A situação da infraestrutura rodoviária na Chapada Diamantina atingiu um nível crítico de perigo neste início de semana, especificamente no quilômetro 6 da rodovia BA-142.

Na localidade conhecida como Lagedo, situada entre os municípios de Ituaçu e Barra da Estiva, o asfalto apresenta danos severos e sinais evidentes de instabilidade estrutural, elevando o risco de um desabamento total da pista.

O problema foi agravado pelas fortes chuvas que castigaram a região nos últimos dias, comprometendo a base da rodovia e criando uma situação de extrema vulnerabilidade para quem precisa trafegar por essa importante via de escoamento e transporte de passageiros no interior baiano.

Diante da gravidade do cenário e da ausência de sinalização oficial imediata, os próprios moradores da região e condutores que passam pelo local tomaram a iniciativa de improvisar alertas para evitar tragédias.

Utilizando galhos de árvores e outros materiais disponíveis às margens da pista, a comunidade sinalizou os pontos mais críticos do asfalto cedido, tentando garantir que motoristas desavisados não caiam nas fendas que se formaram.

Relatos enviados ao portal Achei Sudoeste, parceiro regional do Bahia Notícias, descrevem uma sensação de insegurança constante, especialmente durante a noite, quando a visibilidade reduzida torna os danos na pista quase imperceptíveis para quem viaja em alta velocidade.

Até o fechamento desta reportagem, os órgãos estaduais competentes ainda não haviam realizado intervenções técnicas para a recuperação do trecho ou para a instalação de sinalização adequada de segurança.

A recomendação urgente para os condutores, sobretudo aqueles que operam veículos de carga pesada, é que reduzam drasticamente a velocidade ao passarem pela localidade de Lagedo ou que busquem rotas alternativas para evitar sobrecarregar a estrutura já fragilizada da rodovia.

A manutenção da BA-142 é vital para a conectividade da Chapada Diamantina, e a demora em uma resposta governamental pode resultar no isolamento parcial de comunidades e no aumento do risco de acidentes graves na região.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver