Secretaria de Infraestrutura de Itagi Perde R$ 171.320,00 que estavam previstos para ações de manutenção e serviços

A publicação do Decreto Financeiro nº 003/2026 pela Prefeitura Municipal de Itagi, sob a administração de Saulo Islan Santos Soledade, expõe uma preocupante fragilidade no planejamento das contas públicas do município, quando o documento oficializa a abertura de um crédito suplementar no valor de R$ 262.670,00, mas o que chama a atenção não é o montante em si, e sim a origem e o destino desses recursos e para viabilizar o pagamento de “Despesas de Exercícios Anteriores” em diversas pastas, o governo municipal promoveu um remanejamento drástico, retirando verbas que seriam destinadas a serviços essenciais e novos investimentos em infraestrutura.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura foi a unidade orçamentária mais afetada por este corte, perdendo um total de R$ 171.320,00 que estavam previstos para ações de manutenção e serviços de terceiros, tendo o valor anulado de dotações destinadas a “Outros Serviços de Terceiros”, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, e redirecionado para cobrir furos orçamentários deixados por gestões ou períodos passados em outras secretarias.
Essa manobra de “despir um santo para vestir outro” revela uma administração que parece atuar de forma reativa, sacrificando a manutenção urbana e o desenvolvimento físico da cidade para sanar pendências que já deveriam estar resolvidas, evidenciando uma falha clara na previsão de gastos do município.
Além do prejuízo direto à infraestrutura, o decreto mostra que áreas vitais como Educação e Saúde também estão sendo utilizadas para girar essa roda de pagamentos atrasados.
Na Educação, foram destinados R$ 26.600,00 para dívidas antigas, enquanto na Saúde o valor ultrapassa os R$ 23.000,00 para a mesma finalidade, ressaltando que retirar recursos de subvenções sociais e serviços operacionais para pagar o passado é um sinal de alerta para a população de Itagi, pois indica que o dinheiro dos impostos de 2026 não está sendo usado para construir o futuro, mas sim para remediar erros e falta de organização financeira de exercícios que já se encerraram.
Essa política de remanejamento constante, embora amparada legalmente pela Lei 4.320/64, coloca em xeque a eficiência da atual gestão em equilibrar a máquina pública sem prejudicar a entrega de serviços à comunidade.
Vale ressaltar, que quando uma prefeitura anula verbas de iluminação pública e manutenção de prédios para pagar contas de anos anteriores, ela admite que o planejamento falhou e que o cidadão pagará o preço com uma cidade menos zelada e sendo assim, se faz necessário que os órgãos de fiscalização acompanhem de perto esses decretos, garantindo que o patrimônio de Itagi não continue sendo drenado por uma contabilidade que prioriza o passivo em detrimento do progresso real do município.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
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