:: 6/dez/2025 . 8:16
Confronto com Criminosos Deixa Dois Mortos Após Tentativa de Homicídio Contra Policiais
Uma tensa e perigosa ação da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT) Rondesp no município de Itagi, no interior da Bahia, na manhã deste sábado (06) resultou em um confronto armado que culminou na morte de dois indivíduos acusados de envolvimento com atividades criminosas, os quais vieram a óbito no hospital local da cidade para onde foram socorridos, marcando um desfecho lamentável, mas necessário, diante da agressão sofrida pelos policiais.
A operação, que tinha como objetivo principal a saturação e o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas na região, foi abruptamente interrompida quando as guarnições, em patrulhamento de rotina, se depararam com um grupo de suspeitos que, em uma reação imediata e desmedida, optou por abrir fogo contra os militares, em uma clara e ostensiva tentativa contra a vida dos agentes de segurança pública que estavam em serviço.
A atitude violenta dos criminosos, que estavam armados e determinados a não se submeter à abordagem policial, demonstrou a periculosidade dos elementos e forçou os policiais da RONDESP a responderem de forma enérgica e técnica, utilizando a força necessária para cessar a injusta agressão e preservar a integridade física de toda a equipe, que se viu sob intenso ataque.
A troca de tiros que se seguiu foi violenta e rápida, e os dois indivíduos foram alvejados no confronto, caindo feridos e tendo o ataque neutralizado pela prontidão dos policiais, que imediatamente prestaram o socorro cabível aos suspeitos, seguindo o protocolo da corporação de buscar a preservação da vida, mesmo diante do risco iminente que acabavam de enfrentar.
Os homens baleados foram rapidamente levados para o hospital de Itagi, na esperança de que pudessem ser reanimados e sobrevivessem aos graves ferimentos sofridos durante o intenso tiroteio, mas, apesar dos esforços da equipe médica que os atendeu após darem entrada na unidade de saúde, os dois vieram a óbito, tendo a morte confirmada e atestada no local, encerrando a ocorrência sob o ponto de vista da intervenção policial.
A escolha dos elementos pelo confronto direto, contra as guarnições, ressalta a importância da presença e da capacidade de resposta rápida de unidades especializadas como a RONDESP para garantir que o crime não prevaleça e que a população de cidades menores, como Itagi, tenha sua segurança assegurada contra a atuação de grupos que não hesitam em usar a violência para manter suas atividades ilícitas, sendo a apreensão das armas de fogo utilizadas pelos criminosos uma evidência material da agressão sofrida.
Finalizados os procedimentos de socorro e de constatação de óbito, toda a ocorrência foi apresentada na delegacia da Polícia Civil em Jequié, onde o material bélico apreendido foi formalmente entregue, e o registro do auto de resistência e intervenção foi lavrado, dando início aos trâmites de investigação para a identificação completa dos indivíduos mortos e o rastreamento de suas possíveis conexões com organizações criminosas que atuam na região sudoeste da Bahia.
A polícia reafirma que a ação se deu em estrita legítima defesa, em um contexto onde a vida dos agentes estava em risco iminente, e reitera o seu compromisso em manter o combate incessante ao crime, sendo este episódio um lembrete vívido dos perigos que os policiais enfrentam diariamente para garantir a lei e a ordem e assegurar que a paz social possa ser mantida, mesmo diante da resistência armada de criminosos que desafiam o Estado.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Sem Décimo e sem Salário Funcionários que atuam no Hospital Geral Prado Valadares em Situação Crítica
A situação enfrentada pelos funcionários do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) em Jequié, gerido pela Organização Social (OS) Instituto de Gestão e Humanização (IGH), alcança um patamar de profundo desrespeito e negligência que tem gerado grande aflição na vida de centenas de trabalhadores, os quais, dedicando-se incansavelmente à saúde pública, se veem à mercê da incerteza e do constante atraso no cumprimento de direitos básicos.
Este descaso não se restringe apenas ao salário mensal, que habitualmente escorrega para além do quinto dia útil e frequentemente é empurrado para a semana seguinte, mas se agrava drasticamente com a completa omissão no pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário, um direito fundamental que deveria ter sido quitado e cuja ausência causa um desequilíbrio financeiro imenso em um período de grande demanda de despesas.
A falta de comunicação da empresa IGH com seus colaboradores é um capítulo à parte, transformando a busca por informações sobre seus próprios vencimentos em uma verdadeira via-crúcis, uma vez que respostas concretas e prazos confiáveis são sistematicamente negados, deixando os trabalhadores em um limbo de expectativas não atendidas, o que contribui para o aumento da angústia.
O cúmulo desta falta de transparência e responsabilidade se manifesta em ações como o recente aviso afixado na porta do setor de Recursos Humanos (RH) — segundo relatos — que informava a suspensão de atendimento justamente nesta semana, coincidindo com o período crucial em que os funcionários, mais do que nunca, precisavam de esclarecimentos sobre o décimo terceiro e o salário.
Essa manobra de esquiva, de fechar as portas para o diálogo em um momento de crise, é vista como uma afronta à dignidade dos que mantêm a unidade hospitalar funcionando, evidenciando uma estratégia que visa evitar o confronto e o fornecimento de explicações que são devidas por lei.
A expectativa de que o salário, devido nesta sexta-feira, dia 5 de dezembro, possa ser pago apenas na próxima semana e talvez em seu final, não é apenas um atraso pontual, mas sim um padrão recorrente que penaliza financeiramente os colaboradores e demonstra uma fragilidade crônica na gestão de pessoal e nas responsabilidades contratuais da OS, impactando diretamente no planejamento financeiro e no bem-estar emocional de cada família.
Os problemas de atraso salarial envolvendo o IGH e unidades de saúde gerenciadas por esta Organização Social não são novidade, sendo um tema que, infelizmente, já foi alvo de reportagens e manifestações anteriores em diversos hospitais, onde a empresa, por vezes, alega dificuldades no recebimento de faturas junto ao contratante estadual, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), como justificativa para o não cumprimento das suas obrigações trabalhistas, embora, em casos passados, as próprias direções dos hospitais tenham afirmado que os repasses à OS estavam em dia, criando um impasse de responsabilidade que recai todo sobre o trabalhador.
Enquanto as contas do mês se acumulam, os juros correm e os compromissos se tornam inadimplentes, a falta de uma data certa para o pagamento e a ausência de um canal de comunicação efetivo por parte da IGH transformam a rotina dos funcionários em um cenário de incerteza e desamparo, exigindo uma intervenção urgente das autoridades competentes, como o Ministério Público do Trabalho, a Sesab e demais órgãos fiscalizadores, para que os direitos dos trabalhadores do Hospital Geral Prado Valadares sejam garantidos e esta situação de descaso e constante atraso seja definitivamente resolvida, restabelecendo a dignidade e a segurança financeira para quem cuida da saúde da população.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
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