Após a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira, 21, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República, o governador Jerônimo Rodrigues se mostrou à favor da mediada em conversa com o Portal A TARDE, nesta quarta.

O texto propõe aumentar o tempo de mandato de cargos eletivos de 4 para 5 anos e impedir a reeleição daqueles que forem eleitos. A ideia é que a proposta seja implementada a partir de 2030, unificando a data das eleições para todos os cargos eletivos a partir de 2034, o que não impactaria uma eventual reeleição do governador em 2026.

O governador defendeu que a unificação das eleições no Brasil, conforme prevê a PEC, trará mais economia ao país, pois no sistema atual as eleições futuras começam a serem debatidas e planejadas sempre ao fim da anterior.

“Todos nós sempre fazemos um grande debate, quem é da política e quem não é. Não tem folga, porque uma eleição termina e já começa outra. Termina uma eleição estadual, federal e começa a municipal. Nem bem terminou a municipal, fechou a urna, já é o cenário estadual…nós fizemos uma eleição ano passado municipal, mas ali já era o desenho da federal, da estadual, do Senado…”, destacou o governador.

Jerônimo exaltou a segurança jurídica das eleições no Brasil, aparadas pela atuação conjunta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que fazem com que a apuração e o resultado final sejam feitos em tempo recorde.

“E nós já temos agora um sistema seguro, que são o TRE, o TSE, que distribui segurança nas eleições. Com uma máquina, a gente consegue ter resultados de votação uma hora depois de fechamento das urnas, isso dá a gente, além de rapidez, a segurança, diferente de tempos atrás, que a gente não tinha segurança política do que acontecia na leitura daquelas chapas, e o prazo, às vezes, eram meses para poder saber quem se elegeu, então eu também defendo, eu estou de acordo”, pontuou o chefe do Executivo baiano.

A PEC ainda será votada no plenário do Senado, mas sem data marcada ainda, e precisará de pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 possíveis para ser aprovada em dois turnos. Jerônimo acredita que um mandato de cinco anos traz mais segurança ao Poder Executivo.