Com exclusividade o Blog Mateus Oliver Repórter apurou junto a Polícia Civil da Bahia, que o município de Jequié na região sudoeste da Bahia contabilizou entre Janeiro e Dezembro de 2024 um total de 86 homicídios dolosos,  sendo a disputa entre facções que atuam no tráfico de drogas a causa da maioria dos delitos; 01 pessoa foi morta em decorrência de lesão corporal e 01 vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), além de dois feminicídios, totalizando 89 vítimas assassinadas.

 O número de pessoas mortas no município em 2024 poderia ser ainda maior se as 57 tentativas de homicídio tivessem se concretizado. Se seguir no ritmo atual, com média de 6,16 homicídios por mês, Jequié corre o risco de fechar 2025 com recorde histórico de assassinatos no município outrora que o índice mensal do ano anterior já fora ultrapassado em apenas 20 dias do novo ano com 11 vítimas.

 A alta dos índices de crimes contra a vida é reconhecida pela Polícia Civil da Bahia, e em entrevistas a veículos de imprensa a instituição, por meio da 9ª Coordenadoria de Polícia do Interior (9ª COORPIN) assegura que medidas estão sendo tomadas, com investigações, elucidações e prisões; já a Polícia Militar tem afirmado incremento em ações de prevenção com rondas ostensivas e aumento do efetivo para incursões, que são realizadas durante o policiamento nas ruas todos os dias.

 O tráfico de drogas é o pano de fundo para tamanha escalada de violência. Principalmente por causa da guerra de facções. Há alguns membros de facções que foram soltos recentemente do sistema carcerário e estão em guerra por domínio de território ou rixas envolvendo o tráfico de drogas.

 A grande maioria das vítimas tem passagens pelo sistema carcerário e embora o número de crimes siga aumentando, o índice de inquéritos elucidados não foram informados pela polícia civil.

 Uma operação denominada de Operação Hórus” montada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado para conter o avanço da criminalidade, porém não tem surtido efeitos e com o pouco resultado apresentado a sociedade, já é intitulada pela população nas redes sociais como “Operação Fake News”; “Operação Desfile de 7 de Setembro”; “Operação pega Ninguém” e até mesmo “Operação Esparrama” como criticou um radialista da cidade pelo fato do aviso com antecedência por parte da Secretaria de Segurança Pública em todos os sites e mídias radiofônicas e televisivas do estado. O portal segue aberto a pronunciamentos por parte dos órgãos de seguranças em relação a tal matéria.

Texto sob Supervisão do Jornalista Mateus Oliver Inscr. 1.938/BR e Reg Mte 7.056/BA