Vereador humilha trabalhadores e desqualifica serviço em obra de calçamento em Ibirataia
A visita do vereador Lucas Grandão (PSB) à Rua Manoel Feliciano da Silva, no bairro da AABB, em Ibirataia, durante a execução de uma obra de pavimentação, gerou forte repercussão negativa após a forma como o parlamentar conduziu a fiscalização no local.
O que deveria ser um ato institucional acabou marcado por declarações duras e um comportamento que expôs trabalhadores, ao classificar o serviço como “mal feito” e “condenado” ainda durante a execução, desconsiderando etapas técnicas essenciais do processo.
A postura adotada pelo vereador foi interpretada como humilhante por parte dos profissionais que atuavam na obra, além de ter sido vista como uma desqualificação direta do trabalho desempenhado pelos calceteiros.
As críticas foram feitas de maneira incisiva e em tom elevado, diante de câmeras, o que ampliou a repercussão e gerou desconforto entre os presentes, principalmente por se tratar de uma obra ainda não concluída e sujeita a ajustes técnicos.
Especialistas da área destacam que serviços de pavimentação seguem fases específicas, incluindo nivelamento, compactação e acabamento, sendo inadequado qualquer tipo de avaliação definitiva antes da conclusão completa.
Ainda assim, o vereador optou por emitir juízos categóricos sobre a qualidade da execução e dos materiais utilizados, mesmo sem formação técnica em engenharia civil ou experiência comprovada no setor.
A situação gerou reação negativa entre moradores e nas redes sociais, onde a conduta do parlamentar passou a ser amplamente criticada, não apenas pelo teor das declarações, mas pela forma como os trabalhadores foram tratados durante a fiscalização.
Para muitos, o episódio ultrapassou o limite da função fiscalizadora e atingiu a dignidade de quem executa o serviço no dia a dia.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade no exercício do mandato e os limites da atuação parlamentar, especialmente no que diz respeito ao respeito à mão de obra local e à necessidade de que críticas sejam feitas com base técnica e por meio dos canais institucionais adequados.
A fiscalização é um direito e um dever do vereador, mas sua condução exige equilíbrio, respeito e compromisso com a verdade dos fatos.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












