Policial militar investigado por sequestros na RMS é preso durante desdobramentos da Operação Juramento Quebrado
A Polícia Civil da Bahia cumpriu, nesta quarta-feira (10), o terceiro mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Juramento Quebrado, que investiga uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões mediante sequestro e outros crimes violentos na Região Metropolitana de Salvador.
O alvo da vez foi um policial militar de 36 anos, apontado pelas investigações como integrante do grupo criminoso e que não havia sido localizado durante a deflagração da operação ocorrida na terça-feira (9), quando outros dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelas equipes policiais.
De acordo com a Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), desde o início da operação foram realizadas diligências contínuas em diversos endereços ligados ao investigado na tentativa de localizá-lo.
Com o avanço das investigações e o aumento da pressão policial, o militar acabou se apresentando no Batalhão de Polícia de Choque, em Lauro de Freitas, local onde teve a ordem judicial cumprida e passou a ficar à disposição do Poder Judiciário.
As investigações conduzidas pela DAS apontam que o policial integrava uma organização criminosa responsável por extorsões mediante sequestro e que também estaria envolvida em outros delitos graves praticados na Região Metropolitana de Salvador.
Conforme os elementos reunidos pela Polícia Civil, o grupo é investigado por participação em homicídios, ocultação de cadáver e outras ações criminosas que vêm sendo apuradas ao longo dos últimos meses pelas equipes especializadas.
A Operação Juramento Quebrado é resultado de um trabalho investigativo desenvolvido pelo DEIC e contou com o apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar, do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Juazeiro e da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Juazeiro).
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para aprofundar a identificação dos envolvidos, esclarecer a atuação da organização criminosa e reunir novas provas relacionadas aos crimes atribuídos ao grupo.
Fonte: jornalista Mateus Oliver












