​A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia e a Força Nacional, deflagrou na manhã desta terça-feira, 17 de março, as operações Sombras da Mata II e Tekó Porã II.

As ações ocorrem de forma integrada no Extremo Sul do estado e têm como objetivo principal o cumprimento de ordens judiciais contra grupos envolvidos em invasões de terra, homicídios e porte ilegal de arma de fogo.

Todo o trabalho investigativo e ostensivo busca pacificar a região que tem sido palco de embates constantes entre produtores rurais e comunidades indígenas locais.No âmbito da Operação Sombras da Mata II, o foco das autoridades está no cumprimento de mandados contra indígenas envolvidos em uma série de crimes graves, como esbulho possessório e cárcere privado.

Além disso, as investigações apontam a participação desses grupos em roubos de veículos, maquinários agrícolas e eletrônicos, além de tentativas de homicídio e ameaças.

Para esta fase da operação, a Justiça determinou a execução de sete mandados de busca e apreensão, cinco de prisão temporária e dois de prisão domiciliar.

​Simultaneamente, a Operação Tekó Porã II foi estruturada para combater ataques realizados por elementos armados contra integrantes de uma comunidade indígena na região.

O objetivo dessas ações criminosas era a desocupação violenta de propriedades rurais e a expulsão dos indígenas que ali se encontravam.

Como parte dos desdobramentos desta operação específica, foram expedidos dois mandados de busca e apreensão, todos devidamente autorizados pela Vara Federal e Criminal da Subseção Judiciária de Teixeira de Freitas.

​As forças de segurança reforçam que a integração entre os órgãos federais e estaduais, incluindo as polícias Civil, Militar e Técnica, além do Corpo de Bombeiros, é fundamental para a manutenção da ordem pública.

O cumprimento das decisões judiciais no Extremo Sul da Bahia segue em andamento ao longo do dia, visando desarticular grupos que utilizam a violência no contexto dos conflitos agrários.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver