:: ‘Economia’
Governo Lula reduz alíquotas de PIS/Cofins sobre gasolina em meio à alta do petróleo
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta quinta-feira (23) reduzir as alíquotas de PIS/Cofins sobre a gasolina, a medida integra um conjunto de ações adotadas para conter a alta dos combustíveis no país, especialmente diante da pressão recente sobre os preços do diesel, embora os detalhes completos da nova decisão ainda não tenham sido divulgados.
A iniciativa ocorre em um cenário de forte instabilidade no mercado internacional de petróleo, intensificado desde março após ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que provocou uma escalada significativa no valor do barril, que saiu de cerca de US$ 70 para a faixa dos US$ 100, gerando impactos diretos no custo dos combustíveis em diversos países.
Um dos principais fatores para essa alta foi o fechamento do Estreito de Hormuz, considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, por onde circula aproximadamente 20% da produção global, a restrição logística afetou o abastecimento internacional e contribuiu para a elevação dos preços no mercado.
No Brasil, os efeitos foram mais intensos no diesel, enquanto a gasolina sofre influência menor por conta da produção nacional, ainda assim, o governo federal tem adotado medidas para tentar evitar repasses mais elevados ao consumidor final e reduzir os impactos no custo de vida.
Entre as ações já implementadas, está a isenção de PIS/Cofins e a criação de subsídios para o diesel, inicialmente fixados em R$ 0,32 por litro e posteriormente ampliados para R$ 1,52 no diesel importado e R$ 1,12 no nacional, com divisão de custos entre a União e os estados, também foi instituído um subsídio de R$ 850 por tonelada de gás de cozinha importado, equivalente a cerca de R$ 11 por botijão de 13 quilos.
O pacote de medidas inclui ainda desonerações sobre o querosene de aviação e o biodiesel, somando um impacto estimado em mais de R$ 30 bilhões, nos bastidores, integrantes da equipe econômica avaliam que a alta dos combustíveis pode influenciar o cenário político, sobretudo com a proximidade das eleições.
A expectativa do governo é que parte dos custos dessas ações seja compensada pelo aumento da arrecadação com exportações de petróleo, favorecidas pelos preços elevados no mercado internacional e pelas dificuldades logísticas enfrentadas por países do Oriente Médio para escoar a produção.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Endividamento atinge 67% dos brasileiros e revela dificuldade crescente no controle das finanças
Uma pesquisa do Instituto Datafolha revelou que dois em cada três brasileiros (67%) possuem algum tipo de dívida financeira, como empréstimos, evidenciando o alto nível de endividamento no país e reforçando um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias, especialmente em meio ao aumento do custo de vida e das despesas básicas.
O levantamento, divulgado neste sábado, também aponta que 21% da população está com pagamentos em atraso, o que indica não apenas a presença de dívidas, mas também a dificuldade de manter os compromissos financeiros em dia, ampliando o risco de inadimplência e suas consequências, como restrições de crédito e acúmulo de juros.
Entre aqueles que recorreram a empréstimos com amigos e familiares, a situação se mostra ainda mais delicada, já que 41% afirmam estar devendo, o que evidencia que o endividamento ultrapassa o sistema financeiro tradicional e atinge também relações pessoais, muitas vezes utilizadas como alternativa diante da dificuldade de acesso a crédito formal.
No ranking das principais dívidas em atraso, o cartão de crédito parcelado aparece na liderança, citado por 29% dos entrevistados, seguido pelos empréstimos bancários (26%) e pelos carnês de lojas (25%), modalidades que, em geral, estão associadas a juros elevados e podem agravar ainda mais a situação financeira dos consumidores.
O estudo também mostra que 28% dos brasileiros têm contas de consumo e serviços atrasadas, com destaque para despesas com telefone, celular e internet (12%), tributos como IPTU, IPVA e carnê-leão (12%), além de contas de energia elétrica (11%) e água (9%), revelando que até mesmo gastos essenciais têm sido impactados pela falta de equilíbrio financeiro.
Os dados refletem um cenário de fragilidade na organização das finanças pessoais, indicando dificuldades da população em equilibrar renda e despesas, o que reforça a importância de planejamento financeiro, educação econômica e acompanhamento mais rigoroso dos gastos diante de um ambiente econômico ainda desafiador para grande parte dos brasileiros.
Queda nos preços do diesel, gasolina e etanol marca recuo após período de alta impulsionado por tensão internacional
Os preços dos combustíveis registraram leve queda no Brasil, com destaque para o diesel, que apresentou recuo de 0,2% e passou a ser comercializado, em média, a R$ 7,43, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), representando a primeira redução após um período de alta influenciado pelo cenário internacional
A gasolina também apresentou redução, ainda que discreta, com queda de R$ 0,01, sendo encontrada ao preço médio de R$ 6,77, enquanto o etanol seguiu a mesma tendência e recuou para R$ 4,69, indicando um movimento de alívio para os consumidores após semanas de instabilidade
O comportamento dos preços está diretamente ligado às oscilações no mercado global de petróleo, que sofreu forte impacto desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro, cenário que elevou o nível de incerteza e pressionou os valores da commodity no mercado internacional
Durante o período mais crítico, o barril do tipo Brent chegou a registrar alta superior a 60%, alcançando US$ 118,32, refletindo o temor de desabastecimento e aumento na demanda global, no entanto, com a recente acomodação do mercado, o preço fechou a US$ 94,33 na última sexta-feira (11), apontando recuo de 1,66% em relação ao dia anterior
No Brasil, os reflexos dessas variações foram sentidos rapidamente, com o diesel apresentando elevação nas primeiras semanas de março, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80 em poucos dias, evidenciando a sensibilidade do mercado interno às mudanças no cenário externo
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Produção de veículos tem melhor março desde 2018 e surpreende setor, diz Anfavea
O setor automotivo brasileiro registrou um desempenho acima das expectativas em março, segundo a Anfavea, com 264,1 mil veículos produzidos no período, sendo o melhor resultado desde outubro de 2019 e também o melhor mês de março desde 2018, com alta de 35,6% em comparação com março de 2025 e crescimento de 27,6% em relação a fevereiro deste ano, conforme dados divulgados pela Agência Brasil
De acordo com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o resultado chama atenção por recolocar o setor em níveis próximos ao período pré-pandemia, com a produção acumulada de 2026 chegando a 634,7 mil unidades, o que representa avanço de 6% frente ao mesmo período do ano passado, apesar disso, a entidade mantém cautela diante do cenário externo, já que conflitos no Oriente Médio podem impactar os preços do petróleo e afetar diretamente os custos da indústria
No mercado interno, os emplacamentos também apresentaram forte desempenho, com março sendo o melhor mês desde 2013 ao registrar 269,5 mil veículos vendidos e também o melhor resultado mensal desde dezembro de 2014, com crescimento de 37,8% na comparação anual e alta de 45,5% em relação a fevereiro.
Embora a entidade ressalte que houve maior número de dias úteis neste ano, no primeiro trimestre, as vendas somaram 625,2 mil unidades, com avanço de 13,3% em relação ao mesmo período de 2025, e, ainda assim, segundo Igor Calvet, os próximos meses serão decisivos para o desempenho do setor ao longo de 2026
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Alta do gás de cozinha ameaça execução do programa Gás do Povo
A recente elevação nos preços do gás de cozinha tem gerado preocupação entre agentes do setor e pode impactar a execução do programa federal Gás do Povo, iniciativa que prevê a distribuição gratuita de gás liquefeito de petróleo (GLP) para milhões de brasileiros.
Lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das principais ações na área energética, o programa atende cerca de 50 milhões de pessoas. No entanto, representantes de distribuidoras e revendedores apontam dificuldades para manter a operação diante do aumento dos custos.
A alta do GLP no país foi impulsionada por tensões internacionais envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que impactaram o mercado global de energia. No Brasil, um leilão realizado pela Petrobras no fim de março registrou valores significativamente acima dos contratos habituais, elevando o preço do produto para entrega em abril.
Embora o governo federal tenha sinalizado a anulação do leilão, o gás já havia sido adquirido pelas distribuidoras e repassado aos revendedores com custo mais elevado. Segundo entidades do setor, as regras do programa não permitem reajuste no valor cobrado dos beneficiários, o que pressiona as margens de lucro.
De acordo com representantes dos revendedores, o cenário pode levar à saída de participantes do programa, diante da dificuldade de absorver os custos adicionais. A estimativa do governo é de que o Gás do Povo movimente cerca de R$ 5,1 bilhões ao longo deste ano.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Governador da Bahia sanciona lei que autoriza empréstimo de R$ 2 bilhões com Banco do Brasil
O governador Jerônimo Rodrigues sancionou oficialmente a lei que concede autorização ao Estado da Bahia para a contratação de um expressivo empréstimo no valor de até R$ 2 bilhões junto ao Banco do Brasil, uma operação financeira que contará com a garantia integral da União.
A proposta de financiamento, que já havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), foi publicada no Diário Oficial do Estado e tem como objetivo principal liberar um novo e substancial montante de recursos.
A expectativa do governo é utilizar este capital para ampliar de forma significativa os investimentos em áreas que são consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a infraestrutura do estado, buscando fortalecer o planejamento de longo prazo e as intervenções estruturantes.
De acordo com o que está estabelecido no texto da nova legislação, o montante total de R$ 2 bilhões poderá ser aplicado em diversos projetos já previstos no Plano Plurianual (PPA) e nos orçamentos estaduais vigentes.
A abrangência da aplicação dos recursos é ampla, incluindo a execução de obras de mobilidade urbana e interurbana, que buscam melhorar a fluidez do trânsito nas grandes cidades e a conexão entre elas, a realização de intervenções urbanas de requalificação, a recuperação e manutenção de rodovias estaduais, a ampliação e melhoria dos sistemas hídricos, além de obras em edificações públicas de importância social e administrativa.
A expectativa central do Governo da Bahia é que este crédito obtido no Banco do Brasil não apenas fortaleça e dê continuidade às iniciativas já planejadas, mas também viabilize a concretização de novas intervenções estruturantes essenciais para o progresso da Bahia.
A lei recém-sancionada também incorpora uma importante exigência de transparência e rigor fiscal para a gestão do novo endividamento.
O texto estabelece que o Estado da Bahia deverá, de forma obrigatória, registrar em seu orçamento a entrada total dos recursos provenientes do empréstimo, bem como todas as despesas futuras que estarão relacionadas ao pagamento do financiamento.
Essa medida específica tem como objetivo principal garantir a total transparência no uso do crédito bilionário, assegurando que o controle social e os órgãos de fiscalização possam acompanhar de perto a programação financeira das parcelas a serem quitadas e os juros incidentes sobre o valor emprestado, reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal do governo estadual.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
Nova Indústria Brasil (NIB) Seleciona 189 Projetos no Nordeste com Recorde de R$ 113 Bilhões em Financiamentos
As operações de combate a fraudes no setor de combustíveis, que têm sido intensificadas tanto em nível nacional quanto estadual, revelam uma perturbadora coincidência de alvos, com os mesmos nomes e empresas surgindo em diferentes investigações.
Um dos casos mais evidentes e que levanta sérias suspeitas é o que envolve o deputado federal Dal Barreto (União Brasil), cuja rede de postos e sua atuação política têm sido o foco de diferentes apurações que indicam um complexo esquema de sonegação e lavagem de dinheiro.
O parlamentar já se encontrava sob investigação na Operação Overclean, que se dedica a apurar desvios de emendas parlamentares, onde ele é suspeito de obter favorecimento em contratos firmados com prefeituras no interior da Bahia.
A rede Dal, de sua propriedade, é uma gigante no estado, contando com mais de 200 postos de combustíveis que operam em 13 cidades, a maioria com a bandeira Shell, e que habitualmente pratica preços mais baixos do que a média de mercado.
Esta prática de preços, que antes poderia ser vista como competitividade, adquire um novo e sombrio significado à luz da recente Operação Poço de Lobato, deflagrada pela Receita Federal, onde o nome de Dal Barreto foi encontrado em uma lista manuscrita em uma janela, com a menção explícita da “Operação Overclean” entre parênteses, conectando os diferentes inquéritos.
Na mesma lista, abaixo do deputado, estava o nome de Jal (Jaílson Ribeiro), que também é dono de uma rede de postos, a Lubrijau, e um aliado próximo do parlamentar nas últimas eleições.
A Operação Poço de Lobato, deflagrada na última quinta-feira, dia 27, desvendou um esquema bilionário de fraudes fiscais que envolve a Refit, empresa proprietária da antiga refinaria de Manguinhos, e que teria sonegado um montante estratosférico de R$ 26 bilhões.
O esquema, que teve um de seus mandados cumpridos em um escritório da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, consistia em importar combustível e distribuí-lo diretamente para postos “parceiros” sem passar pelo processo de refino e aproveitando-se indevidamente de isenções fiscais.
Essa manobra permitia a prática de preços mais baixos, lesando o erário, criando uma concorrência desleal e, segundo as investigações da Receita Federal, atuando como um poderoso mecanismo de lavagem de dinheiro para facções criminosas.
A menção do deputado Dal Barreto nessa “janela indiscreta” sugere que ele seria um dos beneficiários centrais deste esquema fraudulento.
As investigações indicam que o objetivo do empresário Ricardo Magro, dono da Refit, era expandir de forma agressiva sua atuação por todo o Nordeste, utilizando a vasta e consolidada rede de postos Dal como o principal ponto de apoio para essa expansão.
Em sua defesa, o deputado Dal Barreto emitiu uma nota oficial na qual nega veementemente qualquer ligação ou relacionamento comercial com a Refit.
Ele afirma que, por força de contrato de bandeira, adquire seus combustíveis apenas de distribuidoras, “quase sempre da Shell”, tentando se desvincular do maior escândalo de fraude de combustíveis da história recente do país.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
A Economia de Ipiaú e Suas Relações Regionais e Internacionais
Ipiaú é um importante município localizado no sul da Bahia, conhecido historicamente por sua forte ligação com a produção de cacau e pelo dinamismo do seu comércio regional.
Ao longo das últimas décadas, a cidade passou por transformações econômicas significativas, diversificando suas atividades e consolidando-se como um polo de serviços e comércio que atende a diversos municípios vizinhos.
Base Econômica de Ipiaú
A economia de Ipiaú tem raízes na agricultura, especialmente na cultura do cacau, que durante muito tempo foi o principal produto de exportação da região.
Embora o setor tenha enfrentado crises devido à praga da vassoura-de-bruxa e às mudanças no mercado internacional, a cidade vem buscando alternativas econômicas, como o fortalecimento da pecuária, da produção de mandioca, frutas e outros produtos agrícolas.
Além disso, o comércio local é bastante ativo, funcionando como um centro de abastecimento para cidades próximas, como Itagibá, Ibirataia, Jitaúna e Barra do Rocha.
O setor de serviços também se expandiu, com destaque para as áreas de educação, saúde, transportes e pequenas indústrias.
Relação Econômica com a Capital – Salvador
Ipiaú mantém uma relação econômica indireta, porém importante, com Salvador. A capital funciona como principal centro financeiro e logístico do estado, influenciando o fluxo de mercadorias, investimentos e políticas públicas que chegam ao interior.
Muitos produtos comercializados em Ipiaú vêm de Salvador, e parte da população local depende da capital para serviços de maior complexidade, como saúde especializada, ensino superior e negócios corporativos.
Ao mesmo tempo, Salvador se beneficia do interior ao receber produtos agrícolas e matérias-primas, além de contar com o consumo de pessoas e empresas que mantêm vínculos com a região cacaueira.
Relação com Outras Cidades do Interior
Ipiaú exerce papel central na microrregião do médio Rio de Contas, atuando como um polo econômico e de circulação de bens e serviços. Suas relações com municípios vizinhos se dão por meio do comércio, do transporte de produtos agrícolas e da prestação de serviços bancários, educacionais e de saúde. Essa integração regional fortalece a economia local e ajuda a distribuir renda no interior da Bahia.
A cidade também mantém vínculos econômicos com centros urbanos maiores, como Itabuna e Ilhéus, que são importantes polos industriais e portuários da região sul do estado.
Relações com Outros Estados e o Exterior
Embora Ipiaú não mantenha uma relação direta e intensa com o mercado externo, o município é influenciado pelas exportações do cacau e de seus derivados, realizadas principalmente por meio dos portos de Ilhéus e Salvador.
Dessa forma, produtos cultivados em propriedades de Ipiaú acabam chegando a países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha e Holanda, onde o cacau é matéria-prima para a indústria do chocolate.
Com países em desenvolvimento, as relações são mais limitadas, geralmente envolvendo o intercâmbio de mercadorias agrícolas ou de baixo valor agregado. A dependência das oscilações do mercado internacional e dos preços das commodities ainda representa um desafio para a economia local.
Desafios e Perspectivas
Entre os principais desafios econômicos de Ipiaú estão a necessidade de diversificação produtiva, o incentivo ao empreendedorismo e o investimento em infraestrutura e qualificação profissional. O fortalecimento da agricultura familiar, do turismo rural e de pequenas indústrias pode gerar novas oportunidades.
Nos últimos anos, a cidade tem buscado atrair investimentos e melhorar sua conexão com polos regionais e com Salvador, o que tende a ampliar sua integração econômica e seu desenvolvimento sustentável.
Conclusão
A economia de Ipiaú reflete o perfil do interior baiano: produtiva, resiliente e em transformação. Sua relação com Salvador, com outras cidades do interior e com o mercado internacional demonstra como mesmo os municípios de médio porte estão inseridos em uma rede econômica ampla, que conecta o campo, o comércio e a indústria local aos fluxos regionais, nacionais e globais. Com planejamento e investimento, Ipiaú tem potencial para fortalecer ainda mais sua economia e consolidar-se como referência no sul da Bahia.
Economista – Luã Calhau Nascimento
Nova gasolina com 30% de etanol passa a valer no Brasil
A partir desta quinta-feira (1º), a gasolina comum vendida no Brasil vai ter mais etanol na mistura. O governo decidiu aumentar a quantidade de etanol de 27,5% para 30%, e isso pode fazer o preço do litro cair cerca de R$ 0,11 nos postos.
Mas calma: essa gasolina com mais etanol, conhecida como E30, ainda vai demorar alguns dias pra chegar nas bombas. É que o combustível feito em julho, com a mistura antiga, ainda está sendo distribuído e deve durar mais um tempinho nos postos. A nova gasolina deve aparecer mesmo só nas próximas semanas.
Além de colocar mais etanol, o governo também deu um upgrade na qualidade da gasolina. Agora, a octanagem — que mede o quanto o combustível resiste a explosões no motor — subiu de 93 pra 94 RON. Na prática, isso significa que o motor do carro pode render mais com o novo combustível.
FMI elogia Pix em relatório anual após críticas do governo americano
A diretoria do FMI (Fundo Monetário Internacional) elogiou a agenda de inovação financeira do Banco Central, citando nominalmente o Pix, em sua avaliação anual sobre a situação econômica do Brasil.
“O Banco Central tem desenvolvido novas funcionalidades para o Pix, seu sistema de pagamento instantâneo, como o pagamento por aproximação e offline, pagamentos recorrentes, ‘compre agora, pague depois’ e financiamento baseado em alavancagem de fluxo”, diz trecho da análise publicada nesta quarta-feira (16) sobre o Brasil.
O Pix brasileiro entrou na disputa comercial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na segunda (15), dois dias antes da publicação do relatório do FMI, o governo americano havia elencado o sistema como uma prática financeira desleal ao abrir investigação comercial contra o Brasil.
Aneel aprova tarifa social que pode zerar conta de luz para famílias
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 10, novas regras para a tarifa social de energia elétrica que pode trazer gratuidade para milhares de famílias brasileiras. As mudanças devem entrar em vigor a partir do dia 5 de julho.
A diretoria da Aneel aprovou a matéria por unanimidade em reunião pública. Todos os diretores seguiram o voto da relatora do processo, diretora substituta Ludimila da Silva.
As novas regras da tarifa social constam em medida provisória (MP) enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional. A ideia do programa é ampliar o acesso das famílias à energia elétrica, reduzindo as desigualdades sociais.
Entre as mudanças o governo vai alterar as regras do programa da tarifa social e estabelecer novos mecanismos de descontos para famílias com renda entre meio salário mínimo (R$ 759) e um salário mínimo (R$ 1.518).
A nova tarifa social vai mudar a forma como as pessoas são beneficiadas com o desconto na conta de luz. A medida vai dar desconto integral na conta de luz para os seguintes consumidores que tenham consumo de até 80kWh por mês para Famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo ()R$ 759) per capita (por pessoa); Pessoas com deficiência, idosos inscritos no Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas); Famílias indígenas ou quilombolas do CadÚnico; Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) atendidas em sistemas isolados — que não têm conexão com o sistema interligado nacional.
Dessa forma, se uma família que está dentro das condições consumir, por exemplo, 100kWh/mês, os 80kWh/mês primeiros serão isentos, e os 20kWh/mês restantes serão cobrados na conta de luz.
A tarifa oferece desconto de até 65% na energia elétrica para consumidores inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda familiar per capita (por pessoa) menor do que meio salário mínimo (R$ 759) e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), bem como de famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 4.554) que tenham pessoa com deficiência.
PIB atinge patamar recorde pelo 14º trimestre seguido
Com o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, a economia brasileira atingiu um novo patamar recorde. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB nacional vem atingindo níveis recordes consecutivos há 14 trimestres, ou seja, o quarto trimestre de 2021.
No primeiro trimestre deste ano, também atingiram patamares recordes os setores da agropecuária e dos serviços. Os serviços, aliás, vêm atingindo níveis recordes há 15 trimestres, ou seja, desde o terceiro trimestre de 2021. Sob a ótica da demanda, também atingiram patamares recordes o consumo das famílias, consumo do governo e exportações.
Por outro lado, indústria e investimentos estão longe de seus patamares recordes, ambos atingidos em 2013. A formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, por exemplo, está 6,7% abaixo do nível do segundo trimestre de 2013, enquanto a indústria está 4,7% abaixo do nível do terceiro trimestre daquele ano.
“A indústria é a única das grandes três atividades econômicas que ainda está no patamar abaixo do pico”, ressalta a pesquisadora do IBGE, Rebeca Palis.
PIB
Segundo o IBGE, o crescimento do PIB do quarto trimestre de 2024 para o primeiro trimestre deste ano foi puxado principalmente pelo desempenho da agropecuária, que teve crescimento de 12,2%.
“A agro tem dois efeitos principais este ano: um é a questão climática que está favorável e a outra é que as colheitas que estão crescendo muito, como a soja, que é a nossa principal lavoura, está concentrada no primeiro semestre. A gente também tem o milho crescendo, o fumo, o arroz, várias colheitas que estão crescendo esse ano têm muita safra no primeiro semestre”, explica Rebeca.
Os serviços, que correspondem a 70% da economia brasileira, também tiveram desempenho positivo, crescendo 0,3% no trimestre em relação ao trimestre anterior, com destaque para as atividades de informação e comunicação (3%). Já a indústria apresentou taxa negativa (-0,1%), devido a resultados da construção (com queda de 0,8%) e da indústria da transformação (-1%).
Segundo Rebeca Palis, esses são setores que estão sentindo os efeitos da alta taxa básica de juros (Selic).
Sob a ótica da demanda, houve altas em todos os componentes no primeiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior: consumo das famílias (1%), formação bruta de capital fixo (3,1%), exportações (2,9%) e consumo do governo (0,1%).
“Em relação ao consumo das famílias, a gente ainda tem fatores que prejudicam, como a inflação bem resiliente e a política monetária restritiva. Mas a gente continua tendo melhora no mercado de trabalho, continua tendo programas de transferência de renda do governo para as famílias e o crédito continua crescendo, apesar de estar mais caro, então são várias coisas contribuindo positivamente”, disse a pesquisadora. “Mas o consumo das famílias poderia ser mais alto se a gente não tivesse uma política monetária restritiva”.
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,36% em maio
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,36% em maio deste ano. A taxa é inferior às observadas nas prévias do mês anterior (0,43%) e de maio de 2024 (0,44%). O dado foi divulgado nesta terça-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado o IPCA-15 acumula taxa de 2,80% no ano. Em 12 meses, o IPCA-15 acumulado chega a 5,40%, abaixo dos 5,49% acumulados até abril deste ano. Em maio, sete dos nove grupos de despesas apresentaram inflação. Os destaques ficaram com saúde e cuidados pessoais (0,91%) e habitação (0,67%).
Em saúde e cuidados pessoais, a inflação foi puxada pelos produtos farmacêuticos, que tiveram alta de preços de 1,93%. No grupo habitação, as principais influências vieram de energia elétrica residencial (1,68%), principal impacto individual do IPCA-15, e água e esgoto (0,51%).
Os alimentos tiveram inflação de 0,39%, abaixo do 1,14% da prévia de abril. Também apresentaram alta de preços no mês, os grupos de despesa vestuário (0,92%), despesas pessoais (0,50%), comunicação (0,27%) e educação (0,09%).
Por outro lado, os grupos transportes e artigos de residência registraram deflação (queda de preços) e ajudaram a frear a inflação na prévia do mês.
Em transportes, a taxa caiu 0,29%, puxada por recuos na passagem aérea (-11,18%) e ônibus urbano (-1,24%). Já artigos de residência tiveram queda de preços de 0,07%.
O IPCA-15 é calculado com base em preços coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
A prévia de maio se baseia em preços coletados no período de 15 de abril a 15 de maio de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 18 de março a 14 de abril de 2025 (base). Da Agência Brasil.
BC libera resgate automático de Valores a Receber a partir desta terça
O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (26) uma nova funcionalidade no Sistema Valores a Receber (SVR). A partir da terça-feira (27), será possível habilitar a solicitação automática de resgate de valores.

“A novidade é apenas na forma de solicitar o resgate. Antes, era necessário fazer um procedimento manual para cada pedido de resgate. Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. Todas as demais funcionalidades do sistema continuam iguais”, informou o BC.
Os valores a serem resgatados são o “dinheiro esquecido” por cidadãos ou empresas em instituições financeiras como bancos e consórcios, sem que tenham sido reclamados ou transferidos para a conta do titular.
De acordo com o BC, a ideia é “facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome”. Segundo a autoridade monetária, a adesão ao serviço é facultativa.
A habilitação para o acesso ao SVR deve ser feita a partir de uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativada.
“A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave pix do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira”, explicou o BC.
Ainda segundo o banco, o crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. Não serão enviados avisos do BC informando a existência de algum valor devolvido.
“As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via Pix continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas”, esclarece o BC.
Haddad e Tebet devem anunciar cortes no orçamento de 2025 nesta quinta
Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, devem anunciar nesta quinta-feira, 22, o congelamento de recursos no Orçamento de 2025 para cumprir as regras fiscais.
Está prevista a participação dos ministros na entrevista à imprensa do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento que faz uma atualização das projeções do orçamento.
No início da semana, Haddad disse que a equipe econômica passaria os dias seguintes fechando as projeções deste ano e de 2026. Ele também afirmou que se reuniria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de eventuais bloqueios.
“Vamos ter várias reuniões essa semana pra fechar e, na quinta-feira, a gente divulga o quadro fiscal e o que for necessário”, disse o ministro na segunda, 19.
O governo vive o desafio de manter o crescimento do país e a população empregada, mas sem que a inflação dispare. Para isso, é necessário que esse crescimento seja natural da economia, e não gerado por gastos públicos excessivos.
INSS exigirá biometria para autorizar empréstimos consignados a partir do dia 23
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai passar a exigir a identificação biométrica de aposentados e pensionistas que desejarem autorizar o desconto das parcelas de empréstimos consignados diretamente de seus benefícios. A medida entra em vigor a partir do próximo dia 23 de maio, conforme despacho publicado nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, “todos os desbloqueios para averbação de novos empréstimos consignados somente poderão ser realizados com a biometria, na plataforma Meu INSS, validadas em bases do governo federal.”
A biometria poderá ser feita por meio de foto ou impressão digital, e tem como objetivo aumentar a segurança das operações, mapeando vulnerabilidades e implementando melhorias no processo de concessão de crédito. Além de autorizar o empréstimo, o beneficiário poderá utilizar o aplicativo Meu INSS para consultar instituições financeiras, taxas de juros e outras informações sobre o serviço.
A concessão de novas autorizações automáticas para consignados está suspensa desde o último dia 8, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão ocorreu após a identificação de irregularidades em descontos de mensalidades associativas lançadas diretamente na folha de pagamento de aposentados.
Em resposta, o TCU determinou ao INSS a adoção de ferramentas tecnológicas que garantam a assinatura eletrônica avançada e verificação biométrica para todas as autorizações de desconto em folha. O tribunal também ordenou o ressarcimento dos valores cobrados indevidamente dos beneficiários e estabeleceu prazo de 90 dias para que o INSS e a Dataprev implementem um sistema que permita o bloqueio e desbloqueio automático e individualizado para cada averbação.
O INSS recorreu das determinações, alegando já possuir mecanismos de controle eficazes. No entanto, no início de maio, o TCU rejeitou o recurso e manteve as exigências. (Agência Brasil)
Vale deve desistir da compra da mineradora Bamin por falta de viabilidade em projeto de R$ 31 bi
Após avaliação, o consórcio liderado pela Vale, empresa líder global em mineração, BNDESPar e Cedro Participações, deve desistir do projeto da mineradora Bamin (Bahia Mineração) até o fim deste mês. A conclusão foi de que não haveria retorno financeiro suficiente para o investimento de R$ 31 bilhões (investimento de US$ 5,5 bilhões) realizado pelo consórcio.
O governo tenta, neste meio tempo, encontrar um sócio estrangeiro para viabilizar o negócio e reduzir a parcela de investimento necessário da Vale e do BNDES, mais o grupo Cedro, que se tornariam sócios segundo o desenho discutido pelo governo. A Cedro, do empresário Lucas Kallas, que está interessada no negócio não teria recursos e a Vale teria de buscar um novo sócio.
As contas do investimento para produção de 26 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, no período de 20 anos, não fecham. Sob controle do grupo Eurasian Resources Group (ERG), do Cazaquistão, há uma década e meia, a obra é de grande interesse da gestão petista da Bahia e do governo federal, à frente o Presidente da República e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que foi governador da Bahia.
O Palácio do Planalto tem feito pressão desde 2023 para que a Vale assuma o projeto, adquirindo a mineradora ERG e colocando em marcha todas as obras a serem executadas. O grupo cazaque é controlador da mineradora desde 2010, e diz ter investido cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 12,3 bilhões ao câmbio atual). Decidiu não pôr mais dinheiro no empreendimento e busca uma saída.
O Palácio do Planalto tem feito pressão desde 2023 para que a Vale assuma o projeto, adquirindo a mineradora ERG e colocando em marcha todas as obras a serem executadas. O grupo cazaque é controlador da mineradora desde 2010, e diz ter investido cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 12,3 bilhões ao câmbio atual). Decidiu não pôr mais dinheiro no empreendimento e busca uma saída. A informação é do jornal o Estado de São Paulo, mas ainda não foi confirmado pela Vale.
INSS: 473,9 mil segurados já contestaram descontos indevidos
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram nesta quarta-feira (14) a abrir requerimentos de devolução de valores descontados indevidamente nos últimos anos, por meio dos canais oficiais da autarquia.

O pedido deve ser feito pelo aplicativo Meu INSS, pelo site ou pelo telefone 135.
Em balanço apresentado no fim do dia, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, informou já terem sido abertos, neste primeiro dia de funcionamento do sistema, um total de 480.660 procedimentos de reconhecimento ou não dos descontos, somando plataforma online e atendimento telefônico.
Desse total, 473.940 pessoas (98,6%) informaram não reconhecer a cobrança de mensalidade por entidade associativa. Outros 6.720 (1,4%) reconheceram os vínculos. Esses dados foram apurados até as 16h.
São 41 entidades associativas contestadas em todos esses lançamentos, abrangendo todas que têm ou tinham algum credenciamento com o órgão para fazer o desconto.
As associações que tiverem seus descontos contestados por um segurado terão de apresentar a documentação individualizada, no prazo de 15 dias úteis, também em uma plataforma própria disponibilizada pela Dataprev.
“Foi colocado à disposição das entidades um sistema que permite que elas façam exatamente esse procedimento. Já é possível para as entidades cumprirem com sua obrigação de apresentarem autorização comprobatória”, explicou Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev.
Para quem abriu procedimento pelo Meu INSS, após esse prazo, a documentação apresentada pela entidade poderá ser conferida, e o segurado vai poder verificar se a assinatura e os documentos conferem com seus dados.
Na mesma plataforma, o segurado pode recusar a veracidade da documentação. A entidade associativa também vai ter a opção de pagar o valor descontado, por meio de Guia de Recolhimento à União (GRU) paga ao Tesouro Nacional.
Até o momento, o órgão conta com R$ 1 bilhão apreendido em contas de entidades já no dia da deflagração da operação contra as fraudes, no fim do mês passado.
Outros R$ 2,5 bilhões e bloqueios também já foram solicitados pela Advocacia Geral da União (AGU).
A Dataprev, empresa que fornece o serviço de tecnologia da informação para os sistemas da Previdência, não quis adiantar o valor total contestado por esses mais de 473 mil segurados que já abriram processo na plataforma, já que os prazos de apuração sobre a legalidade dos descontos ainda estão em andamento.
Segundo o INSS, dos mais de 480 mil requerimentos já abertos, 450.426 (93,7%) utilizaram o canal Meu INSS (aplicativo ou site). Pela Central 135, houve 30.234 ligações. Pela média dos atendimentos diários, a autarquia registrou um aumento de 13% nos atendimentos neste primeiro dia de período para pedido de devolução dos descontos.
Dos quase 100 milhões de segurados, 89,5 milhões já utilizam regularmente a plataforma Meu INSS, via aplicativo ou página na internet. Já a média mensal de atendimento pela Central 135 é de 6,9 milhões de ligações, e o atendimento presencial chega a 2,1 milhões de pessoas, mas, nesses casos, se referem a segurados que precisam realizar algum tipo de perícia.
No momento, o presidente do INSS avalia que não é necessário expandir o atendimento de forma presencial utilizando agências de parceiros como Caixa Econômica Federal ou os Correios, que possuem maior capilaridade que o INSS, que está presente em cerca de 800 dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.
“O INSS vem monitorando esses canais de atendimento e verificando se será necessário abrir outros canais. Esse pedido [de devolução de desconto] não tem prazo para terminar. A gente vai monitorando essa situação para verificar se é necessário encontrar parceiros, se vai precisar atender nas agências ou outras formas de busca”, afirmou Gilberto Waller Júnior.
O gestor, no entanto, não descartou a possibilidade de fazer busca ativa a partir de um balanço futuro, caso segmentos específicos desses 9 milhões de segurados não tenham conseguido acessar os canais principais de atendimento para avaliar os descontos.
BC informa que brasileiros têm R$ 9,13 bilhões em valores para receber
O Banco Central (BC) informou hoje (13) que ainda existem R$ 9,13 bilhões em recursos deixados nas contas por clientes de instituições financeiras. Desse total, pouco mais de R$ 6,94 bilhões foram “esquecidos” por 42.133.520 pessoas físicas. Segundo o BC, o restante, cerca de R$ 2,19 bi, foram esquecidos por 4.300.668 pessoas jurídicas.

Os valores divulgados se referem ao mês de março. O balanço mostra ainda que foram devolvidos R$ 10,020 bilhões. Desse montante, R$ 7,39 pertenciam a 26.999.562 pessoas físicas e R$ 2,62 bi a 2.692.387 empresas.
O Sistema de Valores a Receber é uma plataforma que permite aos cidadãos e empresas consultarem se possuem dinheiro esquecido em bancos e outras instituições fiscalizadas pelo BC. Caso o resultado seja positivo, é possível solicitar a devolução.
Não precisa pagar nada para consultar e solicitar os valores. O serviço do BC é 100% gratuito.
Para consultar se você tem dinheiro esquecido em banco ou em outra instituição financeira basta acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br/publico. (Agência Brasil)
Assembleia Legislativa da Bahia aprova duas solicitações de empréstimos de R$ 4,5 bilhões ao governo do estado
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou duas solicitações de empréstimo na casa dos R$ 4,5 bilhões em sessão realizada nesta terça-feira (13). É a 18ª operação de crédito do mandato do governador Jerônimo Rodrigues (PT), ultrapassando os R$ 18 bilhões em empréstimos.
Os dois projetos do Executivo foram aprovados apesar das manobras de congestionamento da oposição. Os empréstimos tiveram votos contrários da bancada de minoria e do deputado estadual Hilton Coelho (Psol).
Primeiro, foi aprovado o PL 25.765/2025, que prevê um empréstimo de R$ 3 bilhões. Segundo o texto do projeto, a quantia solicitada tem como destino o pagamento do estoque de precatórios vencidos e não pagos.
Em seguida, foi aprovado o PL 25.766/2025, o qual trata de uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão a ser contratado junto ao Banco do Brasil. Conforme a matéria, o valor seria para viabilizar recursos nas áreas de Mobilidade Urbana e Interurbana, Infraestrutura Viária, Infraestrutura Hídrica, e Infraestrutura Urbana.
*Com informações do site Bahia Notícias















