Dívida consolidada de Salvador deve ultrapassar R$ 6 bilhões e vira alvo de crítica de Afonso Florence
A dívida consolidada de Salvador deve ultrapassar a marca de R$ 6 bilhões nos próximos anos, conforme projeção publicada pela própria Prefeitura no Diário Oficial do Município de quinta-feira, 25 de junho, por meio dos dados da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, que indicam crescimento progressivo do endividamento municipal entre 2027 e 2029, atingindo R$ 5,541 bilhões em 2027, R$ 5,890 bilhões em 2028 e R$ 6,109 bilhões em 2029.
O documento reconhece que o aumento da dívida está relacionado à expectativa de novas operações de crédito e ao avanço dos cronogramas de execução de projetos, o que coloca no centro do debate político a principal vitrine administrativa usada pelo grupo de ACM Neto e Bruno Reis para fazer oposição ao Governo do Estado, especialmente quando o discurso de equilíbrio fiscal passa a ser confrontado com uma projeção bilionária de endividamento para os próximos exercícios.

Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados
Para o deputado federal Afonso Florence, a Prefeitura de Salvador precisa apresentar à população, com transparência, o custo real da política de endividamento adotada pela gestão municipal, já que os números publicados oficialmente indicam uma escalada da dívida consolidada e levantam questionamentos sobre o impacto das operações de crédito nas contas públicas da capital baiana.
“A Prefeitura de Salvador está governando no cartão de crédito. A dívida consolidada projetada passa de R$ 5,5 bilhões em 2027 e chega a R$ 6,1 bilhões em 2029. É a própria gestão Bruno Reis, herdeira política de ACM Neto, admitindo que a conta vai crescer”, criticou Afonso Florence.
A crítica do parlamentar atinge diretamente o discurso político construído pelo União Brasil em Salvador, onde a gestão municipal costuma ser apresentada como exemplo administrativo para o estado, mas agora passa a enfrentar questionamentos sobre o ritmo de crescimento da dívida e sobre a forma como os compromissos financeiros serão administrados nos próximos anos.
“Não dá para fazer propaganda de equilíbrio fiscal enquanto se empurra uma dívida bilionária para os próximos anos. Salvador merece transparência sobre o custo real dessa política”, acrescentou Afonso.
Nos bastidores da política baiana, o dado também ganha peso por ocorrer em um momento de reorganização das forças para 2026, quando ACM Neto deve tentar novamente se apresentar como alternativa ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues, usando Salvador como uma das principais vitrines de gestão, embora os números da LDO passem a fornecer munição para adversários que apontam contradição entre o discurso de responsabilidade fiscal e a ampliação do endividamento municipal.
Fonte: jornalista Mateus Oliver














