A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Itagibá, deu cumprimento na manhã desta sexta-feira (25) a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Justiça.

A ação policial ocorreu por volta das 06:00 horas da manhã no Bairro Jorge Neiva e integra as investigações sobre apuração de supostos crimes contra a dignidade sexual cometidos no âmbito familiar.

O investigado de 42 anos de idade, que se apresentava na comunidade como pastor, é apontado como autor de atos sexuais praticados no interior da residência da família contra a própria enteada.

Segundo apurado ao longo das diligências policiais e oitivas de testemunhas, os abusos teriam tido início quando a vítima ainda era menor de idade, estendendo-se continuamente até o período atual, já com ela maior de idade.

As apurações indicam também que a mãe da vítima e companheira do suspeito possuía conhecimento das condutas praticadas contra a filha.

A investigação apurou ainda que a genitora da vítima teria tentado intervir na coleta de provas no curso do procedimento policial.

Ao prestar esclarecimentos na unidade de polícia, a mulher teria rasgado o termo de declaração anteriormente prestado por sua filha e danificado o aparelho celular da jovem, condutas apuradas sob a suspeita de ocultar ou dificultar a preservação de elementos probatórios.

Diante do quadro apresentado, a autoridade policial representou por medidas cautelares e o Poder Judiciário deferiu medidas cautelares diversas da prisão em relação à genitora.

Durante o cumprimento da ordem judicial no endereço da diligência, o suspeito tentou fugir das equipes de policiais e arremessou o próprio celular para descartar o aparelho.

Ao ser alcançado, o homem entrou em confronto físico com a equipe de agentes e acabou lesionando um dos policiais, sendo contido pela força policial necessária para garantir a segurança de todos os envolvidos. O caso segue sob apuração na Delegacia Territorial de Itagibá sob a responsabilidade do delegado Jefferson Almeida Ribeiro para conclusão do inquérito policial.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver