A pacata cidade de Piripá, localizada no sudoeste da Bahia, foi abalada nesta segunda-feira (2) com a prisão preventiva de um professor de matemática de 48 anos, suspeito de praticar crimes sexuais contra cinco alunas adolescentes.

De acordo com informações da Polícia Civil, as investigações apontam que os abusos ocorriam de forma sistemática dentro das dependências de uma escola municipal, utilizando-se da proximidade que o cargo oferecia.

Os relatos das vítimas descrevem episódios perturbadores, incluindo toques indevidos em partes íntimas durante momentos de correção de cadernos em sala de aula, além de abordagens em locais restritos, como o banheiro destinado exclusivamente aos docentes da unidade de ensino.

O caso começou a ganhar contornos oficiais em setembro do ano passado, quando o silêncio foi rompido durante uma dinâmica de acolhimento e conversa segura promovida em sala de aula, onde duas estudantes tiveram a coragem de relatar o que vinham sofrendo.

A partir desse movimento inicial, outras três adolescentes, com idades variando entre 12 e 13 anos, também decidiram denunciar as condutas do educador, detalhando ações que teriam ocorrido entre os meses de março e novembro de 2025.

O processo investigativo contou com depoimentos especiais colhidos pela Justiça em janeiro de 2026, garantindo que as versões das vítimas fossem registradas de maneira protegida e técnica, servindo como base sólida para o pedido de prisão.

A decisão pela prisão preventiva foi acelerada após a polícia identificar que o suspeito estava tentando interferir diretamente na produção de provas e no andamento do inquérito policial.

Segundo os investigadores, o professor teria buscado ex-alunas para que assinassem declarações favoráveis à sua conduta, o que foi interpretado como uma tentativa de obstrução da justiça e coação de testemunhas.

Além da detenção do homem, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, resultando no recolhimento do aparelho celular do investigado, que passará por perícia técnica detalhada. O suspeito agora segue custodiado e permanece à disposição do Poder Judiciário para responder pelas graves acusações de estupro de vulnerável e importunação sexual.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver