Diferença Alarmante entre Gastos com Festas e Diárias Frente ao Descaso com Piso dos Professores em Una
Enquanto a educação de Una clama por investimentos básicos e pelo cumprimento da lei, a gestão municipal parece priorizar gastos que levantam sérios questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos.
Documentos revelam que a prefeitura tem investido montantes significativos em eventos e diárias, ao mesmo tempo em que alega falta de verbas para pagar o reajuste salarial de 14,95% aos professores da rede municipal.
Essa disparidade orçamentária gera uma crise que afeta diretamente o tempo de permanência dos alunos em sala de aula, com relatos de redução de carga horária devido à falta de acordo com o magistério.
A contradição nos gastos públicos fica evidente quando observamos que apenas para os festejos juninos no distrito de Colônia, o orçamento superou os R$ 230 mil reais, sem contar despesas extras com segurança e infraestrutura.
Em contrapartida, os salários oferecidos em processos seletivos da educação variam entre R$ 1.412,00 e R$ 2.290,28, valores que pouco condizem com a responsabilidade dos profissionais que formam a base da sociedade.
O contraste entre a resistência em negociar com os docentes e a facilidade em liberar recursos para diárias e festas milionárias coloca em xeque a prioridade da gestão.
Além das festividades, a política de diárias no setor educacional precisa de uma fiscalização rigorosa, especialmente em um cenário onde profissionais contratados via REDA são demitidos para “enxugar a folha”.
O uso excessivo dessas verbas de indenização pode ocultar uma forma de privilegiar grupos específicos em detrimento de melhorias estruturais nas escolas ou do pagamento justo dos servidores.
É urgente que o Ministério Público e o Tribunal de Contas acompanhem de perto esses fluxos financeiros para garantir que o dinheiro da educação seja, de fato, usado em benefício dos estudantes e de quem trabalha no chão da escola.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver














