Polícia Civil estoura esquema de corrupção na prefeitura de Itagibá envolvendo secretário de Finanças e agentes do Controle Interno
A região sudoeste da Bahia foi palco de uma grande ofensiva policial na manhã desta terça-feira, quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Carta Marcada para desmantelar um esquema de corrupção enraizado na Prefeitura de Itagibá.
As investigações, coordenadas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção (DRACO), revelaram uma estrutura criminosa montada para fraudar licitações e direcionar contratos públicos de prestação de serviços para empresas de consultoria pré-selecionadas.
Segundo os levantamentos da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR), o grupo utilizava frequentemente o mecanismo de inexigibilidade de licitação de forma irregular, garantindo que recursos públicos fossem destinados a empresas com vínculos diretos com os investigados, configurando uma clara violação dos princípios de impessoalidade e legalidade administrativa.
O impacto da operação foi imediato e resultou no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em quatro cidades diferentes: Itagibá, Dário Meira, Ipiaú e Jequié, mobilizando cerca de 60 policiais civis para assegurar a coleta de evidências.
Entre os alvos principais estão o Secretário de Finanças do município, Edival Luciano, e membros do Controle Interno, como Rondinele Ribeiro e a controladora jurídica Izana Fontoura Miranda, que foram afastados de suas funções públicas por ordem judicial.
Além dos afastamentos, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 2 milhões para cada um dos envolvidos, visando garantir o futuro ressarcimento aos cofres municipais diante dos indícios de superfaturamento e desvios identificados durante o inquérito.
Durante as incursões, os agentes apreenderam uma vasta quantidade de material que servirá como base para as próximas etapas da investigação, incluindo computadores, aparelhos celulares, documentos contratuais e cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo.
A Polícia Civil acredita que a análise desse material permitirá identificar novos integrantes do grupo e rastrear outros recursos que possam ter sido ocultados através de lavagem de dinheiro, já que o esquema apresentava estabilidade e uma divisão de tarefas profissionalizada.
Com as provas colhidas, o foco agora é consolidar a denúncia e garantir que todos os responsáveis pela dilapidação do patrimônio público de Itagibá respondam criminalmente pelas irregularidades cometidas, assegurando a transparência e a correta aplicação dos tributos da população.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver













