Endividamento atinge 67% dos brasileiros e revela dificuldade crescente no controle das finanças
Uma pesquisa do Instituto Datafolha revelou que dois em cada três brasileiros (67%) possuem algum tipo de dívida financeira, como empréstimos, evidenciando o alto nível de endividamento no país e reforçando um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias, especialmente em meio ao aumento do custo de vida e das despesas básicas.
O levantamento, divulgado neste sábado, também aponta que 21% da população está com pagamentos em atraso, o que indica não apenas a presença de dívidas, mas também a dificuldade de manter os compromissos financeiros em dia, ampliando o risco de inadimplência e suas consequências, como restrições de crédito e acúmulo de juros.
Entre aqueles que recorreram a empréstimos com amigos e familiares, a situação se mostra ainda mais delicada, já que 41% afirmam estar devendo, o que evidencia que o endividamento ultrapassa o sistema financeiro tradicional e atinge também relações pessoais, muitas vezes utilizadas como alternativa diante da dificuldade de acesso a crédito formal.
No ranking das principais dívidas em atraso, o cartão de crédito parcelado aparece na liderança, citado por 29% dos entrevistados, seguido pelos empréstimos bancários (26%) e pelos carnês de lojas (25%), modalidades que, em geral, estão associadas a juros elevados e podem agravar ainda mais a situação financeira dos consumidores.
O estudo também mostra que 28% dos brasileiros têm contas de consumo e serviços atrasadas, com destaque para despesas com telefone, celular e internet (12%), tributos como IPTU, IPVA e carnê-leão (12%), além de contas de energia elétrica (11%) e água (9%), revelando que até mesmo gastos essenciais têm sido impactados pela falta de equilíbrio financeiro.
Os dados refletem um cenário de fragilidade na organização das finanças pessoais, indicando dificuldades da população em equilibrar renda e despesas, o que reforça a importância de planejamento financeiro, educação econômica e acompanhamento mais rigoroso dos gastos diante de um ambiente econômico ainda desafiador para grande parte dos brasileiros.












