A política local vive momentos de extrema tensão com a audiência decisiva marcada para esta quinta-feira, 26 de fevereiro, que poderá resultar na cassação imediata do mandato do vereador Charles Mosquito (União Brasil) e na inelegibilidade do suplente Toi de Berenga.

Ambos figuram como réus no mesmo processo judicial que investiga uma suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2024.

A acusação central é de que o partido teria utilizado “candidatas laranjas” para viabilizar a participação no pleito, uma manobra criminosa que, se confirmada, anula todos os votos da legenda e derruba toda a chapa eleita e seus suplentes.

O processo de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) coloca os dois políticos em uma situação de risco máximo, pois a condenação implica no banimento da vida pública por oito anos.

Para Charles Mosquito, a situação é ainda mais delicada devido ao acúmulo de outras pendências judiciais graves, que incluem acusações de improbidade administrativa movidas pela prefeitura, investigações sobre crimes financeiros envolvendo cheques de ex-secretários e processos na esfera cível por pensão alimentícia.

A inclusão de Toi de Berenga como réu no processo eleitoral reforça a tese de que a irregularidade não foi um ato isolado, mas uma estratégia partidária que comprometeu a lisura do processo democrático.

Se a justiça decidir pela procedência da denúncia nesta quinta-feira, a Câmara Municipal sofrerá uma mudança imediata em sua composição, exigindo um novo cálculo do quociente eleitoral para definir quem ocupará a vaga aberta.

A sociedade aguarda com expectativa o veredito, que servirá como um exemplo pedagógico sobre o cumprimento das leis eleitorais e a transparência na gestão pública.

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Fonte: Jornalista Mateus Oliver

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