Neste sábado (1º), os deputados e senadores escolherão seus novos presidentes, que irão comandar a Câmara dos Deputados e o Senado Federal de 2025 a 2027. As eleições serão em votação secreta, conforme determinam a Constituição e os regimentos internos de cada Casa. No Senado, a votação ocorrerá às 10h, enquanto na Câmara será às 16h.

Os nomes considerados favoritos na disputa são Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) entre os senadores e Hugo Motta (Republicanos-PB) entre os deputados, ambos com grande apoio político.

Davi Alcolumbre (União Brasil-AP): Ex-presidente do Senado, Alcolumbre busca retornar ao cargo com amplo apoio, incluindo 76 senadores. Ele se destaca por sua habilidade política e articulação de emendas e cargos. Sua eleição é considerada quase certa, com promessa de moderar os interesses do Executivo e Legislativo.

Marcos Pontes (PL-SP): Ex-ministro da Ciência e Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes apresenta um perfil técnico. Sua candidatura, porém, enfrenta resistência dentro de seu próprio partido, que prefere apoiar Alcolumbre. Pontes luta por apoio entre a oposição, mas tem poucas chances de vitória.

Marcos do Val (Podemos-ES): Focado em segurança pública, Marcos do Val enfrenta dificuldades em consolidar apoios, com seu partido, Podemos, ainda sem posição definida sobre sua candidatura.

Eduardo Girão (Novo-CE): Defensor de um Senado mais independente e crítico do “sistema político tradicional”, Girão representa a oposição, mas sua baixa base de apoio e o pequeno número de membros do Novo no Congresso dificultam suas chances de sucesso.

Hugo Motta (Republicanos-PB): Apontado como favorito para a presidência da Câmara, Motta é apoiado por 18 partidos e por Arthur Lira. Sua candidatura busca manter um equilíbrio entre governo e oposição, com ênfase em maior previsibilidade nas votações e fortalecimento das prerrogativas dos deputados.

Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ): Deputado do PSOL, Vieira defende uma presidência voltada para direitos humanos, transparência e combate à violência política. Embora sua candidatura seja vista como simbólica, busca dar voz aos setores progressistas da sociedade.

Marcel van Hattem (Novo-RS): Representante da oposição ao Centrão, Van Hattem defende maior transparência e o fim dos “acordões políticos”. Com o apoio limitado do seu partido, Novo, sua candidatura tem poucas chances de vencer, mas visa promover debates sobre reformas no Congresso.