:: 21/jan/2026 . 14:54
Facções emitem toque de recolher e disputa entre PCC e CV acirra em Ipiaú
O município de Ipiaú, localizado no sul da Bahia, vive dias de extrema apreensão após uma sequência de episódios violentos que culminaram em sete execuções apenas no último final de semana.
A tensão escalou drasticamente nas últimas horas com a disseminação de mensagens em redes sociais e aplicativos de conversa, supostamente emitidas pela facção Bonde do Maluco (BDM), impondo um “toque de recolher” rigoroso à população.
O comunicado clandestino orienta que moradores não circulem pelas ruas, evidenciando uma tentativa das organizações criminosas de exercer controle social em meio ao vácuo de segurança sentido pela comunidade local diante da barbárie recente.
A inteligência do setor de segurança aponta que o pano de fundo para essa crise humanitária e policial é o acirramento da disputa territorial entre duas das maiores organizações criminosas do país.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Ipiaú, que historicamente possuía áreas sob influência de aliados do grupo paulista, agora enfrenta uma ofensiva agressiva da facção de origem carioca, que busca expandir seus pontos de venda de entorpecentes e rotas logísticas na região.
O rompimento de uma trégua que mantinha os índices de letalidade relativamente controlados há cerca de um ano transformou a cidade em um palco de guerra aberta, onde desentendimentos internos e ambições de poder ditam o ritmo da violência.
Mesmo com a chegada estratégica de reforços da Polícia Militar e o aumento do patrulhamento ostensivo, o sentimento de insegurança permanece latente entre os cidadãos, que temem ficar no fogo cruzado entre os grupos rivais.
As mensagens de ameaça surgiram justamente como um desafio à autoridade do Estado, buscando demonstrar que as ordens do crime organizado ainda possuem alcance e poder de intimidação sobre a rotina de trabalho e lazer da população.
Até o momento, as cúpulas da Polícia Civil e da Polícia Militar não emitiram notas oficiais detalhando o progresso das investigações sobre o conteúdo dessas mensagens ou sobre a identificação dos executores dos crimes registrados no fim de semana.
O impacto socioeconômico dessa disputa já é visível em Ipiaú, com o fechamento antecipado de comércios e a suspensão de eventos comunitários por receio de novos ataques.
A expectativa agora gira em torno de uma resposta mais contundente das autoridades estaduais, que prometeram intensificar as operações especiais para desarticular as células das facções envolvidas nos confrontos.
Enquanto o policiamento é reforçado, a população aguarda o restabelecimento da ordem pública para que o direito de ir e vir seja devolvido aos moradores, que hoje se encontram reféns de uma guerra de facções que ignora os limites da lei e da vida humana.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Jaguaquara Mantém Estabilidade em Homicídios e Registra Queda de 18,4% nos Roubos em 2025
O município de Jaguaquara consolidou um cenário de controle e redução em importantes indicadores de criminalidade ao longo do ano de 2025, conforme apontam os dados oficiais da 9ª COORPIN.
O maior destaque positivo para a segurança pública local foi a redução expressiva nos crimes contra o patrimônio, que apresentaram um recuo de 18,4% nas ocorrências de roubo.
O número de registros caiu de 38 em 2024 para 31 em 2025, refletindo o sucesso das estratégias de patrulhamento urbano e rural, além de uma presença mais ostensiva das forças policiais em áreas comerciais estratégicas da maior cidade do Vale do Jiquiriçá.
No que se refere aos crimes violentos letais intencionais, Jaguaquara demonstrou uma estabilidade rigorosa nos índices de homicídio doloso, mantendo o total de 23 vítimas em ambos os anos comparados.
Embora a manutenção desse número represente o desafio contínuo de reduzir a letalidade, o resultado é visto com cautela positiva pelas autoridades, especialmente quando comparado à explosão de violência registrada em municípios vizinhos.
Essa contenção é fruto de operações direcionadas ao combate ao tráfico de drogas e à desarticulação de grupos criminosos que tentam expandir sua atuação na região, mas que encontram resistência nas ações de inteligência policial.
Outro indicador fundamental que reforça o balanço de segurança do município é a manutenção do índice zero de feminicídios pelo segundo ano consecutivo.
Nem em 2024, nem em 2025, houve o registro de mortes de mulheres motivadas por questões de gênero em Jaguaquara, o que destaca a eficácia das políticas locais de prevenção à violência doméstica e o fortalecimento das redes de apoio.
Esse dado coloca o município em uma posição de destaque regional, servindo de modelo para cidades vizinhas que ainda lutam para conter a escalada da violência contra a mulher e garantir a preservação da vida dentro do ambiente familiar.
As metas para 2026 envolvem a intensificação do uso de tecnologias de monitoramento para converter a estabilidade dos homicídios em uma queda real e consolidada.
O governo estadual e as forças de segurança locais pretendem manter o reforço do efetivo e a integração entre as polícias Civil e Militar para sufocar as atividades ilícitas nos bairros periféricos.
Com a redução dos roubos já alcançada, o foco agora se volta para a redução dos furtos e para a manutenção da paz social, garantindo que Jaguaquara continue sendo um polo regional seguro para o comércio e para a convivência harmônica de seus cidadãos.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Exclusivo: Ipiaú registra aumento de assassinatos em 200% no ano de 2025 comparado a 2024
O município de Ipiaú encerrou o ano de 2025 com uma estatística alarmante que coloca as autoridades de segurança pública em estado de alerta máximo.
De acordo com os dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, através da 9ª COORPIN, fornecidos ao Jornalista Mateus Oliver com exclusividade, a cidade registrou um crescimento vertiginoso de 200% no número de vítimas de homicídio doloso em comparação ao ano anterior.
Enquanto em 2024 foram contabilizadas 11 mortes violentas, o balanço consolidado de 2025 revela que esse número saltou para 33 vítimas, evidenciando uma escalada da violência que rompe com a relativa estabilidade que vinha sendo observada em períodos anteriores no médio Rio das Contas.
Este aumento drástico na letalidade urbana em Ipiaú destoa do comportamento de outras cidades da região, como a própria sede da coordenadoria, Jequié, que conseguiu manter seus índices estáveis.
A análise dos números sugere que o município se tornou um ponto focal de conflitos, possivelmente ligados à disputa territorial entre grupos criminosos, o que elevou drasticamente o risco para a população local.
Além das perdas de vidas em confrontos e execuções, a cidade também registrou o surgimento de casos de feminicídio, com uma ocorrência confirmada em 2025, o que antes não havia sido registrado no balanço de 2024, agravando ainda mais o quadro social da violência de gênero.
No que tange aos crimes contra o patrimônio, Ipiaú também apresentou uma variação negativa, embora menos acentuada do que nos crimes contra a vida.
O número de roubos registrados subiu de 20 para 22 casos, representando um aumento de 10% nas ocorrências. Esse dado indica que, somado ao medo gerado pelos assassinatos, a insegurança cotidiana também avançou sobre os cidadãos e comerciantes, desafiando as estratégias de policiamento preventivo.
A pressão sobre as forças de segurança tem sido constante, exigindo uma reestruturação das operações e um maior investimento em inteligência para frear essa tendência de alta que marcou o último ano no município.
Diante deste cenário de crise, a comunidade ipiauense aguarda por respostas mais efetivas e por uma presença mais ostensiva das forças policiais nas áreas consideradas de maior risco.
O governo estadual tem sido cobrado para implementar medidas que vão além da repressão, focando também na prevenção social para evitar que os índices de 2026 repitam a tragédia estatística observada no último ciclo.
O desafio será desarticular as cadeias da criminalidade violenta que impulsionaram esses 200% de aumento e devolver a tranquilidade histórica de uma das cidades mais importantes do interior baiano, garantindo que a segurança pública deixe de ser uma estatística de medo.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Indicadores de Segurança na Região de Jequié Apresentam Queda em Roubos e Alerta para Crimes Contra a Vida em 2025
Os dados estatísticos consolidados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, através da 9ª COORPIN em Jequié, revelam um cenário de contrastes na segurança pública regional durante o fechamento do período de 2025 em comparação ao ano anterior.
O levantamento obtido com exclusividade pelo Jornalista Mateus Oliver junto a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) detalha uma redução expressiva no número de roubos registrados, que apresentaram uma queda de 23% no total geral de ocorrências, passando de 404 casos em 2024 para 311 em 2025.
Jequié, o principal centro urbano da região, foi o grande motor dessa redução ao diminuir o número de registros de 282 para 187, o que representa um recuo de 33,7% nesse tipo de delito, sinalizando uma maior eficácia no policiamento ostensivo e em ações de repressão a crimes patrimoniais na zona urbana.
Entretanto, se os números de crimes contra o patrimônio mostram um recuo favorável, os indicadores de crimes violentos letais intencionais acendem um sinal de alerta para as autoridades e para a sociedade civil organizada.
O número total de vítimas de homicídio doloso na região teve um leve incremento de 1,2%, saltando de 170 para 172 vítimas no acumulado do ano, com destaque negativo para o município de Ipiaú, onde as mortes violentas subiram drasticamente de 11 para 33 ocorrências, um aumento alarmante de 200%.
Em contrapartida, cidades como Dário Meira e Itaquara conseguiram reduzir significativamente seus índices de letalidade, demonstrando que a mancha criminal tem se deslocado entre os municípios que compõem a área de atuação da coordenadoria regional.
Outro ponto que exige atenção imediata e políticas públicas integradas é o aumento nos casos de feminicídio na região da 9ª COORPIN, que dobrou no último ano.
Enquanto em 2024 foram registradas duas vítimas dessa natureza, o ano de 2025 fechou com quatro mulheres assassinadas em razão do gênero, sendo três desses casos concentrados no município de Jequié e um em Ipiaú.
Embora os números absolutos pareçam baixos em relação aos homicídios gerais, o crescimento percentual de 100% revela a urgência em fortalecer as redes de proteção à mulher e os mecanismos de denúncia, visando interromper o ciclo de violência doméstica antes que ele atinja o desfecho fatal registrado nestas estatísticas.
Os dados finais do Instituto de Segurança Pública mostram que, apesar de cidades como Lafaiete Coutinho e Santa Inês terem zerado seus índices de homicídios no último período, a estabilidade de Jequié — que manteve o número de 84 mortes em ambos os anos — mantém a pressão sobre as forças policiais.
O desafio para o próximo ciclo será equilibrar o sucesso obtido no combate aos roubos com novas estratégias para conter o avanço dos crimes contra a vida em cidades periféricas ao polo regional.
A análise detalhada desses números serve como base fundamental para o planejamento das operações de segurança e para a implementação de novos projetos sociais que possam mitigar a violência nos municípios mais afetados.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
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