Família de homem com esquizofrenia clama por internação após episódios de violência em Itagibá
A situação de um homem de 55 anos, diagnosticado com esquizofrenia e residente na Rua Lauro de Freitas, em Itagibá, tem gerado um clima de profunda insegurança e apreensão entre familiares e vizinhos no Médio Rio de Contas.
De acordo com relatos detalhados por parentes próximos, o paciente vive sozinho e tem apresentado surtos psicóticos acompanhados de comportamentos agressivos que culminaram em ataques contra pessoas da comunidade local recentemente.
O agravamento do quadro clínico despertou uma reação violenta de terceiros, que teriam invadido a residência do homem para agredi-lo fisicamente com golpes de facão, conforme denunciado pela sobrinha do enfermo, Aline Souza, que expressou o temor da família por um desfecho ainda mais trágico caso o Estado não intervenha urgentemente.
A sobrinha relatou que a família busca desesperadamente uma vaga para internação na ala psiquiátrica do Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, mas enfrenta barreiras burocráticas e limitações no atendimento da rede pública de saúde.
Segundo Aline, as orientações recebidas até o momento pelos órgãos municipais indicam apenas a manutenção do tratamento medicamentoso ambulatorial, medida que os familiares consideram insuficiente diante do nível de periculosidade e vulnerabilidade em que o homem se encontra atualmente.
O histórico médico do paciente revela que ele já permaneceu internado por um período de dois anos em uma clínica particular no passado, mas a instituição não oferece mais suporte para o caso, deixando a família sem alternativas imediatas para garantir a integridade física do tio e dos moradores ao redor.
Diante da escalada da violência e da falta de suporte especializado, os familiares fazem um apelo público às autoridades de saúde e ao Ministério Público para que uma solução terapêutica de contenção seja providenciada com a máxima celeridade.
Eles argumentam que a internação não é apenas uma necessidade médica para o controle da esquizofrenia severa, mas também uma medida de proteção social necessária para evitar novos linchamentos ou ataques contra cidadãos indefesos em Itagibá.
A comunidade aguarda um posicionamento oficial da Secretaria de Saúde sobre a viabilidade de transferência do paciente para uma unidade de referência que possua estrutura adequada para o manejo de crises psiquiátricas crônicas e intensas como a relatada neste caso.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












