Sandro Régis acusa perseguição política contra ACM Neto após pedido de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Overclean
O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) reagiu à divulgação de informações sobre um pedido de busca e apreensão apresentado pela Polícia Federal contra o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto, no âmbito da Operação Overclean, que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares, enquanto o parlamentar classificou a repercussão do caso como uma tentativa de prejudicar a candidatura do ex-prefeito de Salvador às vésperas das eleições.
O pedido da Polícia Federal foi apresentado antes do período eleitoral, mas o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), não autorizou o cumprimento dos mandados contra ACM Neto, decisão que passou a integrar o debate político após a divulgação das informações sobre a investigação.
Em manifestação pública, Sandro Régis acusou adversários de utilizarem vazamentos seletivos para interferir no processo eleitoral e afirmou que a divulgação de informações relacionadas à operação teria o objetivo de confundir a opinião pública, embora não tenha apresentado, nas declarações reproduzidas, provas de uma ação coordenada para prejudicar a candidatura de ACM Neto.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, também se manifestou sobre o episódio e cobrou explicações do adversário acerca das investigações da Operação Overclean e da Operação Valor Venal, conduzida pela Polícia Civil para apurar suspeitas de alterações irregulares em dados cadastrais de imóveis que teriam reduzido o valor do IPTU em Salvador.
Em resposta, ACM Neto negou envolvimento nas irregularidades investigadas e afirmou que a divulgação de informações sobre os procedimentos policiais estaria sendo utilizada para associar indevidamente seu nome a possíveis crimes, classificando as acusações como uma tentativa de interferência na disputa eleitoral.
A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de não autorizar a busca e apreensão contra ACM Neto não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre os fatos investigados, assim como a existência de um pedido de diligência policial não comprova a prática de irregularidades pelo candidato.
Fonte: jornalista Mateus Oliver












