A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Poções, o vereador de Manoel Vitorino Carlos José Pereira Silva, conhecido como Carlinhos Belezinha, foi preso nesta sexta-feira (11) por força de mandado de prisão expedido no âmbito de uma investigação que apura suposto desvio e comercialização de caixas d’água pertencentes ao patrimônio público, caso que já vinha sendo acompanhado pelo site Mateus Oliver Repórter desde janeiro deste ano.

Segundo as informações repassadas pela polícia, o parlamentar é investigado por peculato e teria envolvimento na venda irregular dos reservatórios, sendo que o caso ganhou repercussão após uma ação policial localizar 41 caixas d’água de 5 mil litros vinculadas à Codevasf em um galpão às margens da BR-116, onde parte do material estaria sendo descaracterizada com a retirada das identificações oficiais.

Na ocasião, conforme já havia sido publicado pelo Jornalista Mateus Oiver, um dos homens detidos durante a operação afirmou em depoimento que os reservatórios teriam sido objeto de uma negociação envolvendo Carlinhos Belezinha, enquanto a Polícia Civil passou a aprofundar as investigações sobre a origem, destinação e eventual comercialização dos bens públicos.

A investigação também passou a apurar a suspeita de que as caixas d’água, originalmente destinadas a ações públicas e atendimento de comunidades, pudessem estar sendo retiradas de sua finalidade e utilizadas de maneira irregular, inclusive com indícios de tentativa de ocultação da identificação da Codevasf antes da destinação dos reservatórios.

Carlinhos Belezinha, que foi eleito vereador pelo Progressistas com 770 votos nas eleições municipais de 2024, vinha sendo apontado nas investigações desde o início do ano e chegou a ser chamado para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Segundo as informações policiais recebidas pela reportagem nesta sexta-feira, a prisão decorre de mandado judicial relacionado à investigação por peculato, enquanto novas diligências poderão esclarecer a extensão do suposto esquema, a participação de outras pessoas e o destino dado às caixas d’água.

A reportagem ressalta que a prisão cautelar não representa condenação definitiva e que o vereador mantém o direito à ampla defesa e ao contraditório, sendo que o espaço permanece aberto para manifestação da defesa de Carlinhos Belezinha e da Câmara Municipal de Manoel Vitorino.

Fonte: jornalista Mateus Oliver