Candidatos Denunciam Falhas e Falta de Transparência em Seleção Reda para Professores em Feira de Santana
O processo seletivo simplificado sob o regime de Direito Administrativo (Reda), organizado pela Prefeitura de Feira de Santana para a contratação de novos professores, tornou-se alvo de intensas críticas e reclamações por parte dos profissionais que participaram do certame.
Regido pelo edital 01/2026, a seleção atraiu um contingente expressivo de mais de 7 mil inscritos entre o final de janeiro e o início de fevereiro, abrangendo áreas fundamentais como Pedagogia, Matemática, Artes e Língua Portuguesa.
No entanto, a divulgação do resultado parcial no último sábado (28) desencadeou uma onda de insatisfação, com centenas de candidatos relatando ao portal Acorda Cidade que houve graves falhas na computação das notas e uma ausência preocupante de clareza nos critérios utilizados pela comissão organizadora.
Os relatos de irregularidades ganharam força com depoimentos como o da professora de Língua Portuguesa, Denise Cerqueira, que descreveu uma situação de total desconformidade entre o que foi apresentado na inscrição e o que consta no documento oficial.
Segundo a docente, mesmo tendo cumprido rigorosamente os requisitos e obtido a homologação de sua candidatura, seu nome foi simplesmente omitido da lista de pontuação parcial.
Ela destaca ainda uma discrepância técnica alarmante, observando que candidatos com altas pontuações baseadas em títulos não aparecem na listagem, enquanto a prefeitura deixou de publicar as listas específicas destinadas às cotas, o que fere diretamente as diretrizes de transparência estabelecidas no próprio edital do concurso.
A frustração com a gestão do processo seletivo também foi ecoada pela pedagoga Marilene Figueredo, que reside em uma cidade vizinha e planejava utilizar a seleção como uma oportunidade de ascensão profissional na rede pública feirense.
Para muitos candidatos, a forma como o resultado foi divulgado representa um desrespeito à classe docente, que já enfrenta desafios estruturais no cotidiano escolar e agora se vê diante de uma barreira burocrática confusa e possivelmente injusta.
Diante do volume crescente de queixas e da mobilização nas redes sociais, os profissionais da educação já articulam denúncias formais junto ao Ministério Público da Bahia, exigindo uma auditoria no sistema de pontuação e o adiamento das próximas etapas até que todos os recursos e omissões de nomes sejam devidamente esclarecidos pela administração municipal.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver










