A Prefeitura de Vitória da Conquista precisou de uma prorrogação de 90 dias no contrato com o Hospital Unimec para reorganizar o atendimento de urgência pelo SUS, segundo informou a prefeita Sheila Lemos em entrevista na quinta-feira (24), porém a extensão do prazo não responde à principal preocupação da população sobre como ficará a assistência quando esse período terminar.

O plano apresentado por Sheila prevê que a Santa Casa passe a receber pacientes do atendimento geral por duas portas de entrada e que os casos infantis sejam transferidos para o Hospital Esaú Matos, mas a própria prefeita reconheceu que a unidade ainda precisa de tempo para se preparar, o que torna indispensável esclarecer a capacidade de cada hospital e a data em que a nova estrutura estará pronta.

Ao falar da falta de leitos, Sheila afirmou que o problema é o dinheiro necessário para contratar vagas na rede privada e disse ter solicitado mais recursos ao Ministério da Saúde, contudo a dificuldade de financiamento não dispensa a gestão municipal de apresentar à população um plano verificável para a transição, com prazos, quantidade de atendimentos prevista e medidas para evitar que pacientes sejam prejudicados.

A previsão dada pela prefeita para o funcionamento da UPA municipal é somente o segundo semestre de 2027, enquanto isso, os usuários do SUS convivem com uma mudança próxima no atendimento de urgência sem que tenham sido divulgados, na entrevista, todos os detalhes práticos sobre o serviço que estará disponível após o fim da prorrogação.

A Prefeitura tem agora a responsabilidade de mostrar que os 90 dias serão suficientes para preparar a Santa Casa e o Esaú Matos, pois pedir mais tempo pode ser necessário, mas a população precisa de garantias concretas de atendimento e de informações claras antes que o prazo acabe.

Fonte: jornalista Mateus Oliver