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:: 9/jun/2026 . 20:38

Motorista é indiciado por homicídio doloso após acidente que matou 16 pessoas na BR-116 em Santa Terezinha

A conclusão do inquérito policial que apura o acidente ocorrido no último dia 31 de maio, na BR-116, em Santa Terezinha na Bahia, trouxe novos detalhes sobre a tragédia que resultou na morte de 16 pessoas e deixou outras três feridas, ao mesmo tempo em que decisões judiciais obtidas pela reportagem revelam os argumentos apresentados pela defesa do motorista do caminhão e os fundamentos utilizados pela Justiça para manter a prisão preventiva do acusado.

O procedimento investigativo foi remetido nesta terça-feira (09) ao Ministério Público da Bahia com o indiciamento de Tauan Felipe Reinert Carlos pelo crime de homicídio doloso, enquanto a Vara Criminal de Santa Teresinha rejeitou o pedido de revogação da prisão e também negou, ao menos neste momento, a substituição da medida por prisão domiciliar.

De acordo com o inquérito conduzido pela Delegacia Territorial de Santa Teresinha, vinculada à 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Santo Antônio de Jesus, a investigação concluiu que o caminhão conduzido por Tauan invadiu a contramão da rodovia e colidiu frontalmente com uma van Mercedes-Benz Sprinter que trafegava regularmente em sentido oposto, provocando uma das maiores tragédias rodoviárias registradas na Bahia nos últimos anos.

Além da invasão da pista contrária, os investigadores apontaram que o motorista trafegava acima da velocidade máxima permitida para o trecho, conduzia um veículo com irregularidades mecânicas, incluindo dois pneus traseiros excessivamente desgastados, e não conseguiu comprovar o cumprimento do período de descanso obrigatório exigido pela legislação que regula o transporte rodoviário de cargas.

Outro fato que passou a integrar os autos foi a localização de uma porção de substância semelhante à maconha entre os pertences do motorista logo após o acidente e a informação foi posteriormente mencionada pela própria Justiça ao analisar o pedido da defesa para concessão de liberdade, sendo considerada mais um elemento que reforçaria a necessidade de aprofundamento das investigações e de preservação da ordem pública.

O jornalista Mateus Oliver teve acesso aos autos do processo e constatou que durante a audiência de custódia realizada em 1º de junho, o acusado participou por videoconferência diretamente do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, onde permanecia internado em razão dos ferimentos sofridos na colisão e na ocasião, ele foi informado sobre o direito constitucional ao silêncio, teve garantida entrevista reservada com o advogado nomeado para sua defesa e foi questionado acerca das circunstâncias da prisão.

Na mesma audiência, o Ministério Público requereu a homologação da prisão em flagrante e a imediata conversão da medida em prisão preventiva, sustentando a necessidade de manutenção da custódia cautelar diante da gravidade dos fatos apurados.

A defesa, por sua vez, requereu a concessão da liberdade provisória ao acusado e após analisar o caso, a magistrada responsável concluiu que estavam presentes os requisitos legais para homologar o flagrante e decretar a prisão preventiva, destacando que a materialidade do crime estava demonstrada pelos documentos produzidos na investigação e que os indícios de autoria eram robustos, especialmente diante dos depoimentos colhidos pela Polícia Civil e do relato de uma testemunha presencial que afirmou ter visto o caminhão invadir a contramão antes da colisão fatal.

Ao fundamentar a decisão que manteve o acusado preso, a Justiça destacou que o crime investigado possui pena superior a quatro anos e que a gravidade concreta da ocorrência extrapola os limites de um acidente comum, sobretudo pelo número de vítimas fatais.

A magistrada ressaltou que a dimensão da tragédia, associada à suposta conduta deliberada de invadir a contramão de uma rodovia de intenso fluxo, demonstra periculosidade social suficiente para justificar a manutenção da prisão preventiva, entendendo ainda que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante das circunstâncias verificadas no caso.

Dias depois, já assistido por advogado constituído, Tauan apresentou novo pedido à Justiça buscando a reconsideração da decisão que decretou sua prisão preventiva.

Na petição, a defesa argumentou que o acusado é tecnicamente primário, possui residência fixa, exerce atividade profissional lícita e não representa risco à investigação ou à sociedade e os advogados também alegaram que o motorista sofreu fratura na bacia e outros ferimentos graves em decorrência do acidente, sustentando que o estado de saúde seria incompatível com o ambiente prisional e justificaria a concessão de prisão domiciliar humanitária.

O Ministério Público manifestou-se contrariamente ao pedido, defendendo a manutenção da prisão preventiva e destacando a gravidade da conduta investigada, a repercussão social do caso e a existência de novos elementos surgidos durante a investigação e junto a isso o órgão ministerial também solicitou que a Justiça verificasse junto ao sistema prisional a capacidade de atendimento médico ao custodiado antes de qualquer análise sobre eventual prisão domiciliar.

Ao analisar o novo pedido nesta terça-feira (09), a juíza Gabriele Araújo Pinheiro concluiu que não houve qualquer alteração significativa no quadro fático ou jurídico capaz de justificar a revogação da prisão preventiva e ressaltou que a primariedade e os bons antecedentes não garantem, por si só, o direito à liberdade quando a gravidade concreta dos fatos recomenda a manutenção da custódia cautelar.

Sobre a situação médica do acusado, a decisão afirma que não ficou demonstrado que o sistema prisional seja incapaz de fornecer o tratamento necessário, motivo pelo qual a prisão domiciliar foi negada neste momento, sendo determinado apenas que a direção do Conjunto Penal de Feira de Santana informe à Justiça se possui condições de garantir a assistência ortopédica adequada ao custodiado.

Com a prisão preventiva mantida e o inquérito oficialmente concluído pela Polícia Civil, o caso segue agora para análise do Ministério Público da Bahia, que deverá decidir sobre o oferecimento da denúncia criminal contra o motorista, etapa que marcará o início da ação penal relacionada à tragédia que deixou 16 mortos na BR-116.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Prefeita Laryssa Dias destaca chegada do Projeto Catadores + Forte e reforça compromisso com sustentabilidade em Ipiaú

A prefeita de Ipiaú, Laryssa Dias, recebeu representantes do Projeto Catadores + Forte, iniciativa voltada ao fortalecimento das organizações de catadores de materiais recicláveis das regiões Sul, Sudoeste e Médio Rio de Contas da Bahia, ação que será desenvolvida no município em parceria com a Defensoria Pública e a Associação Amigos de Ipiaú, com foco na qualificação das entidades que atuam na coleta seletiva e no reaproveitamento de resíduos sólidos.

Segundo as informações divulgadas pela gestora municipal, o projeto tem como objetivo promover o fortalecimento da gestão institucional, administrativa e financeira das organizações de catadores, além de contribuir para a melhoria da estrutura de trabalho destinada à coleta, triagem e comercialização dos materiais recicláveis, ampliando a capacidade operacional das associações e criando condições mais favoráveis para a geração de renda dos trabalhadores envolvidos na atividade.

Laryssa destacou a importância da inclusão de Ipiaú na iniciativa e afirmou que o município passa a integrar um processo de aprimoramento de um ecossistema que reúne benefícios ambientais e sociais, considerando que a reciclagem contribui para a redução dos impactos causados pelos resíduos sólidos ao mesmo tempo em que representa fonte de sustento para dezenas de famílias que dependem diretamente da atividade.

Ainda de acordo com a prefeita, a gestão municipal seguirá apoiando ações voltadas à sustentabilidade, inclusão social e fortalecimento das políticas públicas que promovam oportunidades para trabalhadores e comunidades, reforçando o compromisso da administração com o desenvolvimento social e ambiental do município.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Jaguaquara: PM age rápido e prende elemento que se preparava para matar e indivíduo confessa homicídios; atentado que atingiu criança; entrega mandante e comparsas

Uma ação realizada na madrugada desta segunda-feira (08) por equipes da Polícia Militar e apresentada à Polícia Civil durante o Plantão Regional de Jaguaquara resultou na prisão de um elemento perigoso identificado como Jeferson Souza Macedo, Vulgo, “Gurita”, e seu comparsa Jeferson Alves Santos, encontrados em posse de armas de fogo, munições e entorpecentes, situação que acabou revelando novos elementos para investigações relacionadas a crimes violentos registrados no Vale do Jiquiriçá.

Segundo informações obtidas pelo jornalista Mateus Oliver, durante interrogatório prestado à autoridade policial, “Gurita” declarou ser ex-presidiário, afirmou integrar uma facção criminosa e confessou participação em diversos homicídios e tentativas de homicídio, relatando ainda que estava no município de Jaguaquara com o objetivo de executar um homem identificado como Vitor, conhecido pelo apelido de “Lorde”, por determinação de um integrante da organização criminosa identificado pelos apelidos de “Birutão” e “Mano”, plano que, segundo o próprio investigado, não chegou a ser concretizado em razão da abordagem realizada pelas equipes policiais antes da consumação da ação criminosa.

Segundo consta nos registros policiais, além de confessar participação em homicídios motivados pela disputa entre facções rivais, o investigado também declarou à Polícia Civil que participou, ao lado de indivíduos identificados pelos apelidos de “Artur” e “Dunga”, de uma tentativa de homicídio contra uma mulher identificada como Vanessa, ocorrência que teve grande repercussão na região após uma criança ser atingida por disparos de arma de fogo durante o atentado, circunstância que agora deverá ser confrontada pelos investigadores com os elementos já reunidos nos procedimentos em andamento, cabendo à autoridade policial aprofundar as diligências para verificar a veracidade das informações apresentadas, bem como a eventual participação dos demais citados nos fatos narrados durante o depoimento.

As declarações prestadas pelo suspeito passaram a integrar os procedimentos investigativos conduzidos pela Polícia Civil e poderão auxiliar no esclarecimento de outras ocorrências registradas na região, especialmente aquelas relacionadas à atuação de organizações criminosas e aos conflitos envolvendo grupos rivais, enquanto Jeferson Souza Macedo e Jeferson Alves Santos permanecem à disposição da Justiça após a adoção das medidas legais cabíveis, seguindo as investigações para apuração completa dos fatos, identificação de possíveis comparsas e verificação de eventuais ligações dos envolvidos com outros crimes registrados em municípios do Vale do Jiquiriçá.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Moradores cobram retorno da Patrulha Rural do 19º BPM e destacam importância do serviço para distritos da região de Jequié

Moradores de diversos distritos e povoados da área de atuação do 19º Batalhão de Polícia Militar (19º BPM), sediado em Jequié, têm manifestado preocupação com a ausência da Patrulha Rural, serviço implantado há aproximadamente sete meses pela 2ª Companhia da unidade e que, segundo relatos encaminhados à reportagem, deixou de ser visto com frequência nas comunidades há cerca de um mês e meio, situação que tem levado lideranças comunitárias e residentes a cobrarem o retorno das rondas e ações preventivas que vinham sendo realizadas nas localidades rurais.

De acordo com os moradores, desde a implantação da Patrulha Rural o serviço passou a desempenhar papel importante no fortalecimento da segurança pública em comunidades muitas vezes distantes dos centros urbanos, atuando de forma preventiva e aproximando a Polícia Militar da população do campo, especialmente nos distritos de Itajuru e Florestal e em localidades como Frisuba, Volta do Rio, Tamarindo, Cachoeira de Itajuru, Rio Preto do Costa, Emiliano Marcela, Água Vermelha e demais povoados adjacentes, onde as equipes realizavam visitas comunitárias, patrulhamentos e acompanhamentos de demandas relacionadas à segurança pública.

Segundo os relatos obtidos pela reportagem, a atuação da Patrulha Rural vinha sendo reconhecida por moradores em razão das ações voltadas ao combate ao tráfico de drogas, perturbação do sossego, poluição sonora, intimidações contra moradores e outras ocorrências que frequentemente afetam as comunidades rurais, sendo apontada como uma ferramenta importante de enfrentamento ao crime organizado e de fortalecimento da presença do Estado em áreas mais afastadas das sedes municipais.

Outro ponto destacado pela população é que a relevância do serviço foi reconhecida pela própria estrutura da segurança pública com a construção de uma base operacional no distrito de Florestal, espaço criado justamente para servir de apoio às atividades dos patrulheiros rurais e ampliar a capacidade operacional da equipe na região, iniciativa que foi recebida com entusiasmo pelas comunidades e interpretada como um reforço institucional ao projeto desenvolvido pela Polícia Militar.

Moradores lembram ainda que, além da atuação nos distritos e povoados vinculados à área da 2ª Companhia, em períodos anteriores a Patrulha Rural também realizava ações de apoio em municípios como Jitaúna, Itagi, Apuarema, Itamari e Nova Ibiá, colaborando com os pelotões locais e ampliando o alcance das ações de policiamento preventivo em diferentes regiões do Médio Rio de Contas e Vale do Jiquiriçá, circunstância que, segundo os relatos, contribuiu para aumentar a sensação de segurança em diversas comunidades rurais.

A principal reivindicação apresentada pelos moradores não é apenas a retomada das rondas, mas a manutenção permanente de um serviço que, segundo eles, demonstrou resultados positivos desde sua implantação há cerca de sete meses, motivo pelo qual defendem que o comando do 19º BPM e o Comando de Policiamento da Região avaliem alternativas para garantir a continuidade das atividades da Patrulha Rural e a presença mais constante das equipes nas localidades atendidas.

A reportagem tentou contato com o 19º BPM, 5ª CIA ,PMBA e SSP porém sem sucesso até o fechamento desta matéria e por este motivo o espaço segue aberto para manifestação acerca das demandas apresentadas pelos moradores, bem como para esclarecimentos sobre a atual situação operacional da Patrulha Rural e eventual previsão para reforço ou retomada das ações nas comunidades citadas.

Fonte: jornalista Mateus Oliver

Ibirataia: Prefeitura realiza patrolamento e cascalhamento na Região do Riacho Dantas

A Prefeitura de Ibirataia, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, realizou nesta terça-feira (09) os serviços de patrolamento e cascalhamento das estradas na região Riacho Dantas. A ação faz parte do cronograma de manutenção das estradas vicinais e tem como objetivo melhorar as condições de tráfego para moradores, produtores rurais e veículos que circulam pela localidade.

Os trabalhos executados incluem nivelamento da via e aplicação de cascalho, proporcionando mais segurança, mobilidade e melhores condições de acesso para a população rural. A iniciativa também contribui para o escoamento da produção agrícola e o fortalecimento das atividades econômicas da região.

Segundo o secretário Weligton Souza da Silva Sobrinho, a gestão municipal segue comprometida com a melhoria da infraestrutura rural do município. “Estamos trabalhando continuamente para garantir estradas mais seguras e trafegáveis, oferecendo melhores condições de deslocamento para os moradores e fortalecendo o desenvolvimento das comunidades rurais”, destacou.








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