Sem Décimo e sem Salário Funcionários que atuam no Hospital Geral Prado Valadares em Situação Crítica
A situação enfrentada pelos funcionários do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) em Jequié, gerido pela Organização Social (OS) Instituto de Gestão e Humanização (IGH), alcança um patamar de profundo desrespeito e negligência que tem gerado grande aflição na vida de centenas de trabalhadores, os quais, dedicando-se incansavelmente à saúde pública, se veem à mercê da incerteza e do constante atraso no cumprimento de direitos básicos.
Este descaso não se restringe apenas ao salário mensal, que habitualmente escorrega para além do quinto dia útil e frequentemente é empurrado para a semana seguinte, mas se agrava drasticamente com a completa omissão no pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário, um direito fundamental que deveria ter sido quitado e cuja ausência causa um desequilíbrio financeiro imenso em um período de grande demanda de despesas.
A falta de comunicação da empresa IGH com seus colaboradores é um capítulo à parte, transformando a busca por informações sobre seus próprios vencimentos em uma verdadeira via-crúcis, uma vez que respostas concretas e prazos confiáveis são sistematicamente negados, deixando os trabalhadores em um limbo de expectativas não atendidas, o que contribui para o aumento da angústia.
O cúmulo desta falta de transparência e responsabilidade se manifesta em ações como o recente aviso afixado na porta do setor de Recursos Humanos (RH) — segundo relatos — que informava a suspensão de atendimento justamente nesta semana, coincidindo com o período crucial em que os funcionários, mais do que nunca, precisavam de esclarecimentos sobre o décimo terceiro e o salário.
Essa manobra de esquiva, de fechar as portas para o diálogo em um momento de crise, é vista como uma afronta à dignidade dos que mantêm a unidade hospitalar funcionando, evidenciando uma estratégia que visa evitar o confronto e o fornecimento de explicações que são devidas por lei.
A expectativa de que o salário, devido nesta sexta-feira, dia 5 de dezembro, possa ser pago apenas na próxima semana e talvez em seu final, não é apenas um atraso pontual, mas sim um padrão recorrente que penaliza financeiramente os colaboradores e demonstra uma fragilidade crônica na gestão de pessoal e nas responsabilidades contratuais da OS, impactando diretamente no planejamento financeiro e no bem-estar emocional de cada família.
Os problemas de atraso salarial envolvendo o IGH e unidades de saúde gerenciadas por esta Organização Social não são novidade, sendo um tema que, infelizmente, já foi alvo de reportagens e manifestações anteriores em diversos hospitais, onde a empresa, por vezes, alega dificuldades no recebimento de faturas junto ao contratante estadual, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), como justificativa para o não cumprimento das suas obrigações trabalhistas, embora, em casos passados, as próprias direções dos hospitais tenham afirmado que os repasses à OS estavam em dia, criando um impasse de responsabilidade que recai todo sobre o trabalhador.
Enquanto as contas do mês se acumulam, os juros correm e os compromissos se tornam inadimplentes, a falta de uma data certa para o pagamento e a ausência de um canal de comunicação efetivo por parte da IGH transformam a rotina dos funcionários em um cenário de incerteza e desamparo, exigindo uma intervenção urgente das autoridades competentes, como o Ministério Público do Trabalho, a Sesab e demais órgãos fiscalizadores, para que os direitos dos trabalhadores do Hospital Geral Prado Valadares sejam garantidos e esta situação de descaso e constante atraso seja definitivamente resolvida, restabelecendo a dignidade e a segurança financeira para quem cuida da saúde da população.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver















