Polícia aponta fazendeiro Tiago da Juerana como principal suspeito em homicídio de Mutuca e Valmir em Colônia de Una
A Polícia Civil cumpriu na manhã desta segunda-feira 17 de agosto na fazenda Juerana, um mandado de busca e apreensão em uma propriedade rural vinculada a Tiago Miguel de Abreu Ferreira Neves, popularmente conhecido como “Thiago da Juerana” investigado no inquérito que apura o duplo homicídio de Edcarlos Sampaio Menezes e Valmir Magalhães dos Santos além da tentativa de homicídio contra Ivan Jesus de Santana ocorridos no dia 15 de agosto de 2026 no Distrito de Colônia de Una no Sul da Bahia.
Durante o cumprimento da ordem os policiais apreenderam uma arma longa calibre 44 celulares e computadores de uso particular e também equipamentos pertencentes à fazenda materiais que agora passam a integrar as diligências realizadas no curso da investigação.
A decisão judicial obtida com exclusividade pelo Mateus Oliver Repórter mostra que a Justiça havia autorizado a apreensão de armas de fogo munições e acessórios celulares computadores notebooks tablets documentos físicos ou digitais relacionados aos fatos e veículos com indícios de utilização na execução do crime.
Segundo o documento, testemunhas ouvidas durante a investigação relataram que Edcarlos mantinha uma desavença de natureza financeira com Tiago relacionada a serviços rurais realizados na propriedade e que conforme os relatos os valores pelos trabalhos não teriam sido integralmente pagos.
A decisão também registra, que indivíduos apontados nos depoimentos como ligados ao investigado teriam efetuado os disparos que resultaram nas mortes das vítimas e nos ferimentos do sobrevivente motivo pelo qual a Polícia Civil busca identificar executores eventuais mandantes e demais participantes do crime.
Os autos apontam ainda elementos indicando que a rotina de uma das vítimas teria sido acompanhada por uma pessoa vinculada à propriedade antes do crime e que essa mesma pessoa teria recebido valores no dia dos fatos circunstâncias consideradas relevantes pela investigação.
A Justiça considerou haver risco de perda ou ocultação de elementos de prova especialmente da arma utilizada e de registros de comunicação entre possíveis envolvidos razão pela qual autorizou a diligência na propriedade.
Embora celulares e computadores tenham sido apreendidos a própria decisão estabelece que a extração e análise dos dados armazenados nesses aparelhos depende de autorização judicial específica e não está automaticamente abrangida pelo mandado cumprido nesta manhã.
A ordem havia sido assinada no Plantão Judiciário no dia 16 de agosto e recebeu caráter sigiloso até o efetivo cumprimento da diligência com autorização inclusive para arrombamento e emprego moderado de força caso fosse necessário.
A investigação segue em andamento e deverá agora confrontar o material apreendido com os demais elementos já reunidos no inquérito incluindo depoimentos perícias e outras diligências destinadas a esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada pessoa eventualmente envolvida.
Tiago Miguel permanece na condição de investigado e a apreensão dos materiais não representa condenação nem comprovação definitiva de participação nos crimes cabendo às investigações e posteriormente ao Poder Judiciário definir eventuais responsabilidades.
Em manifestação ao Mateus Oliver Repórter a defesa de Tiago Miguel de Abreu Ferreira Neves afirmou que não há nexo causal nem qualquer liame entre a vítima e o investigado capaz de sustentar a suspeita levantada pela Polícia Civil e afirma que as acusações apresentadas até o momento estariam baseadas em conjecturas e ilações que serão esclarecidas no decorrer do inquérito quando a defesa pretende demonstrar a inocência de Tiago.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver












