A recente publicação do Decreto Financeiro Nº 01, veiculada no Diário Oficial de Itagibá, revela uma meta de arrecadação sem precedentes que coloca um peso enorme sobre os ombros da população para o exercício de 2026.

Segundo os documentos oficiais da gestão do Prefeito Marquinhos, a previsão da Receita Corrente Bruta alcança a marca astronômica de R$ 160.785.100,00, montante que provém diretamente do esforço financeiro de cada morador, comerciante e trabalhador do município.

Esta cifra, gerada pelos impostos e taxas pagos pela comunidade local, levanta questionamentos urgentes sobre o alto custo de vida imposto a uma população que raramente enxerga esse volume de dinheiro retornado em serviços públicos de qualidade.

A indignação em torno desses 160 milhões de reais aumenta ao observar que fatias generosas do suor do povo estão sendo canalizadas para sustentar a própria burocracia governamental e pagar por erros de gestão cometidos no passado.

O detalhamento do orçamento prioriza o pagamento de “Sentenças Judiciais” e “Indenizações Trabalhistas”, evidenciando que o contribuinte itagibense está financiando processos jurídicos onerosos e passivos laborais em vez de melhorias diretas na saúde ou na infraestrutura urbana.

É inaceitável que o cidadão arque com uma carga tributária tão elevada apenas para tapar buracos deixados por falhas administrativas e para manter uma máquina pública pesada que consome milhões em diárias e materiais de consumo interno.

Diante de uma arrecadação tão robusta, a falta de investimentos estruturantes que transformem a realidade das ruas e das comunidades de Itagibá sugere uma inversão de prioridades por parte da atual administração municipal.

Enquanto a prefeitura projeta arrecadar mais de 160 milhões de reais, a população continua enfrentando carências básicas, financiando um sistema que parece gastar mais consigo mesmo do que com o bem-estar coletivo de quem paga a conta.

É imperativo que a sociedade e os órgãos de fiscalização monitorem rigorosamente a execução desses recursos, exigindo que o dinheiro que sai do bolso do povo seja aplicado com ética e retorne em progresso real e visível para o município ao longo de 2026.

Fonte: Jornalista Mateus Oliver