O desaparecimento do homem conhecido como “Ramon Sushi”, em Barra Grande, na Península de Maraú, no sul da Bahia, completa oito dias sem respostas concretas das autoridades, o caso segue cercado de incertezas e evidencia a fragilidade da segurança pública em uma região turística bastante frequentada, aumentando o clima de insegurança entre moradores e visitantes.

Mesmo diante do tempo decorrido, não há informações sobre a realização de buscas em áreas de vegetação, consideradas fundamentais em ocorrências desse tipo, além disso, testemunhas apontam que diligências importantes não teriam sido realizadas até o momento, reforçando a percepção de falta de avanços por parte da Polícia Civil.

Entre os principais questionamentos está a ausência de identificação e localização do homem conhecido como “Gabriel”, apontado como peça central na linha investigativa, segundo relatos, apesar de haver informações de que ele teria viajado até Maraú, a polícia ainda não solicitou imagens de câmeras de segurança do ponto rodoviário de onde ele teria partido.

A condução do caso também é alvo de críticas pela falta de comunicação, a delegada responsável não tem se pronunciado publicamente sobre o andamento das investigações e, conforme apurado pela redação, um número de WhatsApp foi disponibilizado à imprensa, porém não há retorno às tentativas de contato feitas em busca de informações.

A ausência de respostas tem gerado revolta na população, que cobra mais agilidade, transparência e empenho das autoridades na elucidação do caso.

Familiares e amigos organizam um ato de protesto para o próximo domingo (12), no município de Jequié, como forma de pressionar por respostas e chamar atenção para o caso.

Fonte: jornalista Mateus Oliver