Após a prisão do companheiro na manhã desta sexta-feira (25), Renildes Tavares de Oliveira, de 48 anos, mãe da vítima, também foi presa preventivamente pela Polícia Civil durante o avanço das investigações que apuram supostos crimes contra a dignidade sexual praticados no ambiente familiar, em Itagibá.

O primeiro investigado, de 42 anos e que, segundo a Polícia Civil, se apresentava na comunidade como pastor, foi preso por volta das 6h no bairro Jorge Neiva e ele é apontado na investigação como suspeito de praticar atos sexuais contra a própria enteada dentro da residência da família.

De acordo com as informações policiais, depoimentos e diligências apontam que os supostos abusos teriam começado quando a vítima ainda era menor de idade e continuado até o período em que ela já havia atingido a maioridade, porém as acusações ainda estão sob investigação e não representam condenação definitiva dos envolvidos.

A Polícia Civil informou ainda que as investigações apontaram que a mãe teria conhecimento das supostas condutas praticadas contra a filha e durante o procedimento policial, ela também teria tentado interferir na coleta e preservação das provas, inclusive rasgando um termo de declaração anteriormente prestado pela própria filha e danificando o aparelho celular da jovem.

Inicialmente, a Justiça havia determinado medidas cautelares diversas da prisão em relação à mãe, entretanto, no decorrer das investigações, a Polícia Civil representou por novas medidas judiciais e, por volta das 14h desta sexta-feira, cumpriu mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra Renildes no mesmo bairro Jorge Neiva.

Já durante o cumprimento da ordem contra o companheiro, segundo a Polícia Civil, ele teria tentado fugir, arremessado o próprio celular na tentativa de descartar o aparelho e entrado em confronto físico com os agentes, ocasião em que um policial teria ficado lesionado, mas o suspeito acabou contido e conduzido.

Um aparelho celular também foi apreendido durante as diligências e será encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para perícia, sendo assim o material poderá fornecer novos elementos para a investigação, que permanece sob responsabilidade da Delegacia Territorial de Itagibá.

Fonte: jornalista Mateus Oliver