A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na noite desta terça-feira (9), a Operação Infiel, visando desarticular um elaborado esquema de estelionato que, segundo as investigações iniciais, vitimou aproximadamente 300 pessoas no município de Porto Seguro.

A ação foi conduzida por agentes da 3ª Delegacia Territorial (DT/Trancoso), resultando na prisão em flagrante de uma mulher de 36 anos, que exercia a profissão de diarista e é apontada como a principal autora dos golpes.

A prisão ocorreu no bairro Cambolo, um dos focos da atuação criminosa.

O modus operandi da estelionatária consistia em recrutar pessoas sob a falsa promessa de contratação para a prestação de serviços em casas de temporada da região.

Para dar prosseguimento ao suposto processo de admissão, as vítimas eram induzidas a pagar uma quantia em dinheiro destinada à aquisição de uniformes obrigatórios.

No entanto, após o pagamento dos valores, nenhuma contratação era efetivada e o dinheiro pago pelas vítimas jamais era devolvido.

As investigações coordenadas pela Delegacia Territorial de Trancoso indicam que a suspeita pode ter arrecadado uma soma que ultrapassa os R$ 50 mil com essa prática criminosa, configurando um prejuízo significativo para a comunidade local.

Para conferir uma camada de credibilidade e forçar o convencimento das vítimas, a mulher utilizava o nome da autoridade policial da localidade, demonstrando falsamente uma intimidade com as forças de segurança, e chegava a afirmar que a entrega dos uniformes seria realizada na própria sede da Delegacia Territorial.

A prisão da diarista, realizada por policiais civis da unidade, ocorreu momentos após o registro da última ocorrência de estelionato contra ela.

Após ser apresentada na delegacia e passar pelos exames de corpo de delito protocolares, a suspeita segue custodiada e permanece à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam ativas para identificar outras possíveis vítimas do golpe, esclarecer detalhadamente todo o funcionamento do esquema e responsabilizar outros indivíduos que possam ter envolvimento na fraude.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver