A conta de energia elétrica vai pesar ainda mais no orçamento das famílias brasileiras nos próximos meses, visto que um novo reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e deve entrar em vigor nas próximas semanas, atingindo diretamente cerca de 35 milhões de unidades consumidoras em todo o território nacional, o que equivale a quase 40% do total de consumidores do país que são atendidos por grandes distribuidoras como a CPFL Paulista, em São Paulo, a Coelba, na Bahia, a Enel Rio, no Rio de Janeiro, e a Copel, no Paraná, configurando um cenário de preocupação para o setor produtivo e para os consumidores domésticos diante da escalada nos custos de vida.

Embora a previsão média estabelecida pela Aneel concentre o aumento tarifário projetado para o ano de 2026 em torno de 8%, a realidade das faturas de muitos brasileiros será bem diferente, já que algumas dessas empresas concessionárias preveem picos de reajuste próximos a 20%, superando amplamente os índices oficiais de inflação e elevando significativamente o valor final pago mensalmente pelos usuários, o que coloca sob pressão a gestão orçamentária de milhões de residências que já enfrentam outros aumentos setoriais e buscam alternativas para conter o desperdício de energia em meio a essa conjuntura de tarifas elevadas.

Em contrapartida, as distribuidoras que operam na região Nordeste têm conseguido mitigar parte dessa alta expressiva nos preços por meio da antecipação de recursos financeiros ligados ao Uso de Bens Públicos, medida essa que permite concentrar o reajuste em uma faixa muito mais moderada, entre 5% e 7%, mantendo o impacto tarifário longe dos patamares de dois dígitos que serão observados em outras áreas, ao passo que as regiões Sul e Sudeste não conseguem utilizar esse mecanismo de compensação com a mesma eficiência e aplicam o reajuste de forma direta e integral, indicando que os consumidores desses estados poderão arcar com um aumento médio que chega a 19,2%.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver