A fala de um vereador do município de Maracás tem provocado forte repercussão ao defender a morte de animais de rua como forma de resolver problemas urbanos, durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que a eutanásia deveria ser adotada como medida de controle, chegando a declarar que animais recolhidos deveriam ser mortos após determinado período, tratando a prática como algo comum em cidades com legislação mais rígida.

Na justificativa, o vereador argumentou que a criação e manutenção de um centro de zoonoses teria custo elevado para o município, além de citar que muitos tutores não possuem condições de manter os animais, defendendo que a gestão pública precisa tomar decisões firmes, mesmo que impopulares, ao longo da fala, ele reforçou que “gestor não é sorriso” e que é necessário dizer não para resolver problemas, citando exemplos de administradores que, segundo ele, eram respeitados por esse tipo de postura.

A declaração gerou indignação entre moradores e defensores da causa animal, que consideram a proposta desumana e incompatível com políticas públicas modernas, especialistas apontam que o controle populacional deve ser feito por meio de castração, campanhas de adoção e educação sobre posse responsável, e não pela eliminação dos animais, além disso, a legislação brasileira restringe a eutanásia a casos específicos, ligados ao sofrimento irreversível dos animais.

Outro ponto criticado foi a associação feita pelo vereador entre a presença de animais nas ruas e prejuízos enfrentados por empresários, argumento visto como tentativa de justificar uma medida extrema sem enfrentar as causas reais do problema, como o abandono e a falta de políticas públicas efetivas.

A repercussão reacende o debate sobre a responsabilidade do poder público na gestão de animais em situação de rua e levanta questionamentos sobre os limites éticos das decisões administrativas, até o momento, o vereador não se pronunciou oficialmente após a repercussão negativa.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver