O cenário político da Bahia para as eleições de 2026 já se desenha como um dos mais disputados dos últimos anos, marcado por forte polarização entre o grupo governista liderado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues e a oposição encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, repetindo um padrão histórico de embates entre forças ligadas ao PT e ao chamado carlismo no estado .

Levantamentos recentes indicam um cenário bastante equilibrado, com ACM Neto aparecendo numericamente à frente em parte das pesquisas, enquanto Jerônimo Rodrigues surge logo atrás, muitas vezes dentro da margem de erro, configurando empate técnico e uma disputa voto a voto que deve se intensificar ao longo do período eleitoral .

Em pesquisa divulgada em março de 2026, ACM Neto aparece com 44% das intenções de voto em cenário estimulado, contra 39% de Jerônimo Rodrigues, demonstrando vantagem da oposição, embora o atual governador mantenha força eleitoral significativa, sustentada principalmente pela máquina pública e pela influência do governo federal .

Mesmo com números favoráveis em algumas pesquisas, o grupo governista aposta na capacidade de recuperação durante a campanha, impulsionada pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que historicamente possui forte influência eleitoral na Bahia, além da articulação política com lideranças como Rui Costa e Jaques Wagner .

Do lado da oposição, ACM Neto trabalha para consolidar sua liderança e ampliar alianças, buscando capitalizar o desgaste de setores do governo estadual e fortalecer sua presença no interior, estratégia considerada fundamental em um estado com grande peso eleitoral fora da capital .

Além dos dois principais nomes, outros possíveis candidatos aparecem com menor expressão nas pesquisas, como representantes de partidos menores, o que reforça a tendência de polarização entre os dois grupos principais, deixando o cenário menos fragmentado e mais concentrado na disputa direta pelo Palácio de Ondina .

No Senado, a disputa também promete ser intensa, com nomes como Rui Costa e Jaques Wagner figurando entre os mais competitivos, enquanto outras lideranças políticas tentam espaço em uma eleição que contará com duas vagas em disputa no estado .

Com mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar, a Bahia se mantém como um dos principais colégios eleitorais do país, o que amplia a relevância estratégica da disputa estadual no cenário nacional, especialmente pelo peso político do Nordeste nas eleições presidenciais .

Diante desse contexto, o cenário atual aponta para uma eleição altamente competitiva, com tendência de segundo turno e forte influência de fatores nacionais, alianças regionais e desempenho das gestões, elementos que devem definir os rumos da política baiana nos próximos anos.

Fonte: jornalista Mateus Oliver