Uma intensa troca de tiros entre forças de segurança e indivíduos suspeitos de envolvimento com a criminalidade deixou um saldo de cinco mortos na manhã desta terça-feira, no município de Una.

A ação foi conduzida por guarnições da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE Cacaueira), que realizavam incursões táticas em pontos estratégicos da região após o recebimento de denúncias sobre a movimentação de grupos armados.

De acordo com informações preliminares, os policiais foram recebidos a tiros ao chegarem ao local da diligência, o que deu início a um confronto direto na tentativa de conter a agressividade dos suspeitos que atuavam na zona urbana e rural do município.

​Imediatamente após o cessar-fogo, os próprios policiais militares prestaram socorro aos cinco homens feridos, encaminhando-os em viaturas oficiais para a unidade hospitalar mais próxima em Una.

Apesar da rapidez no atendimento e dos esforços da equipe médica de plantão, os envolvidos não resistiram à gravidade das lesões e tiveram os óbitos confirmados pouco tempo após darem entrada na instituição.

A operação é vista pelas autoridades como um duro golpe em facções criminosas que vinham aterrorizando moradores e comerciantes da região, sendo que os indivíduos eram apontados como figuras atuantes em diversas práticas ilícitas que comprometiam a ordem pública local.

​No local do confronto, foram apreendidos materiais que comprovam a periculosidade do grupo, incluindo armas de fogo e outros itens que deverão passar por perícia técnica para auxiliar nas investigações em curso.

O comando da CIPE Cacaueira deve emitir uma nota oficial detalhando os itens recolhidos e as circunstâncias exatas da ocorrência nas próximas horas, enquanto os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de identificação.

A Polícia Militar informou que as rondas e o policiamento ostensivo na cidade de Una e seus distritos serão intensificados ao longo de toda a semana para garantir a tranquilidade da população e prevenir possíveis retaliações.

​Fonte: Jornalista Mateus Oliver