Itagibá Arrecada 26 Milhões em Dois Meses Enquanto Moradores do Cléber Barreto Convivem com o Esgoto
A arrecadação municipal de Itagibá alcançou cifras impressionantes nos primeiros dois meses de 2026, mas o volume de dinheiro em caixa não tem se refletido em melhorias para quem vive nas áreas mais críticas da cidade; pois enquanto os cofres públicos registraram uma receita realizada de R$ 26.314.283,72 apenas no primeiro bimestre (VER AQUI), moradores da Rua G, no bairro Cléber Barreto, enfrentam o desespero de ter suas casas invadidas por uma mistura de água de chuva e esgoto.
O contraste entre a saúde financeira da prefeitura e a precariedade sanitária vivida pela população expõe uma falha grave na gestão das prioridades administrativas e no socorro imediato aos cidadãos que perdem bens e dignidade a cada temporal.
Os dados financeiros detalhados no Relatório Resumido da Execução Orçamentária, publicado neste domingo (29) revelam que a arrecadação de impostos, taxas e transferências corre em ritmo acelerado, superando as expectativas iniciais para o período; no entanto, o mesmo documento aponta uma lentidão preocupante na liquidação de investimentos, que são os recursos destinados justamente para obras de drenagem, pavimentação e saneamento básico.

Essa paralisia nos investimentos práticos faz com que famílias do bairro Cléber Barreto continuem reféns de uma infraestrutura obsoleta, onde bueiros entupidos e galerias insuficientes transformam a via pública em um rio de detritos que contamina o interior das residências.
A indignação da comunidade é alimentada por registros em vídeo que mostram a força da enxurrada lamacenta transbordando das sarjetas e vencendo as barreiras improvisadas pelos moradores nas portas de suas casas, e a situação de descaso sanitário na Rua G não é apenas um problema de engenharia, mas uma questão de saúde pública negligenciada em um momento em que o município exibe fôlego financeiro para intervir.
Com mais de 26 milhões de reais arrecadados em apenas sessenta dias, a justificativa de falta de verba perde força diante do sofrimento de pais e mães de família que precisam retirar dejetos de dentro de seus lares enquanto aguardam uma resposta efetiva do poder executivo municipal.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












