Mercado de previsão aponta alta na expectativa de vitória de Lula e queda de Flávio Bolsonaro
A expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, nas eleições de outubro deste ano avançou nos últimos dias e chegou nesta segunda-feira (6) ao patamar de 62% na Polymarket, plataforma norte-americana que atua no chamado mercado de previsões e que tem sido utilizada por usuários para negociar posições sobre eventos futuros, incluindo disputas eleitorais.
No mesmo mercado, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, aparece com 22% de chances de vitória na disputa presidencial brasileira, mantendo trajetória de queda após ter alcançado, em maio, seu melhor desempenho na plataforma, quando chegou a liderar por alguns dias as previsões com pico de 45,4%, contra 38% de Lula.
A queda de Flávio Bolsonaro passou a ser observada após a revelação, no mês de maio, de ligações entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, em meio à divulgação de áudios relacionados a pedidos de dinheiro para o filme “Dark Horse”, episódio que repercutiu no ambiente político e passou a influenciar o comportamento dos usuários na plataforma.
Outros nomes também aparecem no mercado de previsão eleitoral brasileira, entre eles Renan Santos, do Missão, que ocupa a terceira posição entre os mais apostados, com 10%, enquanto outros possíveis candidatos aparecem com percentuais próximos de 1%.
Apesar da repercussão nas redes sociais, a Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições financeiras sobre eventos futuros, o que faz com que os percentuais reflitam o comportamento dos apostadores e não a intenção direta de voto do eleitorado.
Em abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites ligados ao chamado mercado de previsão, incluindo plataformas como a Polymarket, sob o entendimento de que esse tipo de atividade vinha crescendo no país sem regras específicas e fora da regulação aplicada ao setor de apostas.
Na avaliação do governo, o funcionamento dessas plataformas se aproxima das apostas on-line de quota fixa, modalidade permitida por lei, mas que depende de licença específica do Ministério da Fazenda para operar no Brasil, especialmente quando envolve apostas sobre eventos reais de temática esportiva ou cassinos on-line.
Mesmo proibidas, plataformas desse tipo continuam sendo tratadas por grupos nas redes sociais como termômetro político e como uma espécie de alternativa às pesquisas eleitorais tradicionais, embora especialistas ressaltem que mercados de previsão não devem ser usados como instrumento seguro para medir intenção de voto, desenhar o cenário eleitoral ou prever o resultado de uma disputa.
Fonte: jornalista Mateus Oliver










