A política do município de Ibirataia está sob forte tensão devido ao avanço de uma investigação judicial que ameaça diretamente a composição da Câmara de Vereadores.

Os parlamentares Charles Mosquito de Souza e Toi de Berenga, eleitos no pleito de 2024, figuram como peças centrais em um processo que apura um suposto esquema criminoso de fraude à cota de gênero.

A denúncia sustenta que candidaturas femininas teriam sido registradas de forma fictícia apenas para cumprir as exigências legais de participação, permitindo que as chapas partidárias pudessem concorrer, o que agora coloca os mandatos dos eleitos sob risco de cassação imediata pela Justiça Eleitoral.

​O Juiz Eleitoral Hilton de Miranda Gonçalves, responsável pela 024ª Zona Eleitoral de Ipiaú, determinou a realização de uma audiência de instrução e julgamento para o dia 26 de fevereiro de 2026, às 14:00 horas.

O encontro, que ocorrerá de forma telepresencial, terá como objetivo a colheita de provas e depoimentos que podem confirmar as irregularidades na formação da chapa do partido União Brasil.

Caso a fraude seja comprovada, a lei eleitoral brasileira prevê a anulação de todos os votos recebidos pela legenda, resultando na perda automática das cadeiras ocupadas por Charles Mosquito e Toi de Berenga, além de afetar outros suplentes envolvidos.

​A gravidade do envolvimento neste esquema criminoso nas eleições de 2024 pode gerar um efeito dominó na política local, forçando uma retotalização de votos e mudando a representatividade na Câmara Municipal.

Além do afastamento do cargo, os investigados podem enfrentar a sanção de inelegibilidade por oito anos, ficando impedidos de disputar novas eleições e perdendo seus direitos políticos por quase uma década.

A expectativa na região é que o julgamento sirva como uma resposta firme contra manobras que tentam burlar a representatividade feminina e a integridade do processo democrático em Ibirataia.

​Fonte: Jornalista Mateus Oliver