta a última vez em que foi visto.

Mesmo com o avanço representado pelo depoimento de Gabriel, que só apareceu nesta sexta-feira (12), a investigação ainda enfrenta entraves, principalmente em relação à morosidade na análise de pedidos judiciais necessários para dar continuidade às diligências, segundo a delegada responsável, o caso já se encontra em estágio avançado, dependendo apenas dessas autorizações.

Como forma de pressionar por respostas, familiares e amigos realizaram um buzinaço na cidade de Jequié, a mobilização teve início no Restaurante Laço de Ouro e seguiu até o Complexo Policial de Jequié, reunindo apoiadores que cobram celeridade nas investigações e mais transparência por parte das autoridades.

O caso segue sendo acompanhado de perto pela família, que mantém a mobilização na esperança de obter respostas concretas sobre o paradeiro do empresário.

Fonte: jornalista Mateus Oliver