O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta quinta-feira (23) reduzir as alíquotas de PIS/Cofins sobre a gasolina, a medida integra um conjunto de ações adotadas para conter a alta dos combustíveis no país, especialmente diante da pressão recente sobre os preços do diesel, embora os detalhes completos da nova decisão ainda não tenham sido divulgados.

A iniciativa ocorre em um cenário de forte instabilidade no mercado internacional de petróleo, intensificado desde março após ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que provocou uma escalada significativa no valor do barril, que saiu de cerca de US$ 70 para a faixa dos US$ 100, gerando impactos diretos no custo dos combustíveis em diversos países.

Um dos principais fatores para essa alta foi o fechamento do Estreito de Hormuz, considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, por onde circula aproximadamente 20% da produção global, a restrição logística afetou o abastecimento internacional e contribuiu para a elevação dos preços no mercado.

No Brasil, os efeitos foram mais intensos no diesel, enquanto a gasolina sofre influência menor por conta da produção nacional, ainda assim, o governo federal tem adotado medidas para tentar evitar repasses mais elevados ao consumidor final e reduzir os impactos no custo de vida.

Entre as ações já implementadas, está a isenção de PIS/Cofins e a criação de subsídios para o diesel, inicialmente fixados em R$ 0,32 por litro e posteriormente ampliados para R$ 1,52 no diesel importado e R$ 1,12 no nacional, com divisão de custos entre a União e os estados, também foi instituído um subsídio de R$ 850 por tonelada de gás de cozinha importado, equivalente a cerca de R$ 11 por botijão de 13 quilos.

O pacote de medidas inclui ainda desonerações sobre o querosene de aviação e o biodiesel, somando um impacto estimado em mais de R$ 30 bilhões, nos bastidores, integrantes da equipe econômica avaliam que a alta dos combustíveis pode influenciar o cenário político, sobretudo com a proximidade das eleições.

A expectativa do governo é que parte dos custos dessas ações seja compensada pelo aumento da arrecadação com exportações de petróleo, favorecidas pelos preços elevados no mercado internacional e pelas dificuldades logísticas enfrentadas por países do Oriente Médio para escoar a produção.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver