Governador anuncia que vai acabar o SAMU e transferir os atendimentos de urgência e emergência para o Corpo de Bombeiros
Em uma entrevista concedida a uma emissora de rádio que repercutiu amplamente em todo o país, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, causou uma forte polêmica ao anunciar mudanças drásticas na estrutura do atendimento de urgência e emergência no estado, confirmando que o serviço até então prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência deixará de existir no modelo atual para passar integralmente à responsabilidade do Corpo de Bombeiros, sob a justificativa de que a decisão visa reduzir custos operacionais e tornar a máquina pública mais enxuta, garantindo, segundo a visão do gestor, que o atendimento direto à população não sofrerá prejuízos com a transição administrativa.
Durante sua declaração oficial, o governador mato-grossense enfatizou que o Corpo de Bombeiros possui plenas condições de suprir esse trabalho essencial e que a medida já está consolidada como uma decisão de governo para simplificar a estrutura estatal onde for possível realizar cortes, classificando o SAMU como um serviço importantíssimo que agora muda de mãos por questões de eficiência fiscal, embora a fala tenha gerado imediata reação de diversos setores da sociedade organizada e de órgãos representativos da saúde que questionam a capacidade técnica e logística de absorção de tamanha demanda por uma única instituição militar sem o suporte especializado das equipes médicas civis que atuam na ponta.
Como consequência direta do anúncio, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa do Mato Grosso agiu rapidamente e aprovou a convocação do secretário de Saúde do Estado, Juliano Melo, para que ele compareça à Casa Legislativa nesta quarta-feira, dia 22, com o objetivo de prestar esclarecimentos detalhados sobre os impactos dessa migração de serviços, enquanto o Legislativo estadual alerta para o risco iminente de desligamento de pelo menos 56 profissionais de saúde qualificados e o fechamento de bases estratégicas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, o que tem elevado o tom do debate político sobre a manutenção da qualidade no socorro imediato aos cidadãos mato-grossenses.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












