Bahia registra 54 casos de queimaduras durante festejos de São João 2026 segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado
A Bahia registrou 54 casos de pessoas vítimas de queimaduras durante o período dos festejos de São João 2026, conforme levantamento da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, a Sesab, que contabilizou as ocorrências entre os dias 18 e 23 de junho, período de maior movimentação das festas juninas em diversas cidades baianas e também de aumento no risco de acidentes envolvendo fogueiras, fogos de artifício e, em algumas localidades, o uso irregular de espadas juninas.
De acordo com os dados divulgados, a maior parte dos atendimentos foi concentrada no Hospital Geral do Estado, em Salvador, unidade considerada referência no tratamento de queimaduras, onde 34 pacientes deram entrada durante o período analisado, reforçando a necessidade de atenção redobrada durante os festejos e de orientação permanente à população sobre os riscos provocados pelo manuseio inadequado de artefatos explosivos e materiais inflamáveis.
Entre as vítimas, também foram registrados casos envolvendo crianças, situação que chama a atenção das autoridades de saúde para a importância da supervisão de pais e responsáveis, já que a presença de fogueiras, bombas, fogos e outros itens típicos das comemorações juninas pode representar perigo ainda maior quando há circulação de menores em áreas de risco ou quando os artefatos são utilizados sem os cuidados necessários.
A Sesab orienta que, em casos de queimaduras, a população procure atendimento médico imediatamente e evite práticas caseiras que possam agravar o ferimento, como aplicação de manteiga, pó de café, pasta de dente ou qualquer outro produto sobre a pele atingida, sendo recomendado apenas resfriar a área com água corrente em temperatura ambiente e buscar uma unidade de saúde para avaliação adequada.
O balanço reforça um alerta importante após o São João, uma das festas mais tradicionais da Bahia, marcada por grande participação popular, mas também por ocorrências que podem ser evitadas com medidas simples de prevenção, fiscalização, responsabilidade no uso de fogos e maior cuidado em ambientes com crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Fonte: jornalista Mateus Oliver














