Trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em Jequié, procuraram nossa reportagem para denunciar uma situação insustentável que se arrasta por mais um mês sem solução.

Segundo os relatos, os profissionais estão com os salários atrasados, enfrentando sérias dificuldades financeiras para honrar compromissos básicos, como aluguel e alimentação, enquanto cumprem jornadas exaustivas na unidade com seus vencimentos sob responsabilidade do Instituto de Gestão e Humanidade (IGH), organização social com sede em Salvador, que faz a gestão de pessoal no hospital através de contrato com o Governo do Estado.

A indignação dos funcionários é agravada pela falta de transparência e pelo tratamento recebido no setor de Recursos Humanos dentro da própria unidade hospitalar em Jequié.

De acordo com os profissionais, ao buscarem esclarecimentos sobre o pagamento, a resposta dos prepostos do IGH é invariavelmente a mesma: não existe qualquer previsão para que o dinheiro caia na conta levando a um cenário de incerteza, que gera um clima de insegurança e desmotivação em quem lida diariamente com a responsabilidade absurda de salvar vidas, evidenciando uma falha grave na gestão de recursos que deveriam ser prioritários para a manutenção da saúde pública na região.

O descaso com os trabalhadores do Prado Valadares levanta questionamentos urgentes sobre a fiscalização dos contratos de terceirização mantidos pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e enquanto o instituto responsável permanece em silêncio ou oferece respostas evasivas, os profissionais que garantem o funcionamento do maior hospital da região sudoeste seguem sem o reconhecimento financeiro pelo trabalho prestado.

Nossa equipe de reportagem continuará acompanhando o caso e cobrando um posicionamento oficial das autoridades estaduais e da direção do IGH para que o direito constitucional ao salário seja respeitado imediatamente.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver